sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Call center terá de atender consumidor em 20 segundos

O Governo iniciou audiências públicas para regulamentar os serviços de atendimento por telefone, algo absolutamente necessário, porém complexo de se resolver com tamanha urgência que o serviço pede. Entre as normas que serão discutidas está a do cliente receber um atendimento pessoal em 20 segundos.
Pra quem já precisou ou precisa constantemente de ligar em uma central de atendimento, famosos SAC’s (Serviço de Atendimento ao Consumidor), com certeza se irritou ao ser transferido de um setor para outro e na maioria das vezes não conseguiu ser atendido ou não conseguiu a resposta que desejava.
Essas reclamações são tão constantes que a maioria das empresas que possuem esse serviço está na ‘lista negra’ do Procon com milhares de reclamações e as que mais geram insatisfações são os atendimentos de operadoras telefônicas, TV a cabo, bancos e empresas aéreas.
Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), as novas regras para os serviços de call centers não alterariam o Código de Defesa do Consumidor (CDC), o que torna mais fácil a criação das novas regras, pois não seria necessário aprová-las no Congresso. Três audiências públicas serão realizadas nos dias 9 e 30 de abril e 14 de maio. A proposta final deve ser fechada até julho. A expectativa é que as novas normas entrem em vigor em seguida.
O objetivo dessas mudanças é melhorar o atendimento. A principio essa é uma ótima idéia, pois é insuportável ficar aguardando até horas para ser atendido e muitas vezes não conseguir atingir o objetivo da ligação. Sem contar que essa medida, se for aprovada, gerará vários empregos, afinal a demora do atendimento se dá pelo número de ligações superiores ao número de atendentes.
Porém nem todas as normas são cumpridas no Brasil, uma norma bastante conhecida e nem um pouco obedecida é a que se refere ao tempo de atendimento em um banco dizendo que o consumidor não pode esperar mais de 15 minutos para ser atendido. Alguém aqui ficou mais de meia hora, ou até duas horas, na fila de um banco? Quem já reclamou por isso?
Esse é o grande problema dessas normas constituídas para ‘ajudar’ os consumidores. A maioria das empresas não obedece às regras e por outro lado a maioria dos clientes não reclama seus direitos. Além disso, não há órgãos responsáveis para vistoriar. A menos que alguém fique encarregado de sempre ligar para as companhias telefônicas para saber se será atendido no tempo estipulado.
O mais provável é que as regras sejam definidas de comum acordo com os setores envolvidos, isso pode gerar acordos que aumentem esse prazo inicial sugerido pelo Governo, embora esse tema seja de suma importância, a regulamentação do setor pode demorar e criar conflitos.
Estipula-se o prazo do mês de julho para que as regras comecem a valer, mas para isso as empresas devem apresentar propostas que garantam que o consumidor seja devidamente atendido por seus fornecedores. E por sua vez o Governo deverá zelar para que essas normas sejam realmente cumpridas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Só a dor produz a grande arte

Eu já reparei nisso. Sempre que estou down, coisa muito comum nesses últimos meses, eu escrevo melhor. É como se as idéias ficassem claras na minha mente. O texto corre solto pelo papel (últimamente pela tela). É como se a dor fosse uma grande fonte de inspiração.
Semana passada eu estava tão angustiada que consegui fazer o jornal sozinha. E foi a edição que mais teve matérias, sem dúvida a melhor edição que saiu depois que entrei pra equipe do JP. Em falar em equipe, hoje ela se resumi a mim.
Voltando a falar da dor que move meus dedos nesse teclado, eu descobri um blog muito bom, escrito por Fábio Hernandez, ele diz em um dos textos que a tristeza de Amy Winehouse é o que faz dela um sucesso. "Sei lá. O tormento pessoal é a essência do gênio de Amy Winehouse. Se ela fosse feliz, provavelmente comporia canções tolas de amor. Silly love songs", escreve o autor.
Lembro de grandes poetas e escritores que nas suas melancolias se tornaram grandes escritores, como Augusto dos Anjos, Olavo Bilac, Pedro Bandeira... Tantos nomes que me fugiram da cabeça. Concordo plenamente que a grande arte é triste.
Fábio ainda diz que a arte feliz é arte barata, "A grande arte é infeliz, atormentada, como se vê em Amy. A arte barata, como a dos pagodes, é festiva." Eu diria mais, diria que quando estamos alegres somos bobos. Não consigo produzir nada de interessante quando estou nos meus raros momentos de felicidade.
Não sei se realmente tenho alma de escritor, afinal estou me comparando a eles (aos grandes). Talvez tenha. Talvez a única coisa em comum seja a melancolia. Ou os motivos que resultam em tristeza, como a solidão.
A única coisa que sei é que essa dor me faz produzir uma grande arte. A arte que amo fazer, a arte das letras. De fazê-las terem sentido, de dizer algo de importante e útil. Ou simplesmente a arte de colocar pra fora a dor que tenho por dentro.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Por que fechar as bibliotecas?


Eu sempre fui fascinada por leitura. Minha mãe me incentivava me presenteando com gibis e conforme fui crescendo fui pegando gosto pela prática. Na época da escola e também da faculdade eu era freqüentadora assídua das bibliotecas, tanto as das instituições como também as bibliotecas públicas dos bairros próximos a mim, como Penha e São Miguel Paulista.
Essa semana recebi a triste notícia que quatro bibliotecas da cidade passarão por mudanças, uma será fechada, duas delas serão transformadas em centros culturais e a outra será fechada ao público e só atenderá aos alunos de uma escola infantil da região.
As medidas foram tomadas pela prefeitura devido a falta de leitores. Essas bibliotecas tiveram cerca de 64 visitas por dia, uma chegou a ter em média 30 visitas, que no total do ano somou apenas 10 mil pessoas, enquanto a média de visita aos outros acervos da cidade passou de 50 mil.
O problema da falta de leitores deveria ser combatido em âmbito nacional com políticas que transformassem a leitura em um lazer. Incentivando as crianças a freqüentarem as bibliotecas e também livrarias, afinal a leitura é um hábito bastante saudável.
Mas infelizmente a atitude da prefeitura é simplesmente fechar os estabelecimentos ou mudar a função deles no lugar de promovê-los para que a população entenda importância deles como fonte conhecimento e bagagem cultural.
Para se justificar a prefeitura envia nota dizendo que suas atitudes buscam modernizar as bibliotecas e assim estimular o interesse por elas. Até estão criando o sistema de bibliotecas temáticas. Segundo dados da prefeitura da capital, foram adquiridos mais de 85 mil livros no ano passado, acredito que a melhoria do acervo é sim uma prática louvável, mas ainda sustento a opinião de que é necessário desenvolver o interesse pela leitura atraindo o público para dentro das bibliotecas, trabalhando junto com as Secretária de Educação e Cultura, agindo para que os pais incentivem seus filhos e assim possamos ter uma cidade que lê, que aprecia a leitura e se torne mais culta para decidir seu futuro.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

A fofoca une as pessoas


Li essa frase em uma revista essa semana e realmente é verdade. Já ganhei vários amigos comentando sobre a vida alheia. E para quem sempre defendeu a idéia de escrever ‘coisas sérias’ eu estou me tornando um Leão Lobo. E o pior: adoro isso.
Quando trabalhava na Av. Paulista eu recebia os jornais Destak SP e Publi Metro, exatamente pelas fofocas passei a ter o hábito de ler jornal de trás pra frente. Aqui no JP eu faço a editoria de Variedades com mais facilidade do que escrevo a de Nacional.
Na matéria que li estava escrito que existe uma explicação cientifica para o ato de fofocar. O psicólogo americano Frank McAndrew fez algumas pesquisas e descobriu que homens gostam de falar de homens e as mulheres de outras mulheres, geralmente das que têm a mesma faixa etária. “Prejudicar a imagem de um concorrente é sempre bom na disputa pelos melhores provedores”, disse o psicólogo à Revista Criativa (fev 2008).
OK, OK... Eu acho que a fofoca é um mal necessário. É ruim pra quem fala e mais ainda pra quem é a vítima. Tento evitar falar mal das pessoas que estão perto de mim, mas gosto de acompanhar as matérias sobre a vida dos artistas. Sei que eles são tão reais quanto os meus amigos e eu, mas quando se é famoso as pessoas supervalorizam, os tornam como deuses e essas fofocas os tornam tão humanos quanto os anônimos.
Ainda na matéria da Criativa, uma jornalista americana relata que “ ao falar mal de pessoas famosas, temos um prazer duplo. Primeiro nos sentimos mais íntimas delas ao conhecer detalhes de sua história. Segundo, percebemos que elas não são assim tão perfeitas, o que é sempre consolador”, assim defende Jeannette Walls, ex-colunista de celebridades do Jornal USA Today.
Pensando por esse lado, podemos dizer que a fofoca é boa e ruim. Esse tema até daria uma tese de doutorado. É tão óbvia a preferência dos leitores e telespectadores por esse tema que as bancas de jornais têm centenas de revistas e folhetins especiais de fofocas... Na TV alguns programas só sobrevivem pelas notícias de celebridade, seja quem for... até os BBB’s.
Às vezes é constrangedor pro profissional de notícia ver seu trabalho resumido à página do Horóscopo. Não deve ser fácil a vida de um paparazzo, mas sem demagogia, deve ser um luxo trabalhar com a Joyce Pascowitch.