terça-feira, 22 de julho de 2008

O que eu não aprendi na faculdade

Sair da cadeira da faculdade e enfrentar o mercado não é nada fácil. Mas existem alguns órgãos que auxiliam esses novos profissionais e defendem o trabalho jornalístico, oferecendo conferências, cursos e palestras. Confesso que não é fácil interagir com eles, mas se você tiver um tempinho, busque no google e descubra qual deles pode te informar melhor como se relacionar com as empresas do ramo.
A Associação Nacional de Jornais (ANJ), representa a indústria jornalística e atua defendendo três grandes objetivos: Defesa da liberdade de imprensa, reposicionamento dos jornais brasileiros perante o mercado e valorização do jornal na educação e na construção da cidadania. Está atrelada à empresa jornalística e não aos profissionais.
Já a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) congrega Sindicatos de Jornalistas do Brasil e representa os jornalistas, em nível nacional, para defesa dos seus interesses profissionais, lutas e reivindicações. Seus objetivos é promover o intercâmbio com outras entidades sindicais nacionais e internacionais; zelar pela ética jornalística e defender a liberdade de imprensa; entre outros. Está ligada diretamente aos profissionais através dos sindicatos.
A Fenaj ainda emite uma carteirinha, prevista em lei, que serve como documento de identidade, válido em todo território nacional e se solicitado também é emitido uma carteirinha internacional.
O sindicato dos jornalistas luta pelos direitos dos trabalhadores, pela democracia e cidadania. Assim como melhorias no exercer da profissão e na defesa dos profissionais da mídia. Para se filiar ao sindicato você tem que possuir o Mtb e contribuir mensalmente com uma quantia que varia de acordo com a cidade (São Paulo Capital R$ 30, interior e Grande SP R$ 16).
Os sindicatos também oferecem cursos de formação complementar, profissionais e estudantes podem participar, mas sai mais barato para quem é sindicalizado.
Uma grande amiga estava me dizendo que para área de jornalismo bons contatos são essenciais e você fazendo esses cursos ou se envolvendo nessas atividades você consegue ampliar seu leque de contatos. Está dada a dica.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Mulheres são maioria entre eleitores e só 20% dos candidatos

Essa semana o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que o número de eleitores do país ultrapassou a marca dos 130 milhões. Entre 2006 e 2008, o eleitorado brasileiro cresceu 3,7%, passando de 125.764.981 para 130.469.549.
Segundo o TSE, as mulheres não apenas mantêm o posto de maioria dos votantes no país como vêm aumentando sua participação: eram 51,3% em 2004, passaram a 51,6% no pleito de 2006 e serão 51,8% do colégio eleitoral nas eleições deste ano.
Enquanto no eleitorado brasileiro as mulheres superam os homens, no balanço parcial do registro de candidatos para as eleições municipais de 2008 indica que a participação feminina na disputa pelos cargos eletivos ainda está bem abaixo do percentual masculino.
Na cidade de Itaquaquecetuba, não há nenhuma mulher disputando a prefeitura e na briga pelo cargo de vereador somente 24% dos 283 candidatos são mulheres. Parece um número pequeno, mas está dentro da média nacional.
Segundo o TSE, dos 371.030 candidatos que disputarão os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores em 5.565 municípios brasileiros, as mulheres são apenas 77.215, ou 20,8% do total.
Acredito que a participação feminina na política precisa ser estimulada, nós mulheres precisamos entender que devemos participar mais ativamente na política, aliás, temos que aproveitar que a maioria do eleitorado é mulher e coloca-las do outro lado das urnas.
Mas se lembrarmos que há alguns anos as mulheres nem poderiam votar. No Brasil, o voto feminino só veio a ser reconhecido, no sistema federal, com a aprovação do código eleitoral de 1933. Hoje, 75 anos depois, a participação feminina na política pode ser considerada uma importante conquista.
Se olharmos no cenário mundial notamos que importantes países estão sendo comandados por mulheres como é o caso da Alemanha, Chile e Argentina. Talvez o Brasil seja o próximo, mas o que precisamos entender é que indiferente do gênero precisamos de alguém com capacidade para trazer melhorias significativas para a sociedade de modo geral.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Aborto: sim ou não?

Desde 1991 o tema aborto é discutido no plenário nacional. A última discussão sobre o caso aconteceu ontem, dia 9 de julho, onde a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou um parecer contrário a dois projetos que descriminalizam o aborto. Um dos projetos prevê a descriminalização total, enquanto outro permite a interrupção da gravidez de até 90 dias. Ambos podem ir para o plenário da Câmara.
Acredito que debaixo da constituição federal que garante o direito a vida não se pode aprovar esses projetos de leis, mas por outro lado existem tantos motivos para se interromper uma gravidez, principalmente a que se trata de casos de estupros.
Já ouvi muita gente levantando a bandeira dizendo que se deve legalizar o aborto porque a mulher tem o direito de se decidir pelo seu corpo, mas discordo. Estamos no século XXI e métodos contraceptivos são encontrados gratuitamente nos postos de saúde ou a custo baixo. Então não dá pra dizer que o aborto é a melhor forma de se optar em não ter filho.
Acredito que a sociedade tem que discutir mais sobre esse assunto. Talvez fazer um plebiscito como sugeriu o deputado federal José Genuíno (PT) que é favorável a descriminalização. Aliás, muitos políticos do PT são a favor disso.
Quando estava no primeiro ano da faculdade fiz uma matéria sobre esse tema e entrei em contato com a ONG Pró Vida e Pró Família que tem ligações diretas com a Igreja Católica. Recebi de um dos representantes (me perdoem, não lembro o nome e o email que usei naquele ano foi desativado) uma lista de projetos de leis que aprovavam abortos em determinados casos. Uma grande maioria era de autores petistas e os textos eram altamente racistas.
Será que definir se o feto pode nascer baseado na raça e classe social é válido? Pois era o que dizia um dos projetos que li. Lamento muito por não ter guardado todos esses textos, pois em ano de eleição como esse, muito desses políticos seriam expostos com esses projetos tão nazistas.
Mas para quem defende a vida e o direito de viver a notícia da não aprovação é uma vitória, mas enquanto não se tem um parecer final, inúmeras clínicas clandestinas praticam o ato e é algo que a justiça não consegue controlar. Então cabe a mim e a você fazer o que é mais seguro: prevenir.

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terça-feira, 1 de julho de 2008

Jornal Grande x pequeno

Enquanto alguns noticiam a possível venda do Estadão para a InfoGlobo devido algumas dívidas, o jornal gratuíto “Destak” passa a circular na capital carioca e almeja outras importantes capitais.
Na época da faculdade ouvi diversas palestras onde profissionais renomados anunciavam o fim do jornalismo impresso frente ao desgaste dos leitores, a mídia digital e também a grande manipulação existente na grande mídia.
Dizem que o Estadão é um jornal altamente tendencioso, mas não acredito que isso vá melhorar com a direção dos Marinhos, não acredito que exista uma empresa mais manipuladora que a Globo.
Mas o que eu realmente percebo é que jornais como o Destak e o PubliMetro são o futuro promissor do jornalismo. Diários gratuitos, com linguagem atual e sem partidarismo. Tudo que os leitores precisavam.
Talvez seja esse o segredo para preservar o bom jornalismo impresso. E talvez isso explique o porquê uma empresa tão grande quanto O Estado de São Paulo enfrenta uma crise interna enquanto um jornal que chegou em São Paulo há apenas dois anos está crescendo e ganhando outros espaços.