terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Os problemas da profissão

Dessa vez não vou falar de salário, nem da questão de poucas vagas no mercado extremamente competitivo. Não por não serem importantes, mas porque identifiquei problemas piores na área.
Estou fazendo um teste em um jornal da região do Alto Tietê. Essa é a segunda semana, mas o trabalho aqui é completamente fora daquilo que aprendemos na faculdade.
Um problema grave nesse periódico é a importância dada às matérias: nenhuma. Como pode um jornal não zelar pelas informações que apresenta. Aqui não somos repórter, somos redatores. Não saímos pra fazer cobertura, nem coleta de informações. Esperamos tudo chegar mastigado das assessorias de imprensa das prefeituras.
Outro problema são os contratos políticos. Se o prefeito de uma cidade dá um dinheiro a mais pro jornal ele tem prioridade nas notícias... O jornal sai assim: “Prefeito Fulano da Silva faz isso’; “Prefeito Ciclano dos Santos faz aquilo”.
Isso não é jornalismo. Isso é politicagem das mais precárias que existe.
Mas se meu salário virá deles o que eu posso fazer?? Estou disposta a mudar algumas posturas, definir alguns padrões nos textos e na diagramação desse jornal. Mas não estou certa de que serei atendida.
Deus, salve o jornalismo regional!!!!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

O valor do meu trabalho

Desde a úlltima postagem neste blog já tive que responder duas vezes essa pergunta: Qual a sua pretenção salarial?
Continuo engasgando para responder.
Prefixo me lembrar que sou uma jornalista formada, com registro (Mtb), e muito bem preparada para exercer a função e por isso, preciso ser remunerada como tal.
Conversando com alguns profissionais a orientação é olhar no site do Sindicato dos Jornalistas. E foi o que eu fiz.
Abaixo coloco alguns valores das funções exercidas por um jornalista e quanto seria o 'certo' para ser pago. Sem bem que já tenho a informação de que a maioria das empresas pagam menos. Outras pagam mais.
O mais intrigante é que eu só encontro as vagas que pagam menos...muito menos que o 'piso'.
Veja a relação:

Preços Para Redação
Reportagem para qualquer mídia - lauda com 1.400 caracteres com espaços :
Com uma fonte =
R$ 162,00
Com duas ou três fontes (mais 25%)=
R$ 203,00
Com quatro ou mais fontes (mais 50%)= R$ 243,00

Edição (preço por página)
Standard= R$ 165,00
Tablóide= R$ 120,00
Revista= R$ 97,00
Veículo Eletrônico (página com 1.400 caracteres, incluindo espaços)=
R$ 209,00
Pauta
Pauta com até 3 contatos prévios = R$ 191,00
Pauta com mais de 3 contatos prévios= R$ 254,00

Preços Para Assessoria de Imprensa
Hora de trabalho para a elaboração de projeto e o atendimento de conta, que pode englobar as seguintes atividades: reunião de briefing, planejamento, produção, textos, relacionamento com a imprensa e fechamento/avaliação, sendo que qualquer trabalho básico de assessoria comporta um mínimo de 15 horas. = R$ 203,00 por hora
Por dia, para atendimento e cobertura em eventos e coletivas= R$ 215,00

(- de segunda-feira a sábado R$ 430,00 - aos domingos)
Para trabalhos contratados por período de 30 dias=
R$ 3.000,00
Redação de artigos (por lauda de 1.400 caracteres)= R$ 203,00
Redação de discursos por lauda (tempo médio de leitura/lauda - 2,5 minutos) = R$ 243,00


Quero não somar o quanto eu teria ganho nos trabalhos anteriores que fiz sem cobrar nada só para ganhar experiência. Até porque é graças a eles que estou recebendo esses contatos de empresas interessadas no meu trabalho. Mas é aquela história que Lois. P. Frankel diz: Mulheres boazinhas sabotam suas carreiras. ( erro apontado no livro: Mulheres Ousadas Chegam Mais Longe- ainda não li) Sorte minha que percebi isso logo no começo.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Boazinha demais


Li o livro "Mulheres Boazinhas não Enriquecem" e entre vários erros que as mulheres cometem no mundo das finanças está o erro de não saber dar o valor do seu trabalho. Não me refiro a valor moral e sim financeiro.

E é verdade. Todas as vezes que me perguntam qual é a minha pretenção salarial eu engasgo e acabo dizendo que não tenho. E não tenho mesmo!

Não sei quanto valhe o meu trabalho. Não gosto dessa sensação de que eu sou uma mercadoria, na verdade eu não sou, meu trabalho físico e intelectual é que é.

E isso me apavora! Preciso aprender a dizer quanto valhe meu trabalho, deixar de ser boazinha. Mas acredito que isso demore um bom e longo tempo.


Por que tão crítica?

Saiu na sexta-feira a terceira matéria minha no Guia da Semana.
Aquela sobre moda que disse. Mas não pode publicar a matéria original. Pediram para criticar.
Então entrei em um dilema, porque é difícil criticar algo que você goste. Mas achei um assunto legal e o resultado você confere no link:
http://www.guiadasemana.com.br/noticias.asp?/TEEN/SAO_PAULO/&a=1&ID=16&cd_news=34261&cd_city=1

Muito bom!