sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Dar o peixe ou ensinar a pescar?

Pesquisas divulgadas essa semana mostraram que as políticas sociais estão melhorando a vida da população de baixa renda, dando oportunidade para essas pessoas terem crédito e acesso a saúde e educação de qualidade, comprovando que é necessário investir em ações afirmativas que beneficiem os menos favorecidos.
No início do mês um levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Avançadas) revelou que o número de pessoas pobres -com renda igual ou inferior a meio salário mínimo- caiu de 35% para 24,1% no período de 2003 a 2008.
Em relação à classe média, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que ela já representa mais da metade da população brasileira (51,89%); em abril de 2002, esse número era de 44,19%. A FGV define a classe média como famílias que possuem renda entre R$ 1.064 e R$ 4.591 (R$ 214 a R$ 923 durante o mês por pessoa).
O Ipea revelou que os fatores que levaram à diminuição da pobreza a expansão da economia são: a promoção de programas sociais e uma série de políticas mais focadas nos pobres, além do aumento de salário mínimo.
Outro ponto positivo para programas sociais foi divulgado essa semana, que mostrou que rendas auxiliares como o Bolsa Família não desestimulam os beneficiados a trabalhar, pelo contrário, serve como estimulo na busca por emprego.
Com isso, a noção de que programas de transferência de renda gera desinteresse em trabalhar é baseada mais em preconceito do que em evidências. E sendo assim “dar o peixe” está servindo para despertar a população carente para “aprender a pescar” e a os índices mostram o beneficio social que esses programas têm gerado.
Outra pesquisa importante foi levada a público dizendo que o nos últimos anos aumentou o número de alunos com baixa renda nas universidades. Esse aumento é fruto do aumento de vagas nas universidades particulares, a diminuição na mensalidade e também ao programa ProUni que concede bolsas de estudos para alunos vindos de escola pública que tiveram bom desempenho no resultado do Enem.
Tudo isso prova que o Brasil precisa realmente de programas sociais que ofereçam oportunidades para igualar os acessos da população em serviços básicos como a educação e ao trabalho. Pois somente aumentando o crédito da população e o grau de instrução é que teremos uma sociedade menos desigual.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Recicle seu ciclo?



Acabei de ler em uma comunidade do Orkut uma sugestão de pauta que eu jamais poderia imaginar: absorventes recicláveis.
Minha mãe me contou que usava lenços (panos) para conter a fluxo, até que inventaram os absorventes. Lembro que eles eram bem grossos, já usei um daqueles e era bem desconfortável. Mas nasci na era Intimus Gel... sem fazer propaganda, cresci na época onde os absorventes podem ter vários tamanhos, formatos e até cheiro.
Pra mim não existe nada mais moderno e que explique a evolução feminina do que essa revolução que os absorventes sofreram e nós mulheres agradecemos muito a toda a tecnologia e às pessoas que trabalham por ela.
Mas nunca tinha parado para pensar que esses absorventes possuem ingredientes tóxicos que poluem o meio-ambiente e ainda demoram cerca de 100 anos para se decompor. Parei para fazer a conta e descobri que devo ter usado algo em torno de 2300 unidades deles e que todos eles ainda nem começaram a se decompor. :S
Como estamos acordando para o perigo que o mundo corre graças a toda essa pós-modernidade, inventaram um absorvente reciclável. É feito de algodão e tem restrições de só ser lavado com água e sabão neutro. Branco por dentro e colorido por fora. Lembra uma fralda antiga daquelas que eram de algodão por dentro, mas de plástico por fora. Em falar em fraldas já deve existir esse modelo pra elas também. (vou pesquisar)
Tem um site que explica melhor essa idéia de reciclar seu ciclo. Veja!
Parece que na Europa e nos EUA as mulheres se conscientizaram e já aderiram ao programa, será que essa moda pega no Brasil? Se bem que até agora as EcoBags não viraram moda, quem dirá o absorvente ecologicamente correto...
A causa é boa, mas não consigo me imaginar levando um deles já usado dentro da bolsa pra lavar em casa... é estranho!!! Mas precisamos salvar o planeta.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Concorrência

Estou com um grande problema nesse período eleitoral, pois tem um jornal diário da região onde o JP circula fez um trabalho muito superior ao nosso (meu). O patrão com medo de perder “a preferência do rei” me deu um desafio de encher quatro páginas com entrevistas gigantescas com os quatro candidatos a prefeito da cidade onde a circulação do jornal é maior.
O detalhe é que por telefone eu não consigo muita coisa e o meu editor está sem interesse no jornal. Primeiro tenho que bolar uma idéia para fazer esse trabalho sem que seja parecido com o jornal concorrente e depois preciso sair dessas paredes e reportar na rua, falando com os candidatos.
Sou uma pessoa bastante criativa, mas não estou acostumada com a idéia de concorrer com alguém. Nesse caso chega a ser quase impossível, porque o jornal em questão é diário, o nosso é semanal. Vou ter que criar uma estratégia, um projeto gráfico, algo que chame a atenção dos leitores e principalmente dos patrocinadores desse veículo.
E depois vou ter que convencer meus colegas de trabalho a trabalharem para que possamos realizar essa tarefa, que pra mim é uma tarefa de superação.

Minhas idéias:

  • elaborar um especial de aniversário da cidade;
  • Entrar em contato com os moradores (bater de porta em porta) para saber as principais reivindicações deles; e
  • Buscar os candidatos para saber qual a proposta deles para essas reclamações dos moradores.

Será que fica bom???
se alguém tiver mais idéias escreva, ok!!!