terça-feira, 20 de novembro de 2007

O Orkut e suas funções

Eu achava que ele só servia pra fuxicar a vida das pessoas, de uma forma supreendente eu passei a gostar muito disso. Até que com o tempo o Orkut passou a ser fonte de fontes. Achava tão engraçado ver que algumas notícias tinha a seguinte citação:"segundo o site de relacionamentos Orkut, blá, blá, blá..." Achei tão legal que tive que fazer uma matéria com um citação igual...rs
Foi pelo Orkut que descobriram a homossexualidade da Thammy, filha da Grechen, foi no Orkut que descobriu uma ação do PCC com antecedência... descobriram várias coisas, até um adolescente que vendia remédio de emagrecer...
Confesso que por mais chamativa que seja essa opção de fazer do Orkut uma fonte de fontes, ele traz sérios riscos, uma vez que na internet você nunca sabe quem é a pessoa que está falando com você do outro lado. Se ela é a mesma da foto e se realmente pensa o que está dizendo.
Sustento isso alertando que a maioria das comunidades do tipo "eu odeio alguma coisa" são cheias dos chamados FAKES, perfis falsos, como você pode confiar no que diz uma pessoa que tem tanta certeza do que fala que nem ao menos assina com seu nome verdadeiro?
Se não bastasse ser fonte de fontes, o Orkut também é usado como mídia. Sim. Mídia. Devido ao exorbitante número de usuários ativos você pode divulgar o que quiser no site de relacionamentos e esperar por bons resultados. Vai saber o quanto aquele jovem ganhou vendendo remédios?
Essa semana me ensinaram a vender shows...rs A 'patroa' até comprou um programa que envia as mensagens para todos os contatos da comunidade selecionada. Achei incrível.
E como lição de casa tenho que fazer vários perfis, não fakes, mas perfis da empresa, para poder usar com maior retorno esse programinha mágico.
Estou lembrando que a primeira matéria que escrevi para a Revista Palco Gospel foi sobre o Orkut, mas isso foi em 2005, ele não era tudo isso naquela época... Hoje ele é tudo. Tudo para jornalistas preguiçosos, mas sobre essa preguiça eu falo outro dia.
Voltando ao meu vício de fuxicar, eu quero dizer que todas as pessoas, pelos menos as que me interessam, não só deveriam ter Orkut, como também um blog pra dizer tudo, tudo o que minha curiosidade jornalística precisa saber. Pena que as mais importantes não têm.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Assessora de Imprensa

Eu sempre fugi de trabalhar em assessoria, mas nesses três meses de desemprego eu percebi que realmente só tem vaga pra isso no mercado. A Viviane, uma amiga, me dava muitas dicas. Peguei a banda de um amigo pra fazer assessoria e assim treinar, pegar experiência.
Mas como tava difícil de conseguir um trabalho na área já estava pensando em voltar pro telemarketing ou pra qualquer outra coisa. Falei isso pra Vivi na terça-feira passada, e na quarta a Ana da AW me liga, porque ela estava precisando de uma estagiária urgente pra trabalhar com eles.
E agora sou funcionária da AW Produções. Pensei que seria chato trabalhar com assessoria, mas estou gostando muito.
Meu trabalho tem dado efeito.


Legal de mais mesmo!

Obrigada, Jesus!!!!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Doutor, eu só valho isso??


Em agosto, quase dois anos após o acidente, fui convocada à uma audiência para julgar o processo criminal. Tomei um chá de cadeira no Fórum, mas já estou acostumada com o atendimento de órgãos públicos.
Minha advogada estava fazendo 'contatos" pelo Fórum atrás de outros clientes, deve ser normal... Ela disse o que iria acontecer e que era pra eu decidir em continuar com o processo.
Quando me chamaram a sala estava cheia. Só tinha uma cadeira disponível pra sentar, sentei e o cara do meu lado ficava me olhando de rabo de olho. Olhei bem pra ele e pela descrição que me faziam era ele: o cara que me atropelou.
Fiquei com receio, vai que ele marca meu rosto pra depois tentar algo contra mim...sei lá. No Brasil tem de tudo...rsrs Algo meio Linha Direta...
Deus me livre!!!
Então, o promotor nos chamou para a mesa. Sentamos e ele leu o BO e me perguntou se eu queria que ele respondesse criminalmente por ter me atropelado enquanto o farol estava verde para os pedestres, sem carta para dirigir caminhão daquele porte, negando socorro, mentindo no BO...enfim.
Claro que eu quis. Na verdade não sinto raiva do cara. Ele tem cara de coitado. Só aconteceu porque além de coitado é um incompetente, mas eu vejo pelo lado dele. Ele estava a trabalho... sustentar a familia. Mas também não podemos negar todo o mal que me foi feito.
Tendo eu aceitado que ele cumprisse a pena criminal o promotor veio dizer qual era a pena: 6 cestas básicas para o Governo ou três meses de trabalho voluntário em escolas nos finais de semana.
Fala sério, Brasilllll. O cara inflige um monte de lei de trânsito e recebe isso de pena?
É isso que eu valho? 6 cestas básicas?
É por isso que ninguém respeita os semáfaros...quem se importa em pagar isso!!!
Deve dar em torno de R$800 a 900 reais... Eu valho tão pouco?
Infligir 5 leias de uma só vez só vale isso?
Que país é esse???
E no final ele ainda mentiu pro promotor dizendo que o caminhão era dele. Mentiroso é do tio dele... Mas essa história a gente cita no processo civil que espero receber bem mais afinal foram 200reias de remédio durante uns 5 meses, dívidas acumuladas e muitas dores sentidas que dinheiro nenhum pagaria.
É hora de mudar as leis desse país!

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Ela aprendeu a correr

Ela aprendeu a correr

Leiliane era completamente diferente dos seus pais e de suas irmãs. Mais tímida, mais quieta, mais orgulhosa, muito bondosa, vivia em abrir mão de suas coisas para ajudar outras pessoas. Sempre gostou de estudar, tinha um sonho de terminar a faculdade e casar. Vivia em pró disso, e de mais nada.
Mas tinha algo dentro dela que não deixava viver em plenitude tudo o que uma menina de 20 anos poderia viver. Isso era realmente um mistério que sua timidez e discrição não permitiam que ninguém soubesse. Por ora, seu orgulho, muitas vezes, camuflava o sofrimento que ela trazia dentro de si para não demonstrar inferioridade.
Um certo dia ela se olhou no espelho e viu que não era tudo o que fantasiava ser. Ficou triste, se fechou mais ainda para o mundo que a cercava. Ela não tinha o emprego que queria ter, já estava terminando a faculdade e não tinha perspectiva de uma carreira brilhante, estava cansada de algumas brigas familiares. Achou que sua vida não valia mais a pena. Chorou. E desejou a morte.
Passou a viver os dias “empurrando com a barriga”. O que era pra acontecer, iria acontecer, pensava ela. Teve mais um dia igual a todos os outros. Acordou cedo, foi trabalhar, saiu do trabalho foi pra faculdade e da faculdade quis fazer um caminho diferente: ir visitar sua irmã.
Pegou um ônibus até o metrô Vila Matilde e de lá pegou uma perua até a Av. São Miguel. Quando acordou estava sendo socorrida. O que havia acontecido ela não sabia, acordou um pouco tonta ouvindo o celular tocar e quando abriu os olhos estava cercada de pessoas e sendo imobilizada para entrar na ambulância.
Atropelamento é um fato normal em uma cidade como São Paulo, são em média 594 mortes por atropelamento na cidade, mas nunca pensamos que podemos ser a próxima vítima. Se ela soubesse teria tomado mais cuidado.
No começo, ela não sabia o que tinha acontecido fora atropelada por um caminhão e arrastada por uns 50 metros. Não se lembrava de nada, e ainda não se lembra. Foi como se ela estivesse dormindo enquanto tudo isso acontecia. Mas estava em seu juízo perfeito, preocupada com tudo que estava acontecendo em sua vida, como arrumar um estágio e fazer as provas finais da faculdade.
Sedada e muito debilitada não entendia a seriedade que fora o acidente. Quando olhou para cima e viu sua imagem refletida no vidro do hospital tomou um susto, pois estava completamente deformada, seu rosto inchado e em carne viva. Pensou que seu pedido de morte fora atendido por Deus, pois imaginou que sua vida estaria acabada com tantas marcas e deformações que tinha.
Mas ela não sabia que sua sorte estava sendo mudada depois desse acontecimento. A cada dia que passou as feridas foram secando e desaparecendo. Quem a viu no hospital não imagina vê-la que sararia tão rápido. Foi realmente um milagre.
Recebeu alta médica depois de oito dias, sua recuperação em casa também foi sobrenatural. As seqüelas sumiram, restando apenas algumas marcas que, com certeza, sumirão com o tempo.
Mas além do físico sua alma também estava sendo tratada. Voltou querendo viver. Aquele sentimento de derrota, de invalidez, de arrogância, sumiu. Foi como se um dos vários remédios que teve que tomar, tivesse tirado toda a tristeza que insistia aparecer em seu olhar. Voltou com força total.
Hoje Leiliane enxerga o sentido de viver, aprendeu a correr atrás do que quer. Busca uma vida abundante e cheia de felicidade. E o mais importante, não tem medo de mostrar o que sente nem de parecer inferior. Todos dizem que ela ficou mais bonita e muito mais simpática e está prestes a iniciar no emprego dos seus sonhos. É como diz o ditado “há males que vem para o bem”.

Faz dois anos que isso aconteceu. Escrevi essa crônica para um trabalho dafaculdade. Acho que foi a melhor das crônicas que já escrevi. Deus é fielcomigo. Obrigada, Senhor.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Saúde publica: dos males é o pior


Acordei com a garganta infeccionada, mas não queria ir até o pronto atendimento do meu convênio por pura preguiça. Minha irmã me orientou a ir ao posto de saúde da vila, muito mais próximo e com um atendimento muito semelhante ao do convênio (é o meu convênio que é ruim mesmo...rs).
Esse posto do SUS atende a três vilas aqui de perto. Tem um quadro com indicativos que mostra que estão cadastradas 12.294 pessoas, 77% da população desses bairros, um total de quase 3.550 famílias.
Por aqui 99,89% das casas possuem água encanada, rede de esgotos e coleta de lixo, segundo o quadro do posto, que comparado ao de outras áreas da zona leste é um nível muito alto.
Sendo assim, esgotos, água encanada e coleta de lixo não são problemas graves por aqui. O problema é o próprio Sistema único de Saúde (SUS), que disponibiliza para mais de 12mil pessoas apenas 4 médicos.
Uma das minhas vizinhas já deu chilique lá dentro, ao ver um parente dela passando mal e recebendo a orientação de voltar para casa, pois não havia médico para atender. Quase passei pelo mesmo. Pois lá não é pronto socorro, o recepcionista avisou que seria atendida por uma enfermeira... só que minha garganta estava muito inflamada e nesse caso a médica teria que me ver.
Se não fosse atendida lá eu teria a opção de largar a preguiça e pegar um ônibus até o PA do convênio, mas e os meus vizinhos? Será que os 16mil têm condições de pagar um convenio, ainda que seja igual ao meu...rs?
Como o Governo de São Paulo e a prefeitura têm coragem de disponibilizar apenas 4 médicos para atender esse número de pessoas?
Isso é uma total falta de respeito... E ainda querem prorrogar a arrecadação da CPMF que (dizem) é destinado para a saúde. Saúde de quem? Com certeza não é a dos meus próximos. São 40bilhões de reais arrecadados por ano... Que seriam muito bem empregados em um país que tem a saúde pública como prioridade mas, como estamos no Brasil, a saúde é dos males o pior!

O futebol é o ópio do povo

Não preciso voltar ao passado para relembrar o bi-campeonato da Copa pelo Brasil em plena a ditadura militar em 1962 (que fez a “pseudo-alegria” de milhões de pessoas oprimidas pelo sistema) para sustentar essa minha tese. É só olhar para as reações das grandes torcidas, dos grandes times, para saber que em meio a tantos problemas sociais e econômicos no país tem gente que sai na rua para brigar por resultados de futebol.
Ontem tive que levar minha mãe ao hospital com a ajuda dos meus tios, São-paulinos roxos, minha mãe não estava tão mal assim, meus tios ficaram na sala de espera até que ela fosse atendida. Enquanto era medicada eles voltaram para o carro para ouvir o final do Campeonato Brasileiro.
Por eles tudo bem, o que me incomodou muito foi que junto a eles se juntou um senhor que estava com a esposa sendo internada. O mesmo senhor que brigou com a recepcionista pela demora no atendimento. De uma hora para a outra ele mudou seu comportamento agressivo para ouvir ao jogo. E ouvindo esqueceu que sua nobre esposa estava mal e por isso, internada.
O jogo acabou, São Paulo penta-campeão, o país continua com uma crise na aviação, milhões desempregados, leites contaminados, enchentes, miséria...enfim... a esposa daquele senhor continua doente...
Os jogos só servem como ópio. Pense nele, ou em qualquer coisa, para sair da sua vidinha medíocre. Se distraia, fique nervoso na frente da TV. Sai na rua espancando os rivais (não, não faça isso)... E quando tudo acabar volte para sua vidinha, abrace seus problemas... e espere o próximo campeonato!