segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

SP: 50 pessoas mortas por atropelamento todos os meses

Eu poderia ter sido uma delas. Escapei por sorte. De fato o número assusta. O trânsito mata mais que guerra e conflitos, segundo dados da OMS mais de 60 mil pessoas são mortas todos os anos em acidentes de trânsito, em média em todo o território nacional são cerca de 165 pessoas todos os dias.
Escrevo isso porque em dias de festa as pessoas abusam mais da bebida, das drogas, claro que a Lei Seca será monitorada com mais rigor, mas duvido que não haja nenhum acidente que o motorista esteja alcoolizado.
Acredito que somente a educação dos pedestres e motoristas é que faça esse número diminuir. É inadmissível que só na capital 50 pessoas morrem todos os meses vítimas de atropelamento.
O problema é que não basta somente eu ser educada. Eu só volto pra casa viva se eu encontrar no meio do caminho pessoas que tenham a mesma educação que eu. Não tem jeito. Se eu não estiver atenta enquanto ando na rua e se os motoristas também não estiverem haverá um acidente.
Em 7 de novembro de 2005 eu estava atenta. O motorista do caminhão não se importou, não parou, me atropelou e me arrastou por mais de 50 metros. Não me pergunte de onde ele veio, nem para onde ele ia (isso é porque eu não lembro e não porque eu não estava atenta). Eu e algumas outras pessoas estávamos na faixa de pedestre com o sinal aberto para nós. Não morri por milagre.
Meu avô não teve a mesma sorte, em 1992 ele foi atropelado por um ônibus, eles estava na calçada esperando esse veículo passar, mas um cachorro entrou na frente e o motorista jogou o carro para o acostamento para não atropelar o pobre animal (que ironia).
Na semana passada a prefeitura de São Paulo em parceria com a CET inaugurou um programa para atentar as pessoas sobre os perigos da cidade, dizeres em placas levantadas por atores pintados de palhaços, falam sobre como atravessar, como andar com segurança nas ruas violentas da cidade. Apesar de ser engraçado a mensagem é muito séria e visa orientar e ensinar as pessoas sobre os perigos do trânsito.
Vamos respeitar as pessoas que estão a nossa volta. Dirija com cuidado, ande com cuidado e por favor, se beber não dirija. Não faça com que esse momento tão gostoso de confraternização termine em uma desgraça. Poupe sua família de chorar em dia de festa.
Feliz Natal e um Ano Novo cheio de notícias boas!!!!!

Pedidos para o ano todo

O que eu quero para 2009

Que a economia do Brasil continue crescendo
Que a desigualdade continue caindo
Que os prefeitos e vereadores eleitos cumpram suas promessas
Que todos nós tenhamos atitudes ecologicamente corretas
Que haja menos fila
Que haja mais educação
Que tenha menos acidentes
Que sejamos mais felizes
Que tenhamos noticias melhores
De, quem sabe, um mundo melhor


O que eu não desejo
Que a violência cresça
Que o desemprego cresça
Que a fome cresça
Que os acidentes cresçam
Que a natureza acabe
Que as cidades continuem alagadas
Que a crise econômica chegue de fato ao Brasil
Que os jornais estampem tragédias

E você, quais são os seus desejos?

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Tá nervosa, vai gastar!

O "inferno astral" me pegou de vez no dia do meu aniversário, estava triste, nervosa, mau-humorada, entendiada, angustiada, anciosa, e tudo mais que temos o direito de ficar quando completamos mais uma volta ao Sol.
Graças a um artigo que escrevi falando que todo o funcionário conta com o seu 13º o meu patrão resolveu me dar o que ele já tinha negado, já que não sou registrada. Foi a melhor coisa que aconteceu na sexta-feira. Uma mulher nervosa e triste com dinheiro no bolso só pensa em fazer uma coisa: gastar!
Não sou consumista simplesmente por não ter dinheiro sobrando, mas naquele dia eu achei que estava e mais do que isso, tinha certeza que merecia.
Trabalhei duro o ano todo e não tive muitas oportunidades de sair comprando aquilo que eu desejava. Primeiro pela falta de tempo e segundo porque trabalho em um centro comercial com um nível muito baixo. Sem querer menosprezar a zona leste já que nasci e moro nela, mas aqui em São Miguel Paulista eu não me sinto atraída pelas vitrines das lojas. E sair daqui pra ir pra cidade é uma viagem e até chegar lá tudo estaria fechado. De sábado eu prefiro dormir, acho que nunca dormi tanto em um ano como dormi neste.
Mas não tive outra alternativa, tive que comprar pelo menos um tênis nas lojas daqui mesmo durante o horário de almoço já que o tênis é sempre o velho e bom All Star... comprei umas blusinhas e não consegui achar a calça que eu queria.
Desmarquei tudo que queria fazer no MEU DIA. A falta de ânimo estava se agravando a cada minuto que se passava. Resolvi ir pra casa, mas no meio do caminho decidi seguir em frente e ir parar no shopping. Nem dei uma volta pra esparecer nem nada. Fui direito pra loja preferida, passei o olho na vitrine e entrei sem olhar nas etiquetas de preço.
Comprei sem medo. E paguei a vista com dinheiro vivo, que terapia!!!!! Confesso que fiquei aliviada... pronto. O dia tinha valido a pena. Sem dúvida gastar é o melhor remédio para dias de tédio. Pena que não posso me dar ao luxo todas as vezes que me sinto angustiada...

Um bom mailing é tudo...

Tem mais de um ano que uma amiga minha jornalista fala para eu engordar meu mailing para fazer trabalhos de assessoria de imprensa como freelancer, mas o tempo passou e eu não fiz o que ela recomendou.
E o resultado é que meu trabalho não está saindo tão bom quanto o do ano passado quando eu usava o mailing da empresa que é gigantesco... Tenho só 10% do que eles têm.
Estou ralando muito, porque trabalhar em dois empregos não é fácil. Infelizmente não tirei nenhum dia para ir até lá e usar o mailing deles. Agora estou me desdobrando pra conseguir apresentar um clipping descente sem pagar mico no dia do evento.
Tem pouca imprensa cadastrada, pouco ingresso sorteado, não sei o que fazer.
E o pior é que o trabalho aqui no jornal esta cada vez mais corrido e eu estou quase enlouquecendo. Pra deixar as coisas piores ainda estou sem internet em casa...
Bom, fica a dica, na verdade uma lição de casa para os jornalistas e estudantes: engordem sua lista de contatos. Como coloquei no título (tenho quase certeza de que já escrevi isso) um bom mailing é tudo.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Estresse de final de ano

Tem uns dois dias que estou rabugenta (mais do que o natural). Não é TPM, só se o 'P' for de pós... Essa semana uma pesquisa revelou que nós, brasileiros, ficamos 75% mais estressados no final do ano. Pode ser isso: estresse de final de ano.
A ansiedade enorme por coisas que ainda não aconteceram + a frustração do que não vai acontecer + o desejo das coisas que precisam acontecer.
Em falar em precisar, esse ano minha lista pro Papai Noel vai ser gigantesca. Graças ao assalto que sofri no final do mês de outubro eu preciso começar praticamente do zero a encher a minha bolsa. Na lista de presentes estão: uma carteira, uma necessaire, um estojo, mais maquiagem, uma máquina digital, óculos (o mais rápido possível), uma agenda, blocos de notas, canetas, mais canetas e uma maxi bolsa pra compensar a roubada (tinha tudo isso nela. Acredito que a esposa do ladrão, ou namorada, ficou muito feliz com os presentinhos).
Só tirei da lista o item celular porque já comprei outro. Mas dessa vez não marquei bobeira. Fiz seguro. Enquanto trabalhava na Vivo achava tão 'supérfluo' fazer seguro de celular, mas depois de dois assaltos eu mudei de opinião. Seguro já!!!!!!! E se desse pra colocar os outros itens no seguro eu colocaria.

Outra probabilidade pra justificar o mau-humor: final de ano é igual a aniversário se aproximando. Eu não acredito em exoterismo, mas as vezes acho que passo por um 'inferno astral' período díficil que precede seu aniversário. Sei lá se isso é verdade, se meu caso for esse, me contento em saber que também existe um paraíso astral que vem logo depois da data. Em todo caso não vejo a hora do dia 12 passar...

Agora se for tudo isso junto? O que eu faço??
Só Jesus!!!!!!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O Sul pede socorro


As notícias dessa semana são tristes de mais, até agora 53 pessoas morreram em Santa Catarina vítimadas pelo alagamento, quatro meses de chuvas constantes deixaram milhões de desabrigados e a privisão é que as chuvas continuem.
Na TV as imagens são assustadoras, lembram a Tsunami que castigou a Ásia e o leste da costa africana. Também lembra a destruição que o Furacão Katrina trouxe para Nova Orleans, nos Estados Unidos.
Desastres naturais provocados pelo super aquecimento da Terra. A culpa é nossa, mas somente quem sente a dor de ver tudo se destruindo é que entende o tamanho dessa culpa e é quem nota que realmente estamos no fim do mundo.
Não quero pregar o apocalipse, também não quero falar de medidas sustentáveis que impediriam novos desastres, mas quero deixar minha solidariedade ao povo do Sul. Tenho tanto carinho por eles, talvez por ter familiares lá. E também por ter trabalhado por mais de três anos atendendo os clientes da Vivo do Sul.
Pessoas bonitas, simpáticasm e cheias de vida. Cidades lindíssimas que hoje formam um grande rio. Essas imagens me chocam. Fico imaginando se uma dos milhares de Adilson (tem muito desse nome no Sul) está desabrigado, ou estão entre as vítimas fatais. Se são as crianças que ligam pra conversar. Se são as mulheres estressadas com a conta muito alta. Se são os galanteadores que passavam cantadas nas atendentes...
Oro pra Deus minimizar essa corrente fria e levá-la pra bem longe... lá pro nordeste que precisa tanto de um pouquinho de água.

São extremos que eu não consido entender. Mas acredito que há um proposito para todas as coisas debaixo dos céus.

Imagem da cidade de Joinville, totalmente alagada. Não tive o prazer de conhece-lá, mas já passei por cidades atingidas como Garuva. Cidades lindas. O Sul é lindo, mas sua beleza foi temporareamente invadida pelas águas e ele grita por socorro.


sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Direito de morrer

Uma menina inglesa de 13 anos conquistou o direito de morrer no condado inglês de Herefordshire. O caso estava em julgamento na Suprema Corte da Grã-Bretanha, porque o hospital onde ela estava internada tentava obrigá-la a se submeter a uma operação cardíaca.
Fazendo a operação Hannah Jones tinha poucas chances de sobreviver e se sobrevivesse teria que se submeter a cuidados médicos intensivos. Por esses motivos Hannah decidiu não fazer a operação.
Vítima de leucemia desde a infância o tratamento enfraqueceu seu coração e uma cirurgia seria necessária para corrigir esse problema, mas conforme ela mesma alegou “prefiro morrer com dignidade”.
Julgamentos sobre eutanásia e ‘direito a morte’ levanta muitos questionamentos sobre quem decide a vida de quem. Será que a corte inglesa poderia obrigar a garota a fazer o tratamento mesmo sabendo que isso poderia abreviar a morte de uma menina que tem apenas 13 anos?
E o que deve passar pela cabeça de quem tem uma doença grave e precisa decidir entre fazer um tratamento incerto ou seguir a vida até a morte chegar?
Eu já vivenciei dois casos de câncer com pessoas muitos próximas, dois tios meus tiveram essa doença, um no sangue outro no intestino. O primeiro seguiu o tratamento rigorosamente e hoje está curado. O segundo, porém descobriu tarde de mais, os médicos nem chegaram a tratá-lo, pois a morte já estava decretada, além do intestino o câncer já havia atingido o fígado. Meu tio lutou pela vida durante três meses. Fez tudo o que poderia fazer e lutou até o último segundo pra continuar vivo, mas faleceu.
Diante do que presenciei comecei a julgar os suicidas como pessoas egoístas e mal agradecidas, enquanto muitos se matam por motivos aparentemente banais, outras tantas pessoas lutam contra a morte. Meu tio teve muita garra, se recusava a morrer e deixar sua esposa e filhos, ele queria mais um tempo.
Talvez Hannah queira mais um tempo. Mas tempo pra brincar, pra sonhar em estar curada, ou até mesmo para ser curada. Talvez o direito a morte seja na verdade um direito a vida. Viver até chegar o dia certo de morrer.

Sebo do Messias

Eu fiz um frescura danada para ir na Bienal do Livro em SP e no final das contas acabei não indo.
Amo livros. Mas confesso que nesse ano li pouca coisa. Li mais revistas e blogs do que livros.
Mas no sábado passado tive a oportunidade de conhecer um dos destaques da Bienal que foi o Sebo do Messias.
Vale a pena fazer a propaganda aqui.
Dá pra fazer a busca de títulos pela internet e ainda reservá-los para receber em casa ou retirar no local.
De quebra dá pra passear pelo centro velho da cidade que traduz a história paulistana. O tempo nublado e a garoa que caia fez com que eu e minhas amigas nos sentissemos turistas na nossa terra. São Paulo é linda!!!!!

Comprei dois livros bem bacanas: A Arte de Fazer um Jornal Diário de Ricardo Noblat e Mulheres Ousadas Chegam mais Longe de Lois P. Frankel

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Sim, eu sou solteira

Eu não sei o motivo certo, mas o meu patrão está preocupado de mais com a minha solteirice. Não que isso também não me incomode, mas se tenho esperado esse tempo todo por alguém especial não vou desistir disso só pra fugir de piadinhas idiotas.
Segundo ele os problemas de saúde que tenho ‘é falta de homem’. Chega a ser grosseiro e indiscreto um comentário como esse, mas confesso que já ouvi piores.
Na outra empresa que trabalhava meu supervisor dizia que minha insônia era por causa do travesseiro e que se eu o deixasse ocupar esse lugar eu teria as melhores noites da minha vida.
Pior do que ser cantada pelo supervisor (graças a Deus não é o caso do atual patrão) é ser questionada sobre sua sexualidade. Tenho 23 anos, nunca namorei, aparentemente não tem nada de errado comigo para que isso não tenha acontecido. Segundo o atual chefe eu sou um tipo raro de mulher e então ele pergunta:
- Posso te fazer um pergunta pessoal?
- Não! (respondo eu, com medo de alguma proposta indecente)
- Então deixa pra lá.
- Não, pode perguntar, eu não tenho nada pra esconder... (respondo depois de pensar bastante)
- Você gosta da fruta? (indaga ele, perguntando se gosto de homem)
- Clarooooooo!!!!!!!!!!!!!!
Gosto sim... em toda a minha vida gostei de 4 na verdade 4,5. Um eu conto só metade porque a gente só ficava se olhando na escola. Os outros não. Foram paixões platônicas que duraram cerca de 5 anos cada uma.

Talvez seja esse o motivo da minha solteirice, preciso me desvincular dessas paixões doentias. Confesso que tento, tento muito. Mas não é a coisa mais fácil pra mim.
Mas o fato de não ter encontrado a pessoa certa até hoje, não me faz homossexual, tão pouco aspirante a isso.
A única coisa que aspiro na área sentimental é fazer alguém feliz (um homem, do jeito que peço a Deus...parecido com esse de agora) e ser feliz junto.

Desde de 2002 a minha avó conta quantos anos minha irmã tinha de casada quando tinha a minha idade antes de me dar os parabéns. Dezembro está chegando. Ela dirá 5 anos de casada. Talvez eu vá pro meu quarto chorar, ficar olhando fotos do atual ‘príncipe encantado’ ou ligar pra uma amiga pra tentar disfarçar a frustração de chegar aos 24 anos solteiríssima.
Não tem como não se frustrar quando boa parte das minhas amigas ou se casaram, ou estão namorando, e algumas até já tem filhos. Eu quero um filho. Ando desejando isso até de mais, mas uma coisa de cada vez. Vamos resolver o estado civil antes.

No momento não estou recebendo currículos para essa vaga.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Fontes...

Buscando melhorar o JP eu estou bolando algumas idéias, uma delas soa como quase um desafio: transformá-lo em um jornal com menos releases e mais reportagens.
Lá, fora dessas paredes, existem milhares de fatos acontecendo, coisas importantes para a população e que não são levadas ou questionadas pela mídia local.
O jornal que trabalho circula nas regiões mais pobres do extremo leste de São Paulo, pessoas que tem baixa escolaridade e poucas oportunidades. Eu acredito que a mídia regional tem que ser a voz dessas pessoas para brigar pelos direitos de cada cidadão, mas infelizmente as regiões mais carentes têm os administradores mais corruptos e eles 'dominam' a imprensa. Já confesei aqui minha total decepção com esse fato, mas ele é real e paga meu salário.
Tento buscar pessoas para entrevistar via telefone e e-mail, já que não posso sair daqui. Confesso que não é a mesma coisa, a entrevista sai compactada não é a mesma coisa que entrevistar pessoalmente.
A última entrevista foi com um professor de economia para explicar melhor o que é essa tal crise econômica e até que ponto ela vai nos atingir, a matéria saiu legal, mas não sei se o meu leitor compreende que o problema de calotes no mercado imobiliário nos Estados Unidos pode fazer o Natal dele sair mais caro...
Economia é uma coisa muito louca pra se compreender, eu sempre fui ótima aluna de matemática, mas confesso que não entendo nada de mercado financeiro que nada tem a ver com as equações que aprendi e dominava.
Hoje tive a idéia de correr atrás de algum coordenador dessas ONGs que lutam pela igualdade racial e pelos direitos dos Afrodescendentes para falar sobre a vitória de Barack Obama lá nos Estados Unidos.
Sem dúvida é orgulhoso dizer que o presidente do país mais rico do mundo é negro, mesmo sabendo que a cor da pele não diz nada sobre a pessoa. De qualquer forma acredito que ele é 'a nova chance' que a América precisa.

Encontrar pessoas para discursar sobre assuntos diversos é um trabalho muito difícil. Lembro que quando estava na faculdade uma professora avisou que não saíriamos dali com uma agenda cheia de telefones de fontes, mas que conseguiriamos isso com o passar do tempo, desenvolvendo um trabalho sério e de credibilidade. Eu tenho buscado isso.
Mas confesso que é muito chato entrevistar uma pessoa que desconfia de você e que fica de dando chá-de-cadeira com medo de perguntas tendenciosas. Mas não tenho outra alternativa além de continuar correndo atrás, afinal o trabalho é meu e eu preciso dessas fontes.

Ser jornalista não é fácil, mas é gostoso...
tenho saudade de entrevistar celebridade gospel...são menos presunçosos que alguns canditados a prefeito que graças a Deus não foram eleitos...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Greve da Policia Civil atinge população

Em greve desde 16 de setembro, os policiais civis paulistas pedem reajuste de 15% imediatamente, mais 12% em 2009 e em 2010. O governo oferece dois reajustes de 6,5% (em 2009 e 2010).
Enquanto a categoria não entra em acordo com o governo a população que necessita dos serviços desses profissionais não estão recebendo atendimento nas delegacias. Tanto que o Judiciário percebeu uma queda de 70% do número de inquéritos recebidos, pois só estão sendo encaminhados os processos com o réu preso.
No sábado, dia 24, três garotas que caminhavam pela Av. São Miguel, na Zona Leste da capital, foram assaltadas por quatro homens armados em duas motos e ao chamarem a polícia foram avisadas que não poderia ser feito o Boletim de Ocorrência devido a greve. Não satisfeitas com a resposta se dirigiram até o distrito mais próximo, o 24º DP da Ponte Rasa e a delegada avisou que estava em greve e não faria o BO por roubo.
Cientes de que precisavam registrar o roubo de todos os pertences incluindo documentos e cartões bancários, as vítimas foram até outra delegacia, o 21º localizada na Vila Matilde onde a delegada de plantão também não fez o registro da ocorrência. Indagada sobre o que as vitimas poderiam fazer em relação aos documentos roubados a delegada informou que nada poderia ser feito.
"Nunca pensei que a policia trataria com tanto descaso um caso de roubo", disse Camila Cerqueira, supervisora de callcenter. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) disponibiliza um sistema de ‘delegacia eletrônica’ através do site www.ssp.gov.br onde pode ser registrados furtos e perdas de documentos, assim como desaparecimento de pessoas. Mas quando o caso representar perigo a vida como assaltos, roubos, homicídios e etc, só será registrado nas delegacias.
Desde o inicio da greve até o dia 12 de outubro, segundo dados da SSP mais de 64.628 boletins eletrônicos foram registrados no site que serão analisados pela policia civil.
As vítimas do assaltado, Camila Cerqueira, Lílian Almeida e Leiliane Lopes, só conseguiram registrar BO no dia 29, quatro dias depois, por entrarem em contato com a SSP que as encaminhou ao delegado Dr. Rogério do 103º DP na Cohab II em Itaquera. Por terem sido conduzidas pela própria secretária de segurança as vítimas foram bem atendidas pelo delegado e conseguiram denunciar o roubo.
O ocorrido acaba contradizendo uma afirmação feita pelo secretário Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, que no mês passado afirmou em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo que a população da cidade não estava sendo afetada pela greve da Polícia Civil.
Durante o período da manifestação os policiais civis somente atenderão aos casos considerados mais graves, conforme recomenda a cartilha de greve adotada pelos policiais de São Paulo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Fim de seqüestro em Santo André

Termina seqüestro de jovem presa em seu próprio apartamento pelo ex-namorado
desde segunda-feira. Lindemberg Alves foi capturado por volta das 18hs da
sexta-feira após disparos de tiros no apartamento. Eloá ( a ex-namorada) foi
baleada na cabeça eestá em estado grave, Nayara (amiga) tomou um tiro na boca e está hospitalizada.

Eu nunca fiquei tão comovida com uma notícia como estou agora. O coração está na boca. Eu escrevi que entendia a dor dele, mas jamais vou entender a atitude. Ele não queria perder porque a amava e agora terá que esquece-la para sempre.
Deus tenha misericórdia da família em um momento tão difícil.

-mensagem editada porque o governo que primeira anunciou a morte da garota admitiu o erro da informação. A garota está na UTI e corre risco de morte.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A dor do amor

Essa noite eu não consegui dormir direito lembrando de episódios doloridos que me trouxeram muita mágoa e rancor. Eu tenho uma paixão um tanto quanto platônica, já virou artigo publicado no Guia da Semana, na verdade foram dois artigos.
Lembrando desses fatos eu consegui entender o que deve passar pela cabeça de pessoas como o jovem Lindemberg que mantêm há mais de 3 dias sua ex-namorada, Eloá Silva, presa em cárcere privado. A dor da traição ou a dor da perda são dores fortes de mais. Eu, medrosa do jeito que sou, não conseguiria chegar a esse extremo, mas posso dizer que quando você vê seus sonhos amorosos escorrendo pelo ralo a sua vontade é a morte. Não quero defender o erro de ninguém, tão pouco dizer que eu faria o mesmo... Deus me livre!!!! Mas pelo menos eu penso em morrer toda a vez que lembro que perdi pessoas (foram quatro) que na minha cabeça eu não conseguiria viver sem eles. Mesmo sendo platônicos. O penúltimo eu não tinha nenhuma recordação boa além de um encarte de CD autografado, alguns e-mails e uma conversa de telefone.
Do atual tenho muitas lembranças boas, acho que até hoje foi a melhor paixonite que tive, mesmo com tanta mágoa. Sempre que lembro delas e consigo afastar o desejo de morte pra longe de mim, passo a ter vontade de mudar de Estado. Penso em ir morar no sul, penso em Curitiba (PR), qualquer lugar distante onde eu não possa provocar encontros casuais, onde não ouça as músicas, nem veja pessoas que me faça lembrar o individuo.
Mas no meu caso isso passa logo. É só mudar o foco, pensar em outra coisa. Substituir a dor da perda pela lembrança dos momentos bons e da esperança de que eles possam se repetir, com a mesma pessoa ( no meu caso sigo firme nessa esperança) ou com outra que te complete e te faça ser feliz.
Jamais pensar em matar a outra pessoa... por mais forte que seja a dor do amor a morte nunca pode ser uma saída. A saída é isso: sonhar com dias melhores. E eu sonho.
Dias melhores para todos vocês.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Artistas entram para política em São Paulo


Nas eleições de 2008 o número de celebridades que disputaram cargos políticos chamou atenção de todos, mas somente alguns conseguiram o cargo almejado. Em São Paulo entre os vereadores mais votados aparece em 3º lugar o cantor e apresentador de TV Netinho de Paula (PC do B) que atingiu 84.406 votos.
O ex-judoca Aurélio Miguel (PR) conseguiu a reeleição com o 9º lugar dos mais votados atingindo 50.804 votos. Outro famoso que se reelegeu foi Agnaldo Timóteo (PR), o cantor sentará na Câmara Municipal mais uma vez graças aos 26.180 eleitores que confiaram o voto a ele.
Fora eles, artistas evangélicos também concorreram e dois deles conseguiram votos suficientes para entrar na vida política. A cantora Noemi Nonato (PSB) conseguiu 30.734 votos, ligada às igrejas evangélicas pentecostais como Assembléia de Deus, a vereadora conseguiu ser reeleita.
Outro cantor gospel que teve um número votos bastante significativo foi o cantor sertanejo Marcelo Aguiar (PSC), ligado às igrejas neopentecostais como a Renascer em Cristo, ele conseguiu ser eleito como o 16º mais bem votado, ao todo 41.407 pessoas confiaram seu voto ao sertanejo.
Outros artistas, porém, não conseguiram entrar para a política em São Paulo, eles são: o apresentador Sérgio Mallandro; o ex-jogador do Corinthians Dinei; Cajú, da dupla Cajú e Castanha; o drag queen e repórter da Rede TV, Léo Áquilla; o vocalista do Raça Negra, Luiz Carlos; o cantor de música brega Ovelha; o sósia do dançarino Lacraia; e o marido da apresentadora Ana Maria Braga, Marcelo Frisoni.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Eu mereço!

Estou insatisfeita com meu trabalho aqui no JP. Primeiro porque não dá para fazer um bom jornal sozinha, é necessário uma equipe unida trabalhando com compromisso com a notícia. Faço melhor que consigo, mas ainda assim o jornal não é o melhor jornal do mundo como eu gostaria que fosse. Falta muito para chegar em um bom nível.
Não tem como ser jornalista presa dentro de uma sala. Essa semana vi como é impossível isso, fiquei dois dias sem internet aqui na empresa e isso prejudicou meu trabalho e atrasou todo o jornal, mas consegui recuperar esse atraso. Se não fosse pela web o que seria de um jornal como o JP que espera a notícia chegar até a redação?
Esses dias veio uma senhora fazer denúncia contra a loja Marisa por uma propaganda engosa, dizem que o cartão é gratuito, mas todas as faturas vêm cobrando o valor de R$1,95 como taxa de boleto que na verdade é anuidade. Mas nem publicamos a denúncia... Tem uma loja Marisa praticamente do outro lado da rua e não posso sair para questionar o gerente da loja sobre a denúncia, as tentativas pelo telefone foram frustradas.
Pra mim jornalismo é isso. É reinvidicações, é contraposições e informação quente, inédita, bem apurada, confirmada e exata. E não esse monte de release de prefeituras com noticias rabiscadas da internet.
Essa semana por causa das eleições resolvi fazer uma página explicando o que é democracia, o valor do voto e o que um vereador e um prefeito precisam fazer, qual a função deles. Tá mais pra texto de livro didático do que material jornalístico, mas acho que jornalismo também é educação, se posso usuar esse espaço para ensinar o que o público do jornal não sabe por que não fazê-lo?
Sorte que o editor gostou da idéia. Sou engajada nessas coisas políticas, mas sou pra lá de cismada com os políticos. Depois dessas eleições então...chega a ser frustrante... dá vontade de participar do power punk outra vez, mas fico pensando: tem tanto traficante querendo se eleger, tanto 'vagabungo', descomprometido com a sociedade, pensando somente no dinheiro fácil que vai ganhar que decidi entrar na briga pra colocar alguém que tenha interesses sim, mas que seja a favor da família e dos bons costumes.
O segundo motivo que estou insatisfeita se refere ao fato de eu não ser registrada. Sou uma boa funcinária, até porque sou praticamente a única e tenho feito trabalho quem me compete. Só que não sou reconhecida. Não me dão o valor que eu tenho, e não me refiro ao aumento de salário, se bem que sempre é bom um pouco mais de grana.
Quero ser reconhecida como jornalista e não como uma "pau-pra-toda-obra"... não sou secretária nem office girl, sou JORNALISTA... profissional, tenho um currículo bom e muita vontade.
Hoje estava conversando com uma amiga que trabalha no RH de uma empresa, ela estava fazendo os hollerits dos funcionários, na verdade estava corrigindo, tem mais de um ano que não tenho isso. Em agosto completou um ano que fui demitida, esse é meu segundo emprego depois da Dedic (trabalhava em telemarketing) mas nenhum foi registrado, quero ter benefícios, quero ter vale refeição, quero ter vale transporte, coisas que eu tinha antes e não achava que me fariam falta.
Quero trabalhar em uma editora ou em algum lugar com uma equipe de profissionais comprometidos, não é pedir muita coisa, estou no começo da carreira, mas pra mim seria um verdadeiro paraíso, mesmo se tivesse um editor chato que pegasse no pé. Preciso ser corrigida, aqui eu não sou. Erros grotescos passam despercebidos... Sei que tenho muito a aprender.
Uma amiga da faculdade disse pra eu dar graças a Deus em estar empregada na área porque boa parte dos nossos colegas de sala não estão, mas acho que mereço e posso mais. Estou atrás de outro emprego, se souberem de uma vaga para jornalista me avisem.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Falha no ensino, de quem é a culpa?


Eu estava em uma reunião de jovens e um dos presentes se habilitou pra ler um trecho da Bíblia, não sei quantos anos aquele menino tem, mas com certeza passa dos 20 e por incrível que pareça ele não sabia ler, lia em ‘soquinhos’ errando as palavras e voltando para corrigi-las.
Não é a primeira vez que vejo alguém que já concluiu o ensino médio ou o fundamental que não saiba ler, infelizmente cerca de 2 milhões de crianças não foram alfabetizadas, segundo uma pesquisa baseada em dados do Pnad. Essas crianças já passaram pelo processo de alfabetização, mas, na prática, não aprenderam nada.
E daí eu pergunto: de quem é a culpa? O que adianta ter milhões de escolas espalhadas pelo país se o ensino não tem cumprido seu papel, como pode um jovem almejar a faculdade sem ao menos saber ler um trecho sem gaguejar ou errar palavras...
Eu estudei em escola pública a minha vida inteira, o ensino fundamental fui muito bom, já o ensino médio não foi lá aquelas coisas, alguns professores não mostravam interesse em ensinar, em algumas matérias chegou a faltar professores. Mas nada disso me impediu de conquistar o diploma universitário. Assim que percebi a falha no ensino procurei um cursinho pré-vestibular para me auxiliar no ingresso ao ensino superior.
Sei que a solução não são cursos particulares e que o governo brasileiro tem que acordar para investir seriamente no ensino público, mas não posso deixar de citar que os jovens e crianças precisam ter interesse em aprender. Será que esse garoto prestou atenção nas aulas que teve? Será que em algum momento ele não pensou que o que se aprende na escola ele não iria utilizar na vida? Conheço muitas pessoas que nem ao menos levavam cadernos e hoje tem dificuldades de encontrar um bom emprego por falta de qualificação. Isso mesmo, a falta de escolaridade, o não saber ler ou escrever te incapacita de aproveitar boas oportunidades.
O que quero dizer é que precisa haver pessoas com vontade de aprender de um lado e funcionários públicos com vontade de lecionar de outro. Além de bons instrumentos de ensino, escolas equipadas e com ensino de informática, laboratórios e tudo mais que for preciso.
Todo mundo tem que saber que o ensino é chave para um futuro melhor, não só o meu como o do Brasil inteiro. Vamos nos mobilizar para correr atrás do prejuízo e ajudar pessoas que saem da escola sem nenhum aprendizado. Definitivamente isso não pode mais acontecer.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Imparcialidade: ela não existe

Nesses meses de campanha política a gente acorda pra realidade: o jornalista é uma bola de ping-pong nas mãos dos donos dos veículos, e isso é lamentável.
Quem paga mais leva a opinião pública, que não passa da opinião dos donos cheios de interesses que não passam de questões econômicas.
A gente entra na faculdade achando que vai mudar o mundo denunciando um político corrupto, desfazendo máfias e quando a gente entra na área a gente aprende que só faremos essas coisas se o dono do veículo não for ‘camarada’ deles. Isso frustra qualquer profissional de boa índole.
Essa semana um colega de trabalho me lembrou de uma frase que apesar de intrigante é uma grande verdade: é melhor não ler nenhum jornal do que só ler um. Pense nisso toda vez que abrir um site, um jornal, uma revista, ou parar para assistir um noticiário na Tv ou ouvir o rádio.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Editora Chefe

São atribuições do editor chefe

  • Coordenar todas as etapas da produção e edição, da discussão e preparação da pauta, até o fechamento;
  • Ler todos os textos e mandar fazer as revisões, se necessário;
  • Pensar o jornal, seu contexto e expressão final;
  • Dar as linhas da edição do jornal de acordo com o projeto editorial;
  • Escrever a carta ou crônica do editor (que será publicada na página de opinião);
  • Avaliar o trabalho da equipe.

Faço todas essas funções, acredito eu que é esse o motivo que o editor chefe me chama de editora chefe...
Continuo fazendo tudo... eu sou praticamente toda a equipe do jornal... É uma experiência impar, mas ainda preciso me posicionar como tal. Preciso deixar com ‘a minha cara’ porque o jornal é meu currículo, minha vitrine. Mas esse é apenas o começo. Nesses oito meses que estou trabalhando aqui tive um crescimento surpreendente. Mas quero mais... muito mais.
A única coisa que me falta é fazer a avaliação da equipe porque não tem equipe... Sou eu, o dono (que só manda), o diagramador e o editor chefe (que só assina).

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Incentivo a leitura tem que ser política de Estado

Em 2008 comemora-se os 200 anos da chegada do livro no Brasil, data da chegada da família real que trouxe o maquinário para impressão de jornais e livros. Acontece que 200 anos se passaram e a leitura ainda é algo elitizado, a grande maioria da população não tem acesso a grandes obras culturais e a defasagem cultural é um dos maiores pesos na desigualdade social.
Limitando o acesso a leitura, estamos também limitando o acesso à informação sem a qual não se dá o conhecimento e não se educa um povo para ser livre e empreendedor. Sem bagagem histórica a sociedade não consegue opinar nem defender seus interesses.
O preço dos livros no Brasil faz com que a leitura seja um artigo de luxo, dificilmente quem recebe um salário mínimo vai gastar 10% dele comprando uma obra na livraria. Mas quem pode explicar por que o livro custa mais caro para o leitor brasileiro do que custa para o leitor norte-americano? Se no nosso país existem vários incentivos fiscais concedidos pelo governo.
A população merece mais espaços públicos de acesso ao livro, por acervos mais completos e atualizados nas bibliotecas públicas e por um formato de livre acessibilidade à leitura.
Precisamos incentivar as próximas gerações a ter o hábito de ler, mas antes é necessário criar mecanismo que torne mais fácil o acesso delas aos livros e tornar essa relação mais próxima, porque a leitura é um agente fundamental para a transformação social do nosso país.
Exatamente por isso, garantir a todos o acesso à leitura deve ser uma política de Estado, e a nós cabe a dedicação a leitura e também incentivar nossos amigos e parentes a ter o mesmo costume.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Viva a portabilidade

Como já trabalhei com telefonia móvel sei que o número é muitas vezes o motivo que faz o consumidor a permanecer em uma empresa que não lhe oferece vantagem nenhuma. Aliás, nos dias de hoje o celular virou um item essencial para a existência de muita de gente (por mais exagerado que isso seja).
Mas a partir de hoje algumas cidades já podem trocar de operadora tanto de telefonia fixa quanto celular e permanecer com o mesmo número. Esse serviço é resultado do trabalho da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que estipulou em R$ 4 a taxa para que o cliente aproveite a portabilidade. Mas grandes empresas do setor, como Telefônica, Claro, Vivo e Oi já anunciaram que não cobrarão a tarifa.
Por enquanto apenas os DDD’s 14 e 17 do Estado de São Paulo podem mudar de operadora com o mesmo número. A capital só terá o serviço em fevereiro de 2009, mas importante lembrar que só será possível permanecer com o número dentro do mesmo DDD. Não é permitido usar a portabilidade quando se muda de São Paulo (11) para o Rio (21), por exemplo.
Agora eu quero ver que desculpa as empresas vão dar para não perder o cliente. Com certeza a concorrência entre elas vai melhorar a qualidade dos serviços oferecidos assim como os preços das ligações e tarifas. Sem dúvida um beneficio muito grande para nós, os consumidores.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Dar o peixe ou ensinar a pescar?

Pesquisas divulgadas essa semana mostraram que as políticas sociais estão melhorando a vida da população de baixa renda, dando oportunidade para essas pessoas terem crédito e acesso a saúde e educação de qualidade, comprovando que é necessário investir em ações afirmativas que beneficiem os menos favorecidos.
No início do mês um levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Avançadas) revelou que o número de pessoas pobres -com renda igual ou inferior a meio salário mínimo- caiu de 35% para 24,1% no período de 2003 a 2008.
Em relação à classe média, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que ela já representa mais da metade da população brasileira (51,89%); em abril de 2002, esse número era de 44,19%. A FGV define a classe média como famílias que possuem renda entre R$ 1.064 e R$ 4.591 (R$ 214 a R$ 923 durante o mês por pessoa).
O Ipea revelou que os fatores que levaram à diminuição da pobreza a expansão da economia são: a promoção de programas sociais e uma série de políticas mais focadas nos pobres, além do aumento de salário mínimo.
Outro ponto positivo para programas sociais foi divulgado essa semana, que mostrou que rendas auxiliares como o Bolsa Família não desestimulam os beneficiados a trabalhar, pelo contrário, serve como estimulo na busca por emprego.
Com isso, a noção de que programas de transferência de renda gera desinteresse em trabalhar é baseada mais em preconceito do que em evidências. E sendo assim “dar o peixe” está servindo para despertar a população carente para “aprender a pescar” e a os índices mostram o beneficio social que esses programas têm gerado.
Outra pesquisa importante foi levada a público dizendo que o nos últimos anos aumentou o número de alunos com baixa renda nas universidades. Esse aumento é fruto do aumento de vagas nas universidades particulares, a diminuição na mensalidade e também ao programa ProUni que concede bolsas de estudos para alunos vindos de escola pública que tiveram bom desempenho no resultado do Enem.
Tudo isso prova que o Brasil precisa realmente de programas sociais que ofereçam oportunidades para igualar os acessos da população em serviços básicos como a educação e ao trabalho. Pois somente aumentando o crédito da população e o grau de instrução é que teremos uma sociedade menos desigual.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Recicle seu ciclo?



Acabei de ler em uma comunidade do Orkut uma sugestão de pauta que eu jamais poderia imaginar: absorventes recicláveis.
Minha mãe me contou que usava lenços (panos) para conter a fluxo, até que inventaram os absorventes. Lembro que eles eram bem grossos, já usei um daqueles e era bem desconfortável. Mas nasci na era Intimus Gel... sem fazer propaganda, cresci na época onde os absorventes podem ter vários tamanhos, formatos e até cheiro.
Pra mim não existe nada mais moderno e que explique a evolução feminina do que essa revolução que os absorventes sofreram e nós mulheres agradecemos muito a toda a tecnologia e às pessoas que trabalham por ela.
Mas nunca tinha parado para pensar que esses absorventes possuem ingredientes tóxicos que poluem o meio-ambiente e ainda demoram cerca de 100 anos para se decompor. Parei para fazer a conta e descobri que devo ter usado algo em torno de 2300 unidades deles e que todos eles ainda nem começaram a se decompor. :S
Como estamos acordando para o perigo que o mundo corre graças a toda essa pós-modernidade, inventaram um absorvente reciclável. É feito de algodão e tem restrições de só ser lavado com água e sabão neutro. Branco por dentro e colorido por fora. Lembra uma fralda antiga daquelas que eram de algodão por dentro, mas de plástico por fora. Em falar em fraldas já deve existir esse modelo pra elas também. (vou pesquisar)
Tem um site que explica melhor essa idéia de reciclar seu ciclo. Veja!
Parece que na Europa e nos EUA as mulheres se conscientizaram e já aderiram ao programa, será que essa moda pega no Brasil? Se bem que até agora as EcoBags não viraram moda, quem dirá o absorvente ecologicamente correto...
A causa é boa, mas não consigo me imaginar levando um deles já usado dentro da bolsa pra lavar em casa... é estranho!!! Mas precisamos salvar o planeta.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Concorrência

Estou com um grande problema nesse período eleitoral, pois tem um jornal diário da região onde o JP circula fez um trabalho muito superior ao nosso (meu). O patrão com medo de perder “a preferência do rei” me deu um desafio de encher quatro páginas com entrevistas gigantescas com os quatro candidatos a prefeito da cidade onde a circulação do jornal é maior.
O detalhe é que por telefone eu não consigo muita coisa e o meu editor está sem interesse no jornal. Primeiro tenho que bolar uma idéia para fazer esse trabalho sem que seja parecido com o jornal concorrente e depois preciso sair dessas paredes e reportar na rua, falando com os candidatos.
Sou uma pessoa bastante criativa, mas não estou acostumada com a idéia de concorrer com alguém. Nesse caso chega a ser quase impossível, porque o jornal em questão é diário, o nosso é semanal. Vou ter que criar uma estratégia, um projeto gráfico, algo que chame a atenção dos leitores e principalmente dos patrocinadores desse veículo.
E depois vou ter que convencer meus colegas de trabalho a trabalharem para que possamos realizar essa tarefa, que pra mim é uma tarefa de superação.

Minhas idéias:

  • elaborar um especial de aniversário da cidade;
  • Entrar em contato com os moradores (bater de porta em porta) para saber as principais reivindicações deles; e
  • Buscar os candidatos para saber qual a proposta deles para essas reclamações dos moradores.

Será que fica bom???
se alguém tiver mais idéias escreva, ok!!!

terça-feira, 22 de julho de 2008

O que eu não aprendi na faculdade

Sair da cadeira da faculdade e enfrentar o mercado não é nada fácil. Mas existem alguns órgãos que auxiliam esses novos profissionais e defendem o trabalho jornalístico, oferecendo conferências, cursos e palestras. Confesso que não é fácil interagir com eles, mas se você tiver um tempinho, busque no google e descubra qual deles pode te informar melhor como se relacionar com as empresas do ramo.
A Associação Nacional de Jornais (ANJ), representa a indústria jornalística e atua defendendo três grandes objetivos: Defesa da liberdade de imprensa, reposicionamento dos jornais brasileiros perante o mercado e valorização do jornal na educação e na construção da cidadania. Está atrelada à empresa jornalística e não aos profissionais.
Já a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) congrega Sindicatos de Jornalistas do Brasil e representa os jornalistas, em nível nacional, para defesa dos seus interesses profissionais, lutas e reivindicações. Seus objetivos é promover o intercâmbio com outras entidades sindicais nacionais e internacionais; zelar pela ética jornalística e defender a liberdade de imprensa; entre outros. Está ligada diretamente aos profissionais através dos sindicatos.
A Fenaj ainda emite uma carteirinha, prevista em lei, que serve como documento de identidade, válido em todo território nacional e se solicitado também é emitido uma carteirinha internacional.
O sindicato dos jornalistas luta pelos direitos dos trabalhadores, pela democracia e cidadania. Assim como melhorias no exercer da profissão e na defesa dos profissionais da mídia. Para se filiar ao sindicato você tem que possuir o Mtb e contribuir mensalmente com uma quantia que varia de acordo com a cidade (São Paulo Capital R$ 30, interior e Grande SP R$ 16).
Os sindicatos também oferecem cursos de formação complementar, profissionais e estudantes podem participar, mas sai mais barato para quem é sindicalizado.
Uma grande amiga estava me dizendo que para área de jornalismo bons contatos são essenciais e você fazendo esses cursos ou se envolvendo nessas atividades você consegue ampliar seu leque de contatos. Está dada a dica.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Mulheres são maioria entre eleitores e só 20% dos candidatos

Essa semana o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que o número de eleitores do país ultrapassou a marca dos 130 milhões. Entre 2006 e 2008, o eleitorado brasileiro cresceu 3,7%, passando de 125.764.981 para 130.469.549.
Segundo o TSE, as mulheres não apenas mantêm o posto de maioria dos votantes no país como vêm aumentando sua participação: eram 51,3% em 2004, passaram a 51,6% no pleito de 2006 e serão 51,8% do colégio eleitoral nas eleições deste ano.
Enquanto no eleitorado brasileiro as mulheres superam os homens, no balanço parcial do registro de candidatos para as eleições municipais de 2008 indica que a participação feminina na disputa pelos cargos eletivos ainda está bem abaixo do percentual masculino.
Na cidade de Itaquaquecetuba, não há nenhuma mulher disputando a prefeitura e na briga pelo cargo de vereador somente 24% dos 283 candidatos são mulheres. Parece um número pequeno, mas está dentro da média nacional.
Segundo o TSE, dos 371.030 candidatos que disputarão os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores em 5.565 municípios brasileiros, as mulheres são apenas 77.215, ou 20,8% do total.
Acredito que a participação feminina na política precisa ser estimulada, nós mulheres precisamos entender que devemos participar mais ativamente na política, aliás, temos que aproveitar que a maioria do eleitorado é mulher e coloca-las do outro lado das urnas.
Mas se lembrarmos que há alguns anos as mulheres nem poderiam votar. No Brasil, o voto feminino só veio a ser reconhecido, no sistema federal, com a aprovação do código eleitoral de 1933. Hoje, 75 anos depois, a participação feminina na política pode ser considerada uma importante conquista.
Se olharmos no cenário mundial notamos que importantes países estão sendo comandados por mulheres como é o caso da Alemanha, Chile e Argentina. Talvez o Brasil seja o próximo, mas o que precisamos entender é que indiferente do gênero precisamos de alguém com capacidade para trazer melhorias significativas para a sociedade de modo geral.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Aborto: sim ou não?

Desde 1991 o tema aborto é discutido no plenário nacional. A última discussão sobre o caso aconteceu ontem, dia 9 de julho, onde a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou um parecer contrário a dois projetos que descriminalizam o aborto. Um dos projetos prevê a descriminalização total, enquanto outro permite a interrupção da gravidez de até 90 dias. Ambos podem ir para o plenário da Câmara.
Acredito que debaixo da constituição federal que garante o direito a vida não se pode aprovar esses projetos de leis, mas por outro lado existem tantos motivos para se interromper uma gravidez, principalmente a que se trata de casos de estupros.
Já ouvi muita gente levantando a bandeira dizendo que se deve legalizar o aborto porque a mulher tem o direito de se decidir pelo seu corpo, mas discordo. Estamos no século XXI e métodos contraceptivos são encontrados gratuitamente nos postos de saúde ou a custo baixo. Então não dá pra dizer que o aborto é a melhor forma de se optar em não ter filho.
Acredito que a sociedade tem que discutir mais sobre esse assunto. Talvez fazer um plebiscito como sugeriu o deputado federal José Genuíno (PT) que é favorável a descriminalização. Aliás, muitos políticos do PT são a favor disso.
Quando estava no primeiro ano da faculdade fiz uma matéria sobre esse tema e entrei em contato com a ONG Pró Vida e Pró Família que tem ligações diretas com a Igreja Católica. Recebi de um dos representantes (me perdoem, não lembro o nome e o email que usei naquele ano foi desativado) uma lista de projetos de leis que aprovavam abortos em determinados casos. Uma grande maioria era de autores petistas e os textos eram altamente racistas.
Será que definir se o feto pode nascer baseado na raça e classe social é válido? Pois era o que dizia um dos projetos que li. Lamento muito por não ter guardado todos esses textos, pois em ano de eleição como esse, muito desses políticos seriam expostos com esses projetos tão nazistas.
Mas para quem defende a vida e o direito de viver a notícia da não aprovação é uma vitória, mas enquanto não se tem um parecer final, inúmeras clínicas clandestinas praticam o ato e é algo que a justiça não consegue controlar. Então cabe a mim e a você fazer o que é mais seguro: prevenir.

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terça-feira, 1 de julho de 2008

Jornal Grande x pequeno

Enquanto alguns noticiam a possível venda do Estadão para a InfoGlobo devido algumas dívidas, o jornal gratuíto “Destak” passa a circular na capital carioca e almeja outras importantes capitais.
Na época da faculdade ouvi diversas palestras onde profissionais renomados anunciavam o fim do jornalismo impresso frente ao desgaste dos leitores, a mídia digital e também a grande manipulação existente na grande mídia.
Dizem que o Estadão é um jornal altamente tendencioso, mas não acredito que isso vá melhorar com a direção dos Marinhos, não acredito que exista uma empresa mais manipuladora que a Globo.
Mas o que eu realmente percebo é que jornais como o Destak e o PubliMetro são o futuro promissor do jornalismo. Diários gratuitos, com linguagem atual e sem partidarismo. Tudo que os leitores precisavam.
Talvez seja esse o segredo para preservar o bom jornalismo impresso. E talvez isso explique o porquê uma empresa tão grande quanto O Estado de São Paulo enfrenta uma crise interna enquanto um jornal que chegou em São Paulo há apenas dois anos está crescendo e ganhando outros espaços.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Blogpsico?

Ontem fui ao cinema para assistir o filme “O Melhor Amigo da Noiva” uma comédia romântica muito boa, o estilo que eu gosto.
Sem fazer sinopse do filme uma parte que me chamou a atenção foi quando aparece uma fanática pelo Tom (Patrick Dempsey) que de tão alucinada criou um blog TudodeTom.org, ela usou duas páginas só para descrever o rosto de seu ‘amado’. Hannah (Michelle Monaghan) deu um nome legal pra isso: Blogpsico. E isso me chamou a atenção...
Na verdade me deixou preocupada. Será que sou psicótica? Nessa paixonite crônica em que me encontro eu já criei dois blogs exclusivos para falar dessa relação complicada que tenho com meu “objeto de desejo”. Passei essa primeira hora da manhã pesquisando sobre psicoses e doenças afetivas, acho que meu estado não chega a tanto, mesmo tendo excluído dois blogs, eles existiram e foram alimentados com fotos e descrições minuciosas sobre ele que por coincidência é apresentado logo no começo do filme como um cara de nariz torno e lábios finos. Dei muita risada, é coincidência de mais... O bom desses filmes hollywoodianos é que o final é sempre feliz. Espero ter um desses! ;)
Fica dada a dica de filme. Vale a pena.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Uma repórter atrapalhada

Já tem seis meses que trabalho aqui no JP como redatora e editora assistente, enfurnada em quatro paredes eu não saio da redação por nada, nada de cobertura de eventos, nada de entrevistas (uma ou outra por telefone).
Como tenho alma de repórter eu já estava me cobrando para fazer uma reportagem se quer, pelo menos uma entrevista...mesmo que seja com artista gospel (fiquei um ano de freela em uma revista de música desse segmento), mas na semana passada um senhor muito simpático veio convidar a equipe do jornal para cobrir o lançamento de seu primeiro livro de poesias, me animei com a idéia de cobrir esse evento e logo em seguida uma empresa de assessoria de imprensa me convida para a reinauguração da Capela São Miguel Arcanjo que passou por obra de restauração e agora será modificada para se transformar em um museu.
Então tinha duas atividades para alegrar meu final de semana. E lá vou eu... Chegando no sábado no local e horário marcado para o lançamento do livro “O Pensador” me deparo com um grupo de adolescentes japoneses treinando alguma luta. Pergunto para a professora deles: Não é aqui que acontecerá o lançamento do livro do sr João? - É sim, já estamos saindo, respondeu.
Uma hora depois, peço pra minha irmã ligar no telefone que estava no convite improvisado que o autor me entregou que por sinal esqueci em casa. Minha irmã confirma o que já suspeitava: trocaram o horário das 15hs paras às 19hs. Voltei pra casa e esperei dar o horário certo.
Eu era a única jornalista da festa. O autor que merece uma postagem a parte estava super feliz com a minha presença naquele dia tão importante. Perguntas respondidas, livro comprado e autografado, saí feliz por voltar a fazer reportagem.
No domingo logo pela manhã lá estava eu na Capela, uma equipe de seguranças na entrada perguntava o nome dos convidados. “Sou repórter do Jornal Agora”, disse um rapaz barbudo, “e esse é o fotografo”. “Sou Leiliane do Jornal do Povo”, disse em seguida. Recebi um crachá de imprensa, preenchi e entrei.
Logo de cara percebo a ilustre presença do prefeito da cidade, Gilberto Kassab, um homem alto de aparência séria e que evita olhar diretamente para os clicks que o cercavam. Fiquei com medo, nunca tinha feito cobertura de evento com personalidades políticas (além da entrevista com um vereador de Itaquá).
Fui pegando a máquina, o gravador, o bloco de notas e comecei a olhar de longe cada passo do repórter do Agora, reparei que além de mim só havia mais uma repórter que trabalhava na subprefeitura, o restante eram todos homens. Cercamos o prefeito e um monte de pergunta sobre as eleições foram feitas, as minhas perguntas eram sobre o evento, mas não me arrisquei a mudar de assunto enquanto todos estavam interessados em saber se o Kassab estava preocupado com a candidatura de Geraldo Alckmin.
Enfim o evento começou, patrocinadores, religiosos e autoridades políticas falaram sobre a importância da Capela na construção da cidade de São Paulo... E eu sentada como se fosse uma convidada até que reparo que todos os repórteres estavam em pé próximos às caixas de som para captar todos os pronunciamentos.
Corro pra lá, tento equilibrar o gravador na mão direita, a bolsa no mesmo braço, o bloco de notas a caneta e máquina no esquerdo... Cheia de dificuldades começo a rir de mim mesma, além de ser a única que não tinha um fotografo próprio eu me atrapalhava toda pra segurar tudo e fazer uma boa cobertura para depois transformar em uma bela reportagem.
Ainda não transcrevi a fita, mas estou aqui preparando as idéias na cabeça pra desenvolver um belo texto, que com certeza não sairá tão atrapalhado como me saí nesse final de semana. Era a falta de prática.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Quero te conquistar e mais nada

Ele não precisa de um beijo nem de te levar pra cama, só quer te exibir como um troféu

Eu estava realmente me achando muito ingênua por ter me apaixonado por alguém só porque ele era cheio de chamego pro meu lado. Ele insistia em dizer que eu era a única do grupo com quem namoraria. Muitas pessoas ainda me perguntam se realmente nunca rolou nada entre nós. E, infelizmente, não rolou mesmo.
Nesses últimos meses acabei tomando um banho de água fria, pois descobriram que eu acabei me interessando pelo cara e vieram me dizer que ele não tinha interesse nenhum por mim além de amizade. Fiquei arrasada. Não vou negar. Mais ainda não acredito muito que isso está acontecendo porque ele realmente mostrava interesse.
Li em uma revista algumas dicas para superar um fora e entre elas estava a leitura do livro “Ele Simplesmente Não Está A Fim de Você” de Greg Behrendt e Liz Tuccillo. O livro dá várias dicas pra descobrir se o cara tem ou não interesse. Por exemplo: ele não está a fim de você se não te chama pra sair – ele me chamou várias vezes. Ele não está fim se ele não te telefona – Sim, recebi ligações. Ele não está a fim se não quer namorar você – não, ele não me quer.
Realmente me senti uma babaca, e comecei a conversar com algumas amigas pra receber conselhos e superar esse baque, porque o cara era perfeito pra mim. A gente se combina muito, a gente tem os meus interesses, o mesmo mau-humor e até o jeito estranho de tomar todinho (colocando muito açúcar e chocolate pra formar aquela calda no fundo do copo).
Em uma dessas conversas terapêuticas no MSN, a Vivian, uma amiga minha, começa a contar que está passando pelo mesmo. Ela foi apresentada a um cara e eles começaram a conversar muito, ele ligava, ficavam horas batendo papo, chamava pra sair, tecia elogios e etc. Até que um dia ela tomou coragem e disse que estava se interessando por ele.
A reação dele me deixou tão indignada que eu falei pra Vivian que acho que esses meninos fazem parte de alguma seita satânica, não tem outra explicação. Eles escolhem algumas ‘vítimas’ pra dar toda atenção, pra falar que é linda, que gosta de ficar perto. Repara se você muda alguma coisa no visual, se corta o cabelo, se compra roupa nova. Toma chuva agarradinho com você, segura a tua mão falando que namorados devem andar de mãos dadas, te dá abraços apertadíssimos, olha nos seus olhos exalando desejo e fala quase te beijando. Pra no final falar que você nem ao menos faz o tipo dele.
Que sacanagem! Se fizessem isso com várias, poderíamos dizer que não passam de mulherengos da pior espécie, mas não. Eles selecionam alguém pra dar o bote. Isso deve fazer parte de algum ritual demoníaco, só pra dizer pro amigos: lá vai mais uma apaixonada por mim.
Já falaram que eu me apaixonei rápido de mais, que cai no conto carochinha, mas só eu sei o que já ouvi e o quanto parecia ser perfeito. E acho que ele é perfeito mesmo. Quem não quer ficar com um cara bonitão, cheiroso, atencioso, inteligente e que faz questão de sempre estar do seu lado.
Mas acho que o interesse deles é só esse mesmo: te conquistar. Depois de feito, ele só se exibe para os outros e te deixa morrendo de vontade de ficar com ele. Mas nem se quer um beijo você ganha. Você é só mais um troféu pra ser exibido. Isso só pode ser tática de uma seita e eu vou tomar mais cuidado pra nunca mais cruzar com seus adeptos.


Eu escrevi esse texto em janeiro para a coluna Teen do site Guia da Semana, mas
infelizmente ela não foi publicada. Em comemoração ao dia dos namorados coloco
este artigo para justificar o porque estarei só mais uma vez...A culpa é toda dele!!!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Pequenas atitudes farão a diferença


Já faz muito tempo que a questão ambiental para preservação da natureza e seus recursos vem sendo discutida. Inúmeras propostas para preservação da natureza, assim como animais em extinção, tratados e protocolos foram apresentadas como soluções para a preservação da vida humana, que depende tão somente do bom desenvolvimento dos recursos naturais para sobreviver.
Acho que nos esquecemos disso. Esquecemos que a água, ar e o clima são elementos essenciais para a humanidade. Mais infelizmente estamos esgotando a água potável, estamos poluindo o ar e isso tem alterado o clima, nos prejudicando.
Cientistas anunciaram o aquecimento global que traz com ele a elevação do nível dos oceanos, tempestades com alto poder de destruição, derretimento da calota polar, enchentes e secas prolongadas.
E ficamos estagnados diante de tantas catástrofes que já começamos a sentir devido a essas alterações que nós mesmos provocamos e apesar das ações afirmativas que diversas organizações tentam desenvolver, as questões mais delicadas acabam sendo postergadas por causa de interesses econômicos de grandes corporações.
Mas diante de tudo isso, acredito que as pequenas ações e a constante educação sobre o tema gerem nas pessoas um interesse maior para salvar nosso planeta, que é a mesma coisa de salvar a nós mesmos e o nosso futuro.
Por esse motivo, que não somente neste dia que se comemora o Dia do Meio Ambiente, mas sempre que possível, as pessoas possam colaborar com o meio ambiente, ajudando com medidas simples como economizar água, separar o lixo reciclável e evitando as sacolas nos supermercados.

Algumas Ongs
http://www.ecoar.org.br/
www.greenpeace.org.br

Atitudes bacanas
http://gloss.abril.com.br/noticia/moda/edicoes/004/conteudo_264323.shtml

http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Xô CSS


O ano de 2008 foi recebido com alegria pelos brasileiros por causa da extinção da taxa de CPMF. Mas agora esbarra na Constituição Federal o plano dos líderes governistas de recriar esse imposto por meio de uma lei complementar de autoria de deputados. O texto constitucional é claro como água de bica: só o governo pode propor a criação de contribuições sociais.
Pelo projeto dos deputados, a nova versão do imposto chamada de Contribuição Social para a Saúde (CSS) seria um repasse definitivo, não provisório como era a CPMF. Esse projeto foi enviado para o Congresso para ser votado ontem, mas devido a uma manifestação bem humorada vinda da oposição o governo temeu e adiou para a terça-feira que vem.
O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), estimou que a arrecadação com alíquota de 0,1% da nova contribuição poderá somar aos cofres públicos cerca de R$ 15 bilhões por ano. E segundo ele, os trabalhadores que recebem até três salários mínimos estarão isentos da nova contribuição.
Na manifestação foram distribuídos cofrinhos com a sigla CSS e algumas faixas de protesto foram erguidas com frases do tipo “PT – Partido dos Tributos” e “Xô CSS, Xô CPFM”. Confesso que foi a primeira reação vinda do PSDB que teve cara de oposição.
Tenho certeza de que se esse projeto partisse do PSDB ou DEM os petistas teriam feito uma algazarra para vetar a votação ou anular a pauta. Mas isso é outra história.
Acontece que sabemos que as condições de saúde no Brasil sempre foram precárias, mesmo com a CPMF que tinha arrecadação de mais de 0,38% o dinheiro não era realmente usado para isso. E se era ninguém percebia.
O deputado ACM Neto (DEM-BA), disse aos jornais que não aceita essa proposta porque “o governo não precisa disso, existem outros recursos para a saúde”. E eu concordo. Não é justo cobrar por um benefício pelo qual já pagamos.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Um travesti oportunista


Essa semana o diretor do JP recebeu uma ligação de outro jornal querendo saber se era verdade que em uma das cidades em que nosso jornal circula morava uma das travestis envolvidas no escândalo do Ronaldo.
Aquilo despertou a nossa curiosidade. O que uma moradora do extremo leste da grande São Paulo faria em Copacabana justamente na noite que o Fenômeno ‘procuraria’ esse serviço? E mais: como um jornal de tão longe encontraria o endereço e o telefone de uma travesti que nem ao menos foi citada nos noticiários.
No O Globo estavam divulgados os três nomes das envolvidas no caso que era Andréia Albertine, Carol Camille e Veiga Dezaroli, mas a que os jornais estavam procurando se chamava Staycy.
Como o trabalho jornalístico está baseado em apuração eu revirei a internet para confirmar os nomes delas e realmente não tinham nenhuma Estaycy. Mesmo assim o telefone não parava de tocar, eram vários veículos de comunicação querendo saber se era verdade.
Conseguimos o telefone da tal Estaycy, e ela no primeiro momento disse que não poderia falar sobre o caso. Depois de alguma insistência ela aceitou falar, mas queria que conseguíssemos montar uma coletiva de imprensa. Era isso que estava passando para todos os jornalistas que ligavam na redação atrás dessa notícia.
Até que comecei a perceber que a voz das jornalistas eram muito parecidas, sempre se apresentavam com nome e sobrenome e dizia sou da Revista Caras, Folha de São Paulo e etc. O telefone ficava algumas horas sem receber ligações e quando ligava um, em seguida ligava outro. Comecei a anotar os telefones para dar um retorno de se haveria ou não coletiva de imprensa.
Cada jornalista que ligava dava uma informação nova e era justamente a informação que ficou pendente na ligação anterior. Comecei a desconfiar pelo nome, aliás Veida não é Staycy. Consegui o Orkut da travesti, não era nem um pouco parecida com as três que saíram no jornal. Falei isso para a próxima jornalista que ligou e ela disse que as fotos do Orkut são fotos antigas, que agora ela estava do jeito que saiu no jornal.
A próxima que ligou ficou sabendo da diferença das fotos e que os nomes ainda não batiam, então a última que ligou veio com a informação de que a Veiga e a Staycy são a mesma pessoa, essa diferença seria por causa do ‘trabalho’ exige uma certa troca de nome. Desconfiada liguei os fatos.
A travesti de nome Staycy estava querendo se promover em cima do caso do Ronaldo. Era ela mesma quem ligava se passando por jornalista. Ela queria que a nossa redação, no caso eu, montasse uma coletiva de imprensa e fossemos lá na casa dela para ouvir o que ela tinha pra dizer. Seja lá o que for não teria nada em relação ao jogador que se meteu em uma grande roubada.
E se eu não fosse curiosa, nem tivesse aprendido a apurar os fatos eu teria me metido em uma roubada também. Divulgando informação falsa, e ainda envolvendo outros profissionais que seriam contatados para fazerem o mesmo. Sorte que eu sou esperta o suficiente para perceber a tempo que não passava de uma travesti oportunista.
Eu poderia até colocar o perfil do Orkut dela e expô-la ao ridículo como ela queria fazer comigo, mas sou profissional e exatamente por isso coloquei só o primeiro nome ‘de guerra’ que essa ‘querida’ usa.

Só para esclarecer eu não estou chamando todos os travestis de oportunista,
somente essa que me fez perder um tempão e ainda atrasou meu trabalho.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Participe


Como falei da abolição na última postagem, quero comunicar um concurso cultural muito inteligente que busca falar desse assunto.
Acesse: www.120cartas.ig.com para mais informações.
É um concurso cultural que receberá cartas sobre o racismo no Brasil. Os 120 melhores textos serão publicados em um livro.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

120 anos de abolição da escravatura

No dia 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel assinava a Lei Áurea dando liberdade aos escravos negros no Brasil. Fato muito questionado hoje em dia, pois mesmo depois de 120 anos os negros brasileiros ainda vivem de forma desigual fruto de uma herança escrava que libertou sem dar condições de sobrevivência.
Alguns movimentos negros não comemoram a data de 13 de maio. A Ong Educafro, por exemplo, organizou um ato pacífico para protestar em razão dos "120 Anos da Abolição Não-Conclusa". Querendo dizer que a abolição não teve conclusão, que não aconteceu realmente.
Dados do IBGE mostram a grande diferença entre os afrodescentendes e os brancos. Os jovens negros mais pobres ainda têm mais dificuldades para cursar faculdade do que os brancos com o mesmo perfil socioeconômico. A cada 100 brancos entre 17 e 25 anos com renda per capita familiar de até um salário mínimo que estão no ensino superior, há apenas 60 negros em situação similar nas universidades - uma diferença de 40%.
Para superar diferenças como essa, algumas ações afirmativas estão sendo adotas pelo governo federal, como o caso das cotas nas universidades, que é um assunto completamente polêmico que tem dividido opiniões no país.
De um lado estão pessoas, e principalmente alunos que se interessam pelas vagas oferecidas pelo sistema de cotas, que acham que separando um determinado número de vagas para negros e pessoas de baixa renda seria uma boa opção para desfazer essa segregação existente na educação e também no mercado de trabalho.
Por outro lado, estão pessoas que defendem que o sistema de cotas é um racismo as avessas, pois força a pessoa a se declarar negra ou branca, sendo que vivemos em uma país miscigenado. Para esses ativistas ‘anti-cotas’ a solução seria aplicar esse sistema somente baseado na questão econômica e não na racial.
Acontece que a educação é realmente a chave para abrir as portas do mercado de trabalho, de boas condições de saúde e de moradia pra os negros. Sendo assim, a educação base precisa ser reformulada para que tenha qualidade de formar alunos prontos para o ensino superior que tem sido vantagem na conquista de bons salários e com eles conseguir diminuir, ainda que a longo prazo, os dados dessas estatísticas.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Será que ela lê o JP??


De sexta-feira eu tenho poucas coisas para fazer aqui no jornal. Primeiro porque fechamos a edição na quinta-feira, sendo assim qualquer notícia que chegar na sexta será velha o bastante para ser publicada na outra sexta.
Então fico navegando pela internet, lendo alguns blogs que me chamaram atenção. Entre eles está o blog da equipe da Revista Marie Claire.
Lendo as mensagens eu me deparei com uma que me fez pensar: será que essa jornalista lê o JP?? Explico: Aqui não temos nenhum guru que faça a sessão do horóscopo. Então eu mesma busco alguma previsão confiável para o dia da publicação e anexo nos arquivos para diagramar.
Porém, para o diagramador essa parte do jornal é a mais difícil de fazer. Sem justificar a crença ou a falta dela nesse negócio de astrologia ele, o diagramador, quando está com muito trabalho, pega uma edição antiga já pronta de horóscopo e copia na página nova sem nenhum arrependimento.
E era exatamente isso que a jornalista questionava: Horóscopo reciclado. Justamente a parte da previsão que chamou-lhe a atenção de tal maneira que ela copiou a frase em seu livro sobre o cotidiano das mulheres. Dois anos depois, no mesmo jornal a previsão era a mesma.
“Há poucos dias consultei o horóscopo do mesmo jornal (eu não emendo...) e lá estava, no meu signo, a mesma advertência de dois anos atrás. Com as mesmíssimas palavras. A não ser que, por uma coincidência planetária que deve ocorrer a cada cinco mil anos, Urano e Júpiter tenham se alinhado de forma exatamente igual à de dois anos atrás, tudo leva a crer que o jornal em questão recicla seus horóscopos.” (Leila Ferreira)
Me lembro que no primeiro dia de aula na faculdade o professor já alertava para o fato de nós, os jornalistas, poderíamos passar por alguma situação onde teríamos que escrever o horóscopo da publicação caso o Guru passasse mal ou qualquer coisa do tipo.
Eu não levo muito a sério, mas conheço pessoas que crêem nessas previsões. E confesso que geralmente me pego fazendo os testes que dizem se meu signo combina com o signo do paquera e coisas desse tipo. E apesar de não acreditar, eu fico muito feliz quando o resultado bate com aquilo que espero.
Agora resta saber se a jornalista da Marie Claire lê o JP e tentar convencer o diagramador a não reciclar mais a sessão do horóscopo, se é que há algum problema nisso.


quarta-feira, 7 de maio de 2008

A liberdade de expressão não foi vetada

Domingo uma organização chamada de Marcha da Maconha colocou em cheque a questão sobre a liberdade de expressão garantida pela Constituição Brasileira. A intenção da passeata, segundo os organizadores, era discutir as leis brasileiras
de criminalização da maconha.
O assunto da legalização realmente precisa ser tratado como tal urgência, mas uma marcha não ajudaria na decisão da justiça em adiar esse tema. Sem contar que o nome ‘Marcha da Maconha’ soa como um convite para quem quer usar a droga.
Tanto que o evento aconteceu somente em quatro capitais: Porto Alegre, Florianópolis, Recife e Vitória. Em São Paulo, a manifestação foi proibida pela Justiça, assim como em outras oito capitais. O Ministério Público Estadual, que moveu os pedidos, argumentou que ele faria apologia às drogas.
O evento acabou gerando uma grande discussão em todo o país sobre liberdade de expressão. Será que as pessoas têm o direito de sair nas ruas para reivindicar seus direitos até mesmo o de consumir drogas?
O Código Penal brasileiro nos artigos 286 e 287 condena o ato de incitar publicamente, a prática de crime e também o fazer apologia de fato criminoso ou de autor de crime tendo pena prevista de detenção de 3 (três) a 6 (seis) meses, ou multa (nos dois casos). Sendo assim, as capitais que proibiram não feriram a democracia, mas zelaram pela sociedade.
Os organizadores passaram a divulgar no site oficial da marcha todas as notícias além e artigos sobre a proibição e algumas ocorrências que as manifestações tiveram nas cidades onde foram proibidas.
Acontece que por ter marcha para Jesus, Parada Gay e passeata da Consciência Negra as pessoas acham que podem sair nas ruas para pregar qualquer tipo de ideologia e quando são barradas acusam a justiça de preconceito e falta de respeito com o cidadão que tem o direito de ir e vir, mas vamos entender que o meu direito acaba quando o direito de outra pessoa começa.
Isso não é limitar, é tentar manter a ordem. Uma pessoa pode sim ter o direito de ser a favor da legalização da maconha ou da união homossexual, mas da mesma forma, outras pessoas podem ter o direito de discordar de tudo isso.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Pet Shop

Eu segui alguns passos para tentar reestruturar minha vida financeira. Um deles é o ato de anotar todos os gastos para tentar ter um controle de onde cosumo mais e assim diminuir os gastos supérfluos.
Achei uma planilha bem legal no site Bolsa de Mulher, aliás, o site merece uma indicação (se é que eu já não fiz isso aqui), porque traz vários temas do universo feminino.
A tabela de gastos diários e mensal tem vários itens, acabei cortando alguns que não utilizo como gasolina, lavanderia, estacionamento, lava - rápido e faxineira. Mas essa semana tive que acrescentar na lista um item que havia riscado: pet shop.
Ganhei uma cachorrinha linda, filhote de labrador, um doce. O nome dela é Mel. Tem quase 60 dias. Agora me preocupo com vacinas, ração e etc... É muito bom ter um bichinho apegado a você. Fazia anos que não sentia isso.
É tão gostoso chegar em casa e ser recebida por uma bolinha de pelos que vem pra perto de você balançando o rabinho e pedindo carinho. O clima da casa muda, fica com mais vida e fica mais alegre.
O cachorro é o melhor amigo do homem por ser o animal mais sincero e dedicado que existe, além disso, ele cuida da casa, brinca com as crianças e é domesticável. Eu fiz uma série de pesquisa sobre a raça labrador e descobri que é uma das melhores raças de grande porte que dá pra se ter em casa.
São animais dóceis e inteligentes, são cachorros pra andar junto. Eles têm forte desejo de servir, são de natureza gentil e sem indício de agressividade. O único problema que vou ter será quanto ao sedentarismo, porque essa raça de cachorro precisa de constantes exercícios e eu não sou de praticar nenhum tipo, por enquanto.
Além da alteração na tabela de gastos eu também estou rodando pra descobrir um bom veterinário e brinquedinhos para meu filhote. É gostoso ter alguém para me preocupar (já que não tenho filhos) acho que é por isso que dizem que o contato com animais é terapêutico.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O Brasil não está preparado para grandes catástrofes

Essa semana as regiões Sul e Sudeste sentiram um tremor que chegou a margem de 5, 2 na escala Richter. O terremoto chegou a assustar moradores de prédios na região de Higienópolis, zona oeste da capital e também na zona sul.
Muitas pessoas com medo de desabamentos dos edifícios saíram desesperadas para as ruas e congestionaram as linhas do corpo de Bombeiros solicitando ajuda e explicação para o que estava acontecendo.
Os canais de televisão interromperam as programações para avisar o que acabara de ocorrer, durante toda a noite não falaram de outra coisa além do terremoto que teve o epicentro localizado no litoral paulista, repercutindo nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Joinville e sul de Minas Gerais.
Tudo foi muito rápido, o tremor não durou mais de cinco segundos, mas nos fez perceber que o Brasil não está preparado para sofrer grandes catástrofes, pois não temos estrutura para socorrer e abrigar as vítimas tão pouco para prevenir esses acidentes a tempo de retirar os moradores da área com antecedência.
Países que geralmente são atingidos por abalos geográficos desenvolveram importantes medidas para amenizar os estragos que esses acidentes geram. Um desses avanços mais importantes tem sido na área da construção civil. Em 1973, o código de construção civil, um conjunto de padrões internacionais para a construção civil, acrescentou especificações para reforçar os prédios contra a força de ondas sísmicas. Isto inclui o reforço de material de apoio, assim como o projeto de prédios flexíveis para absorver as vibrações sem cair ou se deteriorar.
Está na hora do Brasil acordar e tomar medidas para se prevenir em casos de desastres, e também educar o público como preparar a casa e como se deve agir em casos graves. Quem achava que o nosso país estava livre dessas ameaças da natureza se enganou, Deus deve ter desistido de ser brasileiro.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Do you speak english??


Eu cheguei a começar um cursinho de inglês, mas como não terminei o curso eu tenho não só a vontade como também a necessidade de terminá-lo. Para compreender textos e falas lentas eu até que me viro, no cursinho pré-vestibular tinha um professor muito bom, aprendi muita coisa, não posso negar, mas a falta de prática me fez enferrujar.
A língua inglesa é hoje um diferencial na hora de conquistar um emprego, seja em qual área for, no jornalismo então, é algo primordial. Lembro de uma vez que fui fazer teste para estágio no Consulado Inglês. Entedia tudo que a entrevistadora falava, mas na hora de responder a língua travava.
Eu sempre morri de vergonha de falar em inglês, mesmo sendo uma das melhores alunas, mas é que eu tenho dois probleminhas graves: perfeccionismo e insegurança. Outra coisa que me atrapalha muito é a preguiça, quando tenho que ler algo em inglês eu fujo. Quando é na internet eu acabo apelando para o Babel Fish que, aliás, tem um sistema horroroso de tradução, mas dá pra se ter idéia do que o texto fala.
Esses dias recebi um guia de viagem de Nova York, até tentei ler, mas não consegui e larguei o book em cima do computador junto com um dicionário. Outra coisa que também preciso aprender é gostar de inglês, sempre busquei a língua como uma ‘obrigação’, nunca me interessei por ela realmente.
O que não acontece com o espanhol, que amo de paixão, mesmo sem fazer curso eu falo, leio e escrevo muito bem. Mas porque sempre fui estimulada a procurar saber e conhecer esse idioma.
A Revista Nova desse mês trouxe uma matéria bem legal sobre esse ‘travar’ na hora de falar inglês, mesmo sabendo o que dizer você acaba ficando sem atitude, gagueja, ou simplesmente não sai nada do sua boca. Nada além do básico como o famoso “The book is on the table”.
Na matéria a autora que também revela que passa por esses problemas dá duas dicas importantes pra tentar superar esse trauma de falar a língua do Tio San como o simples ato de praticar, vendo filmes legendados e não dublados, conversar com amigos que dominam a língua. Outra dica seria aprender longe de livros, usando músicas e noticiários estrangeiros. Vou tentar!!!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Exponha-se

Esses dias me peguei assistindo uns vídeos no YouTube de uma turma de meninas que estão nos EUA fazendo intercâmbio. Não tinha nada de importante naqueles vídeos, mas percebi que se filmar fazendo nada e falando coisa nenhuma é a nova onda na internet.
Depois dos blogs, fotologs e orkuts agora você pode se expor fazendo um vídeo de qualquer coisa, filmado em qualquer lugar. Tudo para se mostrar, se aparecer. Filmes com pessoas comendo, dirigindo, pulando na cama, fazendo compras... Atitudes corriqueiras que não trazem nada de novo.
Na semana passada um grupo de meninas americanas gravaram e colocaram na internet um vídeo onde seis garotas espancavam uma colega que teve graves ferimentos e traumatismo craniano, elas tinham como objetivo a fama. E conseguiram.
Cada minuto que passa esses sites recebem centenas de vídeos de conteúdo dispensável, que alimenta somente o ego do autor e a curiosidade de quem se interessa por essas pessoas.
Uma moda absolutamente inútil que tem tomado espaço no mundo virtual. Isso acontece porque na internet você pode conhecer o mundo todo e pessoas do mundo todo podem te conhecer. Esse fato ilude muitas pessoas que querem ganhar destaque.
Eu ainda prefiro o anonimato, mesmo alimentando dois blogs, um fotolog e um orkut eu só divulgo o que é necessário que saibam de mim ou dos outros. Mas tem gente que não se importa com isso, quer se expor, que se aparecer. Nesse caso não tem outra saída, que ser expor? Exponha-se!


quarta-feira, 2 de abril de 2008

Trabalhos...

Estou desenvolvendo um projeto bem legal em parceria com uma nova amiga de profissão. Ela lá de Pernanbuco e eu aqui de Sampa escrevendo sobre coisas de meninas. Com certeza algo que trará bons resultados. Aguardem novidades.

Outra coisa legal que aconteceu é que consegui mais um freela free. Agora sou colaboradora do site Moda Digital. Escrevo sobre beleza, matérias curtas, mas bem interessantes sobre maquiagem, cabelos, pele e etc... Vale a pena conferir.

Enquanto o projeto não sai estou tendo uma experiência bem bacana com uma matéria que escrevi para o Guia da Semana, mas que por questões internas do site acabou não sendo publicado.
Como o assunto do texto é muito interessante acabei enviando para alguns amigos e amigas que precisavam ler as minhas conclusões sobre o tema... A reação de quem lê me deixa bastante feliz: Vou mostrar para fulana porque ela está passando por isso.
De modo informal muitas pessoas já leram o artigo que escrevi falando sobre os homens que gostam de iludir muitas meninas sem desejar ter algum relacionamento com ela.
Essa relação direta com leitores é muito legal. Aqui no trabalho do JP também acontece isso, meus artigos e editoriais são as únicas coisas que o editor chefe lê. E graças a Deus ele sempre aprova.

Para quem está ingressando agora no jornalismo e precisa ganhar experiência eu posso indicar essas duas dicas: procure trabalhos como colaboradores de sites e revistas, ainda que não seja remunerado ou monte um blog e mostre seu trabalho. Com certeza esse feed back recebido fará você evoluir muito.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Azar, o nosso!

Essa semana o governador de Nova York, Eliot Spitzer, apresentou sua renúncia ao cargo, dois dias após a explosão do escândalo que revelou suas ligações com uma rede de prostituição de luxo.
O governador deixará o cargo na próxima segunda-feira, dia 17, e seu vice, David A. Paterson assumirá o estado. O fato mostra a diferença cultural que existe entre Brasil e Estados Unidos, pois lá um escândalo moral consegue derrubar o parlamentar de seu cargo, enquanto aqui isso não existe.
Bill Clinton foi protagonista de um outro caso, onde um escândalo como esse gerou o primeiro processo de impeachment de um presidente americano, isso aconteceu devido a um relacionamento que Clinton teve com uma estagiaria da Casa Branca. Lá as virtudes morais e a família são fatores que determinam a vida pública de alguém.
Os americanos defendem o sentido da família, onde um homem que não zela por sua casa não é capaz de defender a sociedade E no caso do governador de Nova York além do relacionamento fora do casamento também consta o fato de estar envolvido em algo ilegal: a rede prostituição.
Enquanto que no Brasil os políticos podem se envolver em desvio de verba pública, uso indevido de cartões corporativos, ganhos extras com caixa dois, pensões milionárias para filhos de relações extraconjugais e mais uma inúmera lista de não conformidades. Muitas delas até se tornam CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito), os acusados são ouvidos, nomes e contas revelados, mas de fato nada acontece.
Se os brasileiros tivessem essa cultura americana muitas ‘figurinhas’ políticas teriam deixado de circular há anos, infelizmente isso não é levado em conta e em ano eleitoral como este ainda é capaz que essas ‘figuras’ se repitam. Azar, o nosso!

terça-feira, 11 de março de 2008

Uma lição de respeito

Essa semana um jornal que circula na cidade de São Paulo trouxe uma entrevista com os lixeiros da capital e um deles dizia que o ‘paulistano é preguiçoso’ ao justificar o motivo pelo qual ele e seus quase 3 mil colegas sofrem perfurações, cortes e até mordidas de cães.
A declaração dos profissionais me fez lembrar algo que a minha mãe me ensinou há alguns anos quando eu abri uma pote de leite condensado e estava jogando no lixo a lata aberta. Minha mãe disse: filha coloca a tampa pra dentro pra não machucar a mão de quem for mexer no lixo.
Confesso que naquela hora imaginei que era excesso de bondade da parte dela. Pois ninguém se preocupa com quem mexe no lixo, seja coletores da prefeitura ou quem trabalha com reciclagem. Aliás, ambas as profissões sofrem preconceitos.
Lembro também que um argumento que alguns professores na escola usavam para ‘incentivar’ meus colegas a estudar era o famoso “se você não estudar você vai virar lixeiro”, como se a profissão fosse menos digna que qualquer outra atividade.
Diria que para o tamanho da cidade de São Paulo, os lixeiros têm uma importância sem par, pois são eles que livram o município das 15 mil toneladas de detritos que produzimos todos os dias. Mesmo assim, mensalmente cerca de oito trabalhadores da coleta se acidentam no trabalho nas zonas sul e leste. Por ano, isso equivale a 6,4% dos 1,5 mil lixeiros que trabalham na área.
A maioria dos casos de acidente no trabalho desses profissionais decorre do descuido da população, que, ao colocar objetos cortantes e perfurantes nos sacos com detritos, não os embala corretamente, deixando os trabalhadores vulneráveis a acidentes. Minha mãe estava certa, precisamos deixar a preguiça de lado e fazer a nossa parte para evitar acidentes.
Não era excesso de bondade da parte dela, o que minha mãe queria me ensinar era uma lição de respeito. Respeito por quem trabalha por mim, levando o lixo que produzido para os aterros da prefeitura. É isso que muitas pessoas precisam aprender.
Sempre que for colocar o lixo na rua preste atenção se os objetos cortantes estão embrulhados de forma que não fure o saco; espetos, seringas, agulhas e lâminas precisam ser colocados dentro de uma garrafa peti; não deixe o lixo nas grades da sua residência, coloque-o para o lado de fora e não esqueça de prender seu cachorro. São dicas simples que podem fazer toda a diferença.

segunda-feira, 10 de março de 2008

London, London

Tenho uma vontade enorme de ir pra Londres, passar uns meses, fazer algum curso e se me adaptar mudaria de vez. Não consigo explicar o motivo, mas há muito tempo conhecer/morar na capital inglesa está na minha lista de prioridades, ou diria de sonhos?
Esse mês a Revista Gloss e a Criativa trouxeram matérias sobre essa cidade. Uma fala sobre quanto custa passar duas semanas lá (R$ 2.400 mais ou menos sem contar as passagens aéreas e dormindo em albergue) e a outra fala de aspectos gerais da vida em Londres.
Como prioridade nesse ano, estou me empenhando para juntar dinheiro para realizar os tópicos dessa lista de desejos que é pequena, mas com artigos um tanto quanto caros...rs Me cadastrei em um site muito interessante destinado a finanças femininas, Mulher Invest, com dicas de carreira, trabalho e lógico, de poupar dinheiro. Hoje recebi um news letter de como conseguir emprego em Londres, com alguns links para pesquisa de vagas.
Pesquisei vagas para jornalista e descobri que em média um jornalista na Inglaterra ganha em torno de £ 30.000 (trinta mil libras esterlinas) per annum + benefits. Isso dá em torno de R$ 17.813,67, algo como R$ 1.484,41 por mês no Brasil. Nada mal. Está dentro da média do sindicato de São Paulo.
Também descobri que lá a famosa Rua 25 de março tem o nome de Oxford Street (rua de comércio popular), enquanto que a sofisticação da nossa Rua Oscar Freire se situa na Regent Street. Já sei que quando estiver por lá vou passar mais tempo na Oxford, apesar de detestar a 25.
Ah! As dicas de viagens de trem são pra lá de interessantes, conhecer outras cidades e até países com algo em torno de £ 7 é bem tentador, pensando em tudo que li acho que dá pra tentar sobreviver nesse sonho. That God helps me!
Imagem 1: Oxford Street, comércio popular em Londres.
Imagem 2: Regent Street e o ponto 'chique' da cidade.

terça-feira, 4 de março de 2008

Presidentaaaaaaa


Será que a solução para o Brasil é colocar uma mulher como presidenta? Não quero falar sobre isso só pela comemoração do Dia Internacional da Mulher, nem pela briga acirrada que Hillary Clinton tem travado com seu opositor, Barack Obama, que prova a resistência e garra que a mulher de hoje tem para almejar cargos de muita responsabilidade. Mas principalmente por saber que nós mulheres temos sim, capacidade para governar uma nação, ainda que seja a mais ‘forte’ do planeta.
Esses dias a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, recusou mais de 300 documentos que estavam destinados a ela como presidente, com E e não com A. A forma com ela insiste em ser chamada pela pronúncia correta do feminino de presidente chamou a atenção da mídia. No cenário político atual Cristina é a segunda mulher a frente de um país na América do Sul. A outra é Michelle Bachelet que preside o Chile.
O Equador já foi presidido por uma mulher, Rosália Artega, que era vice-presidente e teve que assumir o país em 1997 quando o então presidente, Addalá Bucaram, foi impedido de governar pelo Congresso. Como vice, Rosália assumiu o comando do país, mas seu rival, Fabián Alarcón, líder parlamentar, recebeu total apoio do Congresso e como a Constituição do Equador não dizia quem deveria assumir, Alarcón ganhou essa disputa.
Outra mulher que teve alguns meses de glória a frente de um país sul-americano foi Lídia Gueiler Tejada que foi presidente da Bolívia de 16 de novembro de 1979 a 17 de julho de 1980.
Até a República Guiana já foi governada por uma dama, Rosalie Janet Jagan, esposa de Cheddi Jagan que foi Primeiro-Ministro e Presidente da Guiana. Rosalie ficou no poder de 1997 a 1999, passou a ser a 2º mulher da história do continente a assumir um país depois de Isabel Perón, porém a foi a primeira eleita democraticamente.
Mas voltando para o Brasil, quem seria uma boa candidata para o cargo? Especula que o presidente Lula esteja engatilhando a Ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, como sua substituta. Ela nunca disputou o cargo, e ainda é nova de filiação no partido do presidente, o Partido dos Trabalhadores (PT), sabe-se pouco sobre ela. Entre suas características (destacadas na edição da Revista Veja, edição 2050 de 05/03/2008) está ter raciocínio rápido e domínio em assuntos do governo, por outro lado a revista destaca que a Ministra tem gênio difícil e pavio curto.
Não quero parecer feminista, tão pouco apoiar qualquer pré-candidatura, mas acredito sim que uma mulher no comando do país poderia fazer uma grande revolução na nossa história política e também cultural.
Afinal as mulheres se acostumaram a ter mais de uma tarefa diária. Cuidam dos filhos, trabalham fora, cuidam de sua vida social, da família, dos serviços domésticos, fazem compras no mercado, vão ao shopping, salão de beleza e algumas ainda conseguem tempo para praticar esportes ou atividades extras.
Com certeza o papel da mulher na sociedade mudou. Os valores mudaram e hoje elas conseguem comandar grandes e pequenas empresas, por que não o Brasil? Hoje cerca de 11,3 % dos políticos no país são mulheres (dados da eleição de 2006), agora nos basta saber qual dessas representantes femininas almejarão ao cargo. Espero que seja uma que tenha a audácia da Hillary para brigar por este posto, a determinação de Cristina para defendê-lo e a seriedade de Michelle para levar nosso país a superar seus desafios.