terça-feira, 20 de novembro de 2007

O Orkut e suas funções

Eu achava que ele só servia pra fuxicar a vida das pessoas, de uma forma supreendente eu passei a gostar muito disso. Até que com o tempo o Orkut passou a ser fonte de fontes. Achava tão engraçado ver que algumas notícias tinha a seguinte citação:"segundo o site de relacionamentos Orkut, blá, blá, blá..." Achei tão legal que tive que fazer uma matéria com um citação igual...rs
Foi pelo Orkut que descobriram a homossexualidade da Thammy, filha da Grechen, foi no Orkut que descobriu uma ação do PCC com antecedência... descobriram várias coisas, até um adolescente que vendia remédio de emagrecer...
Confesso que por mais chamativa que seja essa opção de fazer do Orkut uma fonte de fontes, ele traz sérios riscos, uma vez que na internet você nunca sabe quem é a pessoa que está falando com você do outro lado. Se ela é a mesma da foto e se realmente pensa o que está dizendo.
Sustento isso alertando que a maioria das comunidades do tipo "eu odeio alguma coisa" são cheias dos chamados FAKES, perfis falsos, como você pode confiar no que diz uma pessoa que tem tanta certeza do que fala que nem ao menos assina com seu nome verdadeiro?
Se não bastasse ser fonte de fontes, o Orkut também é usado como mídia. Sim. Mídia. Devido ao exorbitante número de usuários ativos você pode divulgar o que quiser no site de relacionamentos e esperar por bons resultados. Vai saber o quanto aquele jovem ganhou vendendo remédios?
Essa semana me ensinaram a vender shows...rs A 'patroa' até comprou um programa que envia as mensagens para todos os contatos da comunidade selecionada. Achei incrível.
E como lição de casa tenho que fazer vários perfis, não fakes, mas perfis da empresa, para poder usar com maior retorno esse programinha mágico.
Estou lembrando que a primeira matéria que escrevi para a Revista Palco Gospel foi sobre o Orkut, mas isso foi em 2005, ele não era tudo isso naquela época... Hoje ele é tudo. Tudo para jornalistas preguiçosos, mas sobre essa preguiça eu falo outro dia.
Voltando ao meu vício de fuxicar, eu quero dizer que todas as pessoas, pelos menos as que me interessam, não só deveriam ter Orkut, como também um blog pra dizer tudo, tudo o que minha curiosidade jornalística precisa saber. Pena que as mais importantes não têm.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Assessora de Imprensa

Eu sempre fugi de trabalhar em assessoria, mas nesses três meses de desemprego eu percebi que realmente só tem vaga pra isso no mercado. A Viviane, uma amiga, me dava muitas dicas. Peguei a banda de um amigo pra fazer assessoria e assim treinar, pegar experiência.
Mas como tava difícil de conseguir um trabalho na área já estava pensando em voltar pro telemarketing ou pra qualquer outra coisa. Falei isso pra Vivi na terça-feira passada, e na quarta a Ana da AW me liga, porque ela estava precisando de uma estagiária urgente pra trabalhar com eles.
E agora sou funcionária da AW Produções. Pensei que seria chato trabalhar com assessoria, mas estou gostando muito.
Meu trabalho tem dado efeito.


Legal de mais mesmo!

Obrigada, Jesus!!!!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Doutor, eu só valho isso??


Em agosto, quase dois anos após o acidente, fui convocada à uma audiência para julgar o processo criminal. Tomei um chá de cadeira no Fórum, mas já estou acostumada com o atendimento de órgãos públicos.
Minha advogada estava fazendo 'contatos" pelo Fórum atrás de outros clientes, deve ser normal... Ela disse o que iria acontecer e que era pra eu decidir em continuar com o processo.
Quando me chamaram a sala estava cheia. Só tinha uma cadeira disponível pra sentar, sentei e o cara do meu lado ficava me olhando de rabo de olho. Olhei bem pra ele e pela descrição que me faziam era ele: o cara que me atropelou.
Fiquei com receio, vai que ele marca meu rosto pra depois tentar algo contra mim...sei lá. No Brasil tem de tudo...rsrs Algo meio Linha Direta...
Deus me livre!!!
Então, o promotor nos chamou para a mesa. Sentamos e ele leu o BO e me perguntou se eu queria que ele respondesse criminalmente por ter me atropelado enquanto o farol estava verde para os pedestres, sem carta para dirigir caminhão daquele porte, negando socorro, mentindo no BO...enfim.
Claro que eu quis. Na verdade não sinto raiva do cara. Ele tem cara de coitado. Só aconteceu porque além de coitado é um incompetente, mas eu vejo pelo lado dele. Ele estava a trabalho... sustentar a familia. Mas também não podemos negar todo o mal que me foi feito.
Tendo eu aceitado que ele cumprisse a pena criminal o promotor veio dizer qual era a pena: 6 cestas básicas para o Governo ou três meses de trabalho voluntário em escolas nos finais de semana.
Fala sério, Brasilllll. O cara inflige um monte de lei de trânsito e recebe isso de pena?
É isso que eu valho? 6 cestas básicas?
É por isso que ninguém respeita os semáfaros...quem se importa em pagar isso!!!
Deve dar em torno de R$800 a 900 reais... Eu valho tão pouco?
Infligir 5 leias de uma só vez só vale isso?
Que país é esse???
E no final ele ainda mentiu pro promotor dizendo que o caminhão era dele. Mentiroso é do tio dele... Mas essa história a gente cita no processo civil que espero receber bem mais afinal foram 200reias de remédio durante uns 5 meses, dívidas acumuladas e muitas dores sentidas que dinheiro nenhum pagaria.
É hora de mudar as leis desse país!

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Ela aprendeu a correr

Ela aprendeu a correr

Leiliane era completamente diferente dos seus pais e de suas irmãs. Mais tímida, mais quieta, mais orgulhosa, muito bondosa, vivia em abrir mão de suas coisas para ajudar outras pessoas. Sempre gostou de estudar, tinha um sonho de terminar a faculdade e casar. Vivia em pró disso, e de mais nada.
Mas tinha algo dentro dela que não deixava viver em plenitude tudo o que uma menina de 20 anos poderia viver. Isso era realmente um mistério que sua timidez e discrição não permitiam que ninguém soubesse. Por ora, seu orgulho, muitas vezes, camuflava o sofrimento que ela trazia dentro de si para não demonstrar inferioridade.
Um certo dia ela se olhou no espelho e viu que não era tudo o que fantasiava ser. Ficou triste, se fechou mais ainda para o mundo que a cercava. Ela não tinha o emprego que queria ter, já estava terminando a faculdade e não tinha perspectiva de uma carreira brilhante, estava cansada de algumas brigas familiares. Achou que sua vida não valia mais a pena. Chorou. E desejou a morte.
Passou a viver os dias “empurrando com a barriga”. O que era pra acontecer, iria acontecer, pensava ela. Teve mais um dia igual a todos os outros. Acordou cedo, foi trabalhar, saiu do trabalho foi pra faculdade e da faculdade quis fazer um caminho diferente: ir visitar sua irmã.
Pegou um ônibus até o metrô Vila Matilde e de lá pegou uma perua até a Av. São Miguel. Quando acordou estava sendo socorrida. O que havia acontecido ela não sabia, acordou um pouco tonta ouvindo o celular tocar e quando abriu os olhos estava cercada de pessoas e sendo imobilizada para entrar na ambulância.
Atropelamento é um fato normal em uma cidade como São Paulo, são em média 594 mortes por atropelamento na cidade, mas nunca pensamos que podemos ser a próxima vítima. Se ela soubesse teria tomado mais cuidado.
No começo, ela não sabia o que tinha acontecido fora atropelada por um caminhão e arrastada por uns 50 metros. Não se lembrava de nada, e ainda não se lembra. Foi como se ela estivesse dormindo enquanto tudo isso acontecia. Mas estava em seu juízo perfeito, preocupada com tudo que estava acontecendo em sua vida, como arrumar um estágio e fazer as provas finais da faculdade.
Sedada e muito debilitada não entendia a seriedade que fora o acidente. Quando olhou para cima e viu sua imagem refletida no vidro do hospital tomou um susto, pois estava completamente deformada, seu rosto inchado e em carne viva. Pensou que seu pedido de morte fora atendido por Deus, pois imaginou que sua vida estaria acabada com tantas marcas e deformações que tinha.
Mas ela não sabia que sua sorte estava sendo mudada depois desse acontecimento. A cada dia que passou as feridas foram secando e desaparecendo. Quem a viu no hospital não imagina vê-la que sararia tão rápido. Foi realmente um milagre.
Recebeu alta médica depois de oito dias, sua recuperação em casa também foi sobrenatural. As seqüelas sumiram, restando apenas algumas marcas que, com certeza, sumirão com o tempo.
Mas além do físico sua alma também estava sendo tratada. Voltou querendo viver. Aquele sentimento de derrota, de invalidez, de arrogância, sumiu. Foi como se um dos vários remédios que teve que tomar, tivesse tirado toda a tristeza que insistia aparecer em seu olhar. Voltou com força total.
Hoje Leiliane enxerga o sentido de viver, aprendeu a correr atrás do que quer. Busca uma vida abundante e cheia de felicidade. E o mais importante, não tem medo de mostrar o que sente nem de parecer inferior. Todos dizem que ela ficou mais bonita e muito mais simpática e está prestes a iniciar no emprego dos seus sonhos. É como diz o ditado “há males que vem para o bem”.

Faz dois anos que isso aconteceu. Escrevi essa crônica para um trabalho dafaculdade. Acho que foi a melhor das crônicas que já escrevi. Deus é fielcomigo. Obrigada, Senhor.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Saúde publica: dos males é o pior


Acordei com a garganta infeccionada, mas não queria ir até o pronto atendimento do meu convênio por pura preguiça. Minha irmã me orientou a ir ao posto de saúde da vila, muito mais próximo e com um atendimento muito semelhante ao do convênio (é o meu convênio que é ruim mesmo...rs).
Esse posto do SUS atende a três vilas aqui de perto. Tem um quadro com indicativos que mostra que estão cadastradas 12.294 pessoas, 77% da população desses bairros, um total de quase 3.550 famílias.
Por aqui 99,89% das casas possuem água encanada, rede de esgotos e coleta de lixo, segundo o quadro do posto, que comparado ao de outras áreas da zona leste é um nível muito alto.
Sendo assim, esgotos, água encanada e coleta de lixo não são problemas graves por aqui. O problema é o próprio Sistema único de Saúde (SUS), que disponibiliza para mais de 12mil pessoas apenas 4 médicos.
Uma das minhas vizinhas já deu chilique lá dentro, ao ver um parente dela passando mal e recebendo a orientação de voltar para casa, pois não havia médico para atender. Quase passei pelo mesmo. Pois lá não é pronto socorro, o recepcionista avisou que seria atendida por uma enfermeira... só que minha garganta estava muito inflamada e nesse caso a médica teria que me ver.
Se não fosse atendida lá eu teria a opção de largar a preguiça e pegar um ônibus até o PA do convênio, mas e os meus vizinhos? Será que os 16mil têm condições de pagar um convenio, ainda que seja igual ao meu...rs?
Como o Governo de São Paulo e a prefeitura têm coragem de disponibilizar apenas 4 médicos para atender esse número de pessoas?
Isso é uma total falta de respeito... E ainda querem prorrogar a arrecadação da CPMF que (dizem) é destinado para a saúde. Saúde de quem? Com certeza não é a dos meus próximos. São 40bilhões de reais arrecadados por ano... Que seriam muito bem empregados em um país que tem a saúde pública como prioridade mas, como estamos no Brasil, a saúde é dos males o pior!

O futebol é o ópio do povo

Não preciso voltar ao passado para relembrar o bi-campeonato da Copa pelo Brasil em plena a ditadura militar em 1962 (que fez a “pseudo-alegria” de milhões de pessoas oprimidas pelo sistema) para sustentar essa minha tese. É só olhar para as reações das grandes torcidas, dos grandes times, para saber que em meio a tantos problemas sociais e econômicos no país tem gente que sai na rua para brigar por resultados de futebol.
Ontem tive que levar minha mãe ao hospital com a ajuda dos meus tios, São-paulinos roxos, minha mãe não estava tão mal assim, meus tios ficaram na sala de espera até que ela fosse atendida. Enquanto era medicada eles voltaram para o carro para ouvir o final do Campeonato Brasileiro.
Por eles tudo bem, o que me incomodou muito foi que junto a eles se juntou um senhor que estava com a esposa sendo internada. O mesmo senhor que brigou com a recepcionista pela demora no atendimento. De uma hora para a outra ele mudou seu comportamento agressivo para ouvir ao jogo. E ouvindo esqueceu que sua nobre esposa estava mal e por isso, internada.
O jogo acabou, São Paulo penta-campeão, o país continua com uma crise na aviação, milhões desempregados, leites contaminados, enchentes, miséria...enfim... a esposa daquele senhor continua doente...
Os jogos só servem como ópio. Pense nele, ou em qualquer coisa, para sair da sua vidinha medíocre. Se distraia, fique nervoso na frente da TV. Sai na rua espancando os rivais (não, não faça isso)... E quando tudo acabar volte para sua vidinha, abrace seus problemas... e espere o próximo campeonato!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Passeio pela rua do glamour


Eu sempre tive curiosidade de pisar na Oscar Freire, talvez pelo glamour que ela inspira e pela curiosidade de ver todas aquelas grifes juntas, gente chic e famosa, por esse mesmo motivo tinha medo. Medo porque não sou nada disso, nem chic, nem famosa, tão pouco possuo glamour.
Mas tinha vontade. Mais medo que vontade, mas ela existia. Estava na Haddock Lobo, descendo, descendo...pra chegar na Alameda Lorena e vi uma loja do Alexandre Herchcovitch, parei e fiquei olhando. E notei que estava bem próxima a Oscar Freire.
Na esquina da Alameda Lorena deixei passar despercebida a loja da Cavalera... espetáculo! Na própria Lorena tinha umas lojas pra lá de elegantes.
Fui onde tinha que ir. Estufei o peito. Olhei pra baixo pra ver se a roupa estava em ordem, por um vidro de umas das lojas ajeitei a chapinha. Respirei fundo e decidi finalmente conhecer a rua de baixo.
E lá estava eu. No meio da ostentação e do luxo, tentando encontrar alguma pauta, algum famoso, alguma coisa curiosa. Pensei em fazer uma crítica a esse consumismo, mas pensei bem e percebi que daria pra falar mais é da desigualdade no Brasil.
No final, não encontrei ninguém, acho que rico acorda tarde e eram apenas 11h da manhã. Então, resolvi pegar um papel para marcar as lojas que mais me interessava. Escolhi as mesmas lojas que gosto nos Shoppings. E não achei nada de absurdo, nenhuma peça em dólar, até porque não tive coragem de entrar em nenhuma delas... E entraria pra que?
Calças Jeans e blusas compraria a Iodice, Canal, Triton, Zoomp, Ellus (adoro), Opera Rock, Fórum, Guaraná Brasil. Vestidos na Osklen ( a mais deslumbrante de todas), biquíni na Rosa Chá, bolsas na Lenny e Cia, calçado na Schutz.
Tinha umas lojas pra homens que achei maravilhosas... Se tivesse um namorado gastaria mais com ele do que comigo. Nesse caso, que bom que não tenho. Sem contar as lojas de decoração... Que vontade de casar! ahaha.
Também percebi que não estou tão fora da moda assim. A tendência é peças curtas e muitas cores, calçados sem salto, sapatilhas, rasteirinhas e o super salto só para a noite. Calças skinnys ou reta, batinhas e mini vestidos.
Eu já tenho um nariz empinado , isso é, cara de fresca... risos. Para parecer rico só preciso de um cabelo comprido, estou pensando seriamente em colocar MegaHair, e os óculos escuros, que sempre esqueço de levar. Em falar em esquecer não posso me esquecer de sair para procurar emprego sem protetor solar, antes que fique bem mais pretinha.
E no final resolvi fazer uma matéria falando sobre moda. Dá pra pegar as dicas da Oscar Freire e passar nessas lojas mais ‘baratinhas’ e copiar o look... Acho que sempre fiz isso, inspirada nas revistas.
O mais importante é que não sai dali deprimida. E consegui um tema que dá pra fazer umas três versões dessa história. Uma pra cá, outra para o outro blog e outra para qualquer veículo que se interessar, que provavelmente será o Guia da Semana.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Nem tudo é verdade

A falta de apuração de fatos desviam os princípios jornalísticos.

Leiliane Lopes


Um dos princípios básicos do jornalismo é corresponder com a verdade, porém vemos que nem sempre isso acontece. Citaremos dois casos ocorridos no Brasil que mostram como muitas vezes esse princípio é violado.
Em março de 1994 a imprensa paulista divulgou uma denúncia de abuso sexual em alunos do colégio Escola Base, situado no bairro da Aclimação em São Paulo. O fato teve repercussão nacional, laudos médicos comprovaram que, realmente, uma das crianças foi molestada, os donos da escola foram indiciados e a colégio foi fechado.
Porém todos os fatos apresentados não correspondiam com a verdade. Erro da imprensa? Não, exclusivamente, os pais que denunciaram, o delegado que endossou o caso, o médico que assinou o laudo, todos os que, por algum motivo, armaram essa historia que levou o fechamento do colégio deixando seus donos na beira da miséria.
Como sabem os jornalistas, uma determinada historia pode ter mais de dois lados (1). A nós cabe checar bem as informações e versões dos fatos para depois divulgá-los. A checagem de informações é fundamental para garantir a veracidade e trará a credibilidade da imprensa. As pessoas precisam de fontes as quais possam consultar e que lhes dirão é verdadeiro e significativo. Elas precisam de respostas para a pergunta: “No que posso acreditar?”(2) Será que sempre podemos acreditar em tudo que é veiculado na mídia?

A verdade no jornalismo
Desde muito cedo o homem busca pela verdade, pois tem desejo em saber se pode, ou não, confiar nas coisas e nas pessoas, se pode acreditas no que vê ou no que ouve. Mas como definir o que é verdade?
Existem muitos significados para a palavra verdade, porém a que mais se enquadra com o jornalismo é o significado dela em latim que é veritas e se refere à precisão e exatidão de um relato descrito, minuciosamente, o que de fato ocorreu.
Dentro deste conceito o verdadeiro estaria se referindo à linguagem usada como narrativa para enunciar fielmente as coisas como elas aconteceram. Não são os fatos que são reais ou imaginários e sim o relato sobre eles é que pode ser classificado desta forma, pois a falsidade ou a veracidade não está no objeto, e sim no juízo, podemos dizer então, que é verdadeiro quando o fato é o que ele aparenta ser. Sendo assim, dentro do jornalismo a verdade seria aquilo que pode ser verificado e demonstrado.
Entendo isto nos deparamos com uma série de processos que impedem que a verdade seja levada ao público. Não queremos discutir a imparcialidade no texto jornalístico ( aliás, um conceito bastante questionado na literatura jornalística), mas sim a verificação de fatos que, infelizmente, tem ficado em último lugar dentro do processo de capitação das informações. Um exemplo seria a sede de interesses que nos faz chegar a outro questionamento: hoje, no jornalismo, buscamos a defesa da verdade pública ou apenas interesses empresariais e publicitários?
Dentro de um fato publicado os interesses são vários, desde o que o leva à imprensa até a forma como ele é tratado. No caso Escola Base a primeira denuncia veio das mães que foram até a delegacia para que o caso fosse investigado, acontece que o delegado deveria tinha muito interesse em divulgar um de seus trabalhos e com a denuncia nas mãos resolve chamar o jornal Diário Popular que não pública a matéria. Veja um trecho do livro “Caso Escola Base, os abusos da imprensa” que nos deixa claro os interesses do delegado:
‘Na semana anterior, o delegado assistente do 6º DP, Edélson Lemos, e o jornal viram-se envolvidos em uma discussão por causa de um filme fotográfico arbitrariamente apreendido. (...)
(...) Na tarde da segunda feira em que chegou á delegacia o caso da Escola Base, Edélson Lemos telefonou para editor de policia do Diário, Paulo Breitenvieser, passando a informação com exclusividade(o delegado nega que tenha chamado o Diário)Era uma forma de se redimir da arbitrariedade cometida na semana anterior . Disse que tinha um caso bom, de violência sexual envolvendo crianças de quatro anos.’
(2000: 33 e 34)
As mães não satisfeitas pela não publicação resolveram chamar a Rede Globo que leva o caso ao ar e assim a confusão começa. Não que eles foram errados em levar a diante essa matéria, já que abusos de crianças são casos sérios que merecem uma investigação e uma punição. Mas como o jornalista Alex Ribeiro, que escreveu um livro sobre este caso, nos fala :”seria muito importante a consistência das informações que se publicam, isto é, o repórter não deve se ater a simplesmente reproduzir o que existe nos inquéritos e, pelo contrário, deveria questiona-los sempre.”(3)
Ocorre que nos últimos anos temos procurado transmitir as matérias em menor tempo para alimentar a concorrência entre as empresas jornalísticas que buscam a exclusividade, o furo. Com isso temos menos tempo para apurar a e acompanhar o fato no decorrer dos dias sem nos atentar aos detalhes. O texto jornalístico vai perdendo sua essência, pois tem se tornado, cada vez mais, uma mercadoria que precisa ser consumida rapidamente.
Além disso, os interesses das empresas e das fontes afetam o processo de investigação do jornalista, e para fazer um trabalho coerente e que seja fiel a realidade, precisamos verificar todas as partes do fato para nos aproximar com maior precisão da verdade.
Citaremos mais um caso que nos mostraria que realmente a imprensa não tem buscado transmitir a verdade. Em outubro de 2003 o programa “Domingo Legal” do SBT, levou ao ar uma reportagem com depoimentos de supostos integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Nessa entrevista, artista e autoridades eram ameaçados de morte. Na verdade toda a entrevista era uma farsa, os entrevistados foram contratados pela produção do programa, todas as declarações foram preparadas e expostas como uma peça teatral.
Princípios básicos do jornalismo
Analisaremos esses casos segundo alguns princípios e básicos intelectuais da ciência da reportagem descritos por Bill Kovach e Tom Rosenstiel:
1-Nunca acrescente nada que não exista – Isso significa não colocar nada que não tenha acontecido.
Primeiro princípio violado; toda a entrevista do programa Domingo Legal, foi armada nada do que foi transmitido era verdade, supostamente por fim de ibope. No caso da Escola Base, a maioria das reportagens descrevia fatos que nunca existiram.
2-Não engane o publico - Isso significa que nunca devemos desorientar o publico.
Além de enganar os telespectadores a reportagem também ameaçava deixando essas aflitas.
E até mesmo destruídas, acusaram os donos da escola e alegaram que eles ensinavam educação sexual para as crianças.
3-Ser transparente – Apresentar a verdade.
Quando o caso foi dado como fraude, ninguém tomou a responsabilidade para si, apresentador, emissora, produção, todos diziam não ter culpa no episodio.
No outro episódio discutido não publicaram que o caso era só uma suspeita. Tanto que a casa de um dos acusados e até mesmo a escola, foram saqueados pelos vizinhos que ficaram horrorizados com as denuncias.
4-Originalidade - Faça seu próprio trabalho.
Se o objetivo era apenas audiência, deveria ter buscado uma forma menos agressiva ao público, deveriam acreditar mais na capacidade dos profissionais da equipe para desenvolver um trabalho sério, verdadeiro e original.
Os jornalistas deveriam questionar cada informação nova antes de divulgar a matéria sobre o abuso das crianças, assim teria evitado muitos transtornos para os jornais.
5-Humildade - Uma das formas de evitar a distorção dos fatos é manter uma honestidade sobre nossos limites de conhecimento e sobre o poder de nossas percepções.
A produção do programa não foi honesta com seu publico, passou dos limites abusando do poder de alcance que possui para unicamente conseguir audiência.
No outro caso acharam que era uma grande notícia, que os envolvidos eram monstros e deveriam ser punidos. Acharam que pelo fato ser muito grave, eles tinham o dever de proteger a sociedade de casos como este, coletando informações mentirosas.

Neste caso do programa o jogo de interesses foi bem claro, um circo foi armado com o único propósito de ganhar Ibope. Onde está o compromisso com a verdade? Você pode estar questionando o porquê de estarmos comparando dois casos completamente diferentes. Responderíamos que é para mostrar que, realmente, os princípios básicos do jornalismo estão sendo esquecidos.
Para quem trabalhamos? Nós, os jornalistas, trabalhamos para empresas ou para o público? Para quem a produção do Domingo Legal estava trabalhando quando levou ao ar a entrevista? Por ser um programa de entretenimento não é tão cobrado em termos de ética. Mas, chegar a esse ponto só nos mostra até onde podemos faltar com nossos conceitos técnicos.
Os programas de entretenimento não têm muito compromisso com matérias jornalísticas, ma esse tipo de serviço deveria ser tratado com mais seriedade e não como uma brincadeira e a direção da emissora deveria ter cobrado da produção. A verificação desse “furo” poderia ter custado menos para emissora, se fosse checado antes de levarem a público.
O que separa o jornalismo do entretenimento é a disciplina da verificação, em outras palavras, é a checagem e re-checagem das informações. Se eles se propuseram a fazer uma matéria jornalística e um programa de entretenimento, eles deveriam ter checado antes.
Os casos analisados são bem diferentes, um mostra um erro por parte das fontes que atrapalharam a transparência dos fatos, o outro foi a própria mídia que inventou informações . Porém cremos que tudo se resume nisso: Apurar bem os fatos antes de divulgá-los. Ressaltamos que seja qual for o objetivo da matéria, temos que zelar pelos princípios da profissão que é a transparência e a divulgação da verdade.

Conclusão

Podemos separar os dois casos traçando a diferença entre errado e falso. Os jornais que publicaram o caso Escola Base erram ao divulgar antes de investigar os fatos. Já o programa Domingo Legal falsificou a entrevista, levando ao ar um verdadeiro teatro. A concepção de errado é quando desconhecemos a essência de alguma coisa, e falso é quando conhecemos e, ainda assim, emitimos um juízo errado sobre a mesma.
Diante dos fatos analisados o que podemos concluir é que realmente estamos vivendo a época do tão falado “jornalismo preguiçoso”, onde estamos mais interessados em cumprir a pauta, do que nos atentarmos a detalhes dos casos e nos aprofundarmos na notícia analisando e questionando todos os dados.
Esses fatos vergonhosos nos levam a pensar no futuro do jornalismo, onde perdemos prestígio por parte do público, que tem se cansado de ver tantos erros e tantas fraudes, ou de ver sempre o mesmo tipo de matéria. Com isso, somos nós quem perdemos, perdemos nossos empregos, perdemos nossas raízes e também o direito de sermos chamados de jornalistas.
Temos princípios a serem zelados
e se observamos veremos que não é tão difícil. Tudo se resume na verificação dos dados captados e no compromisso de não nos enganarmos nem enganarmos os leitores. Lembrando que temos deveres com a empresa, mas também com eles e que sem eles( público) não teremos motivos de existir.


Bibliografia

Elementos básicos do jornalismo, o que os jornalistas devem saber e o publico exigir
Bill Kovach e Tom Rosenstiel
Caso Escola Base, os Abusos da Imprensa
Alex Ribeiro
Convite a Filosofia
Marilena Chauí
Artigos do site Observatório da Imprensa.
[1] - “Elementos básicos do jornalismo, o que os jornalistas devem saber e o publico exigir”
Bill Kovach e Tom Rosenstiel , (2001: 122)
[2]- -“ Elementos básicos do jornalismo, o que os jornalistas devem saber e o publico exigir”
Bill Kovach e Tom Rosenstiel, (2001: 77)
[3] Caso Escola Base, os Abusos da Imprensa
Alex Ribeiro (2000: 160)


Este Artigo foi escrito em 2004 para a Revista Plural uma publicação anual da
Universidade São Judas Tadeu que divulga artigos feitos por alunos de diversas
áreas, porém esta revista não foi publicada por problemas internos da Universidade.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Lembrando o tempo da faculdade...

...Enquanto postava essas matérias do segundo ano.
A troca para o período noturno, ter que conhecer gente nova e ficar de grupo em grupo até conseguir um fixo. Foi nesse ano que comecei a trabalhar na Vivo.
Me lembro até hoje dessa entrevista com o DANIEL HERNANDES, conversei pelo telefone com o pessoal do Clube Esporte de Pinheiros e marquei um horário para conhecer o lugar e o judoca (super fera). Acho que fui eu quem escolheu o atleta. Porque a professora passou o trabalho para fazermos um caderno especial sobre Olímpiadas de 2004. Eu não entendo muito de esportes. Futebol que é a preferencia nacional não entraria nesse caderno. Então optei por Judô, esporte que gosto muito e até poderia treinar.
Fiz um busca no Google e achei vários atletas... Acho que foi pelo número de premiações que escolhi fazer a entevista com ele.
Cheguei tímida no Clube, na época nem gravador nem máquina digital eu tinha. Cheguei com a minha agenda multi-uso e fiquei olhando o treino. Derrepende sai pela porta um homenzão de 1,90 metro de altura. Sorridente e tão tímido quanto eu.
A entrevista foi rapidinha, ele mostrava muito profissionalismo, muita segurança. Gostei muito desse dia... fiquei de voltar lá mais vezes, mas não o fiz. Talvez faça isso agora que estou sem muita coisa pra fazer. (risos)

Outra matéria de 2004. Essa foi a entrevista que fiz com o judoca
Daniel Hernandes. Uma simpátia de pessoa. Pena que não ganhou o ouro nas Olímpiadas


Equipe de judô se prepara para vitórias
Os jogos olímpicos se aproximam e os atletas estão prontos para conquistar

Leiliane Lopes

Essa é a segunda Olimpíada que Daniel Hernandes participará, na de Sidney ele ficou em nono lugar do ranking. Segundo ele a expectativa da equipe é muito boa, todos estão unidos com um só objetivo: conquistar as medalhas. A equipe de judô fica em segundo lugar na classificação das modalidades que mais trouxeram medalhas, perdendo apenas para o nosso atletismo.
Os lutadores foram escolhidos por três seletivas, quem ganhasse duas estava classificado. Essas lutas definiram os 11 participantes que são: Masculino – Henrique Guimarães (meio-leve); Flavio Canto (meio-médio); Carlos Honorato (médio); Mario Sabino (meio - pesado); Daniel Hernandes (pesado); Alexandre Lee (ligeiro) e Leandro Guilheiro. Feminino - Danielle Zangado (leve); Vânia Ishui (meio - médio); Edinanci Silva (meio-pesado) e Daniela Polzin (ligeiro).
Segundo Daniel, eles estão bem entrosados e otimistas. Os melhores adversários que eles enfrentarão são os japoneses, ”Mas já que não se pode escolher o adversário, quem aparecer na nossa frente teremos que vencer”, diz Daniel. As lutas serão decididas um dia antes dos jogos, eles embarcarão no dia 31 de julho, passarão por Portugal e só depois descerão em Atenas.
Faltando 88 dias para as olimpíadas 2004,e a preparação dos atletas segue em ritmo normal, de segunda, quarta e sexta-feira cada um treina no seu clube e de terça e quinta-feira eles se juntam para treinar no ginásio do Ibirapuera.“Ainda não estamos ansiosos, isso acontecerá dias antes dos jogos quando estivermos lá”, o atleta confessa.
Edinanci Silva, em entrevista ao programa Boa Noite Brasil, diz que realmente eles continuam treinando muito e tem muita expectativa de trazer o ouro. Ela que levou ouro nos jogos pré-olímpicos, e é uma das preferidas dos torcedores, tem boas chances de também se dar bem representado o Brasil em Atenas.
Em julho acontecerá um treino geral com todos os participantes na Europa, lá dará para ter uma idéia de cada adversário que os nossos judocas enfrentarão. A equipe vem sendo muito elogiada e é contada como uma das melhores do mundo. Temos tudo para sairmos vencedores de mais uma olimpíada.

Matéria escrita em 2004, mas como o desemprego é sempre um tema atual no Brasil, decidi postar mesmo assim. Salvo para os dados estatísticos que são do ano de 2004.


Desemprego atinge 2 milhões de Paulistanos

A falta de oportunidade alcança índices altos e bate novamente o recorde da história paulista.

Por Leiliane Lopes


Ivan Fernando da Silva Correia, 21, técnico em programação de computadores, está um ano e dois meses desempregado. Ele conta que as maiores dificuldades que ele encontra para ser recolocado no mercado de trabalho são a falta de experiência comprovada em carteira, curso superior, e até mesmo, ter que residir nas proximidades da empresa. Durante este tempo, Ivan tem passado por varias dificuldades, pois não consegue ajudar os seus pais, aposentados, nas despesas da casa.
Essa é apenas mais uma história de pessoas, que perderam seus empregos e tiveram que encarar as filas enormes de agências de emprego, ou das próprias empresas, tentando uma recolocação ainda que não seja na área que trabalhava. Porém a situação atual do Brasil não permite que os 2 milhões de paulistanos sejam inseridos neste mercado.
A taxa de desemprego tem crescido nos últimos meses, no mês de fevereiro atingia 19,8% , neste mês chegou a atingir 20,6 % da população economicamente ativa. Esse aumento é resultado das 74 mil demissões nesses últimos meses que só não foi maior porque foram abertas 30 mil vagas, aproximadamente, nos ramos domésticos e de construção civil.
A falta de vagas tem feito outro setor de atividade econômica crescer: a informalidade. Muitos desempregados passam a ser autônomos, montam suas microempresas, abrem comercio de doces, lanches, ou até mesmo barracas de produtos pirateados. Tudo para poder garantir a sobrevivência de suas famílias. Por um lado à violência nas grandes cidades também tem como base o aumento do desemprego.
Outra coisa que aumenta nesse período é a procura por serviços públicos, as inscrições para concursos têm superado as estimativas, pois um serviço que garanta segurança, ou seja, que garanta a permanência nele por longos anos é raro. A procura pelo primeiro emprego também é alta. Todos os anos são lançados no mercado milhares de jovens sem nenhuma experiência, tanto em escolas como também em universidades, sendo que experiência comprovada na carteira tem sido muito exigida e pouco executada.
A atual política econômica brasileira tem elevado esses números cada dia mais, pois o governo cobra taxas altíssimas por cada funcionário registrado na empresa. Isso faz com que os empresários passem a não mais registrar a carteira de trabalho, sonegando, assim, esses impostos.Essa atitude prejudica muito o trabalhador que precisando de um emprego aceita, mesmo sem registro, abrindo mão de seus benefícios, gerando outros problemas para a economia nacional.
Diante de números que crescem assustadoramente, nos deparamos com uma total falta de interesse por parte governamental, que só lembra do trabalhador em campanhas políticas, prometendo milhares de vagas de empregos (que esperamos até hoje), porém a luta do trabalhador que busca trabalho é longa e contínua. E enquanto isso, são assistidos como se fossem apenas dados estatísticos e nada é feito a seu favor.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Terapia do macarrão


Eu simplesmente adoro macarronada. Sem exageros, faço uma que é uma maravilha.
Mas esses dias assisti uma reportagem que dizia que macarrão faz bem pra depressão. Um prato feito do seu jeito, nem precisa ser bom como o meu (risos), com molho de tomate e queijo ralado te dá uma sensação de felicidade. Não estou achando o estudo no Google. Mas achei uma garota que comprovou essa teoria.
Não sou depressiva. Se bem que acredito que todo mundo esteja. Mas estar é diferente de ser. Quero recomendar essa terapia do macarrão pra muita gente.
Quero desfrutar dela também. Mas com cuidado, pois muita massa engorda.
Em falar nisso, deixa-me sair da net e fazer a janta!!!

Na redação


Hoje fui procurar emprego em algumas editoras. Era pra ter ido em cinco, mas só achei duas. Uma se mudou, outra me perdi mesmo... Era muito longe do lugar onde o mapa indicou... Fiquei mais de uma hora andando de baixo do Sol para absolutamente nada...rs
Em uma entreguei na portaria, a outra tive que entrar e vi a redação deles. Eita vontade de gritar: ‘será que tem uma mesa dessas pra mim?’ A redação de jornal/revista me atrai tanto. Não me vejo fazendo outra coisa. Estava todo mundo agitado, digitando, lendo o texto, falando ao telefone... O meu dia vai chegar.
Sei que vai... Espero que seja logo!


Ah! A quinta editora já nem lembro o que aconteceu... o Sol derreteu meu cérebro...rsrs


Grandes cidades, grandes problemas!

Estou aqui em casa sozinha morrendo de medo.
Ontem um ‘ser’ tentou entrar em casa pela janela do quarto da minha mãe. Não sabemos quem é, nem o que quer... O pior é que fico aqui o dia todo sozinha. Não consegui dormir. Tive pesadelos terríveis.
Não quero sentir aquela angustia de ser assaltada denovo. Foi muito ruim. Não quero que isso aconteça. Mas temos que encarar a realidade. São Paulo a terra do caus está mais desprotegida que nunca.
Violência, desemprego, trânsito, miséria, poluição... Esses são os grandes problemas da cidade grande!
Mas eu amo isso aqui. E queria que pelo menos uma parte desses problemas sumissem, ou que alguém pudesse nos livrar deles. Mas quem poderá nos ajudar?

se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Salmos 127:1

Proteja-nos, Senhor!!!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

O evangelho do Brasil é comunista?

Lendo o livro “A Revolução dos Bichos “ de George Orwell, eu identifiquei o esquema interno de muitas igrejas evangélicas. Então parei pra pensar: Será que o evangelho no Brasil é comunista?
George Orwell escreveu esse livro na época da Segunda Guerra Mundial, quando trabalhava no partido socialista. O livro foi escrito como crítica ao comunismo que se revolta contra ao capitalismo, mas no final se torna igual a ele. Veja resenha
Meu professor de história do cursinho usava a expressão capEtalismo, e passando o livro para dentro das igrejas o sistema dos humanos (que representa o capitalismo que explora os bichos dando apenas o necessário em troca) seria o inferno, enfim... as coisas do mal.
A igreja seria então os revolucionários que trabalham fervorosamente para livrar a humanidade do tal capEtalismo. Cria-se então, a revolução dos bichos, tomam o poder do mal e constroem o império do bem. Até aí tudo sem problema. Como evangélica eu sei do valor e da importância que isso tem. Mas não é esse fato que me chamou a atenção no livro.
A construção da fazenda dos bichos é um sucesso. Até que outros porcos tomam a liderança e cheios de intenções começam a tomar para si o que há de melhor da produção dos outros bichos. Começam a fazer tudo que as novas leis proibiam.
E é aí onde quero chegar. Cansei de ver escândalos de líderes evangélicos. O meu, por exemplo, encontra-se preso em Miami. Não deixei de amá-lo, tão pouco parei de ir à igreja. Mas entendo que muito daquilo que pra gente é ‘errado’, ou melhor dizendo, ‘pecado’ muitos deles ( e não só o meu) cometerão ou cometem todos os dias.
Não quero julgar, afinal isso não cabe a mim, mas será que a nossa sagrada revolução não está tomando caminhos diferentes do real sentido dela existir? Como vamos ganhar o mundo se estamos nos perdendo?
É hora da gente retomar os valores do cristianismo e tentar resgatar a imagem do evangelho no Brasil. Nem todo líder é prostituto, nem todo pastor é ladrão. Os ‘crentes’ não podem se tornar igual ao inferno. E essa mudança tem que partir de mim e de você que entende o que eu digo.

domingo, 14 de outubro de 2007

Tenho Sede

A sede por escrever me faz criar meu terceiro blog.
O primeiro, criado em 2003, é um espaço de contemplação da vida, e de algumas reclamações e sentimentos. Não o divulgaria como sendo um portefólio do meu trabalho jornalístico. Simplesmente porque ali não tem nada jornalístico.
O segundo eu criei para assuntos 'secretos', se bem que na Internet nada é secreto. Logo vou desativá-lo!.
E daí surge a sede. A sede de coisas relevantes, de assuntos que realmente são importantes. Importantes pra quem? Pra quem se interessa por jornalismo, para quem se interessa pela sociedade e pela sobrevivência nela.
Espero ser útil pra quem espera mais da vida.
Então, seja bem vindo ao Bloco de Notas.