quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Falha no ensino, de quem é a culpa?


Eu estava em uma reunião de jovens e um dos presentes se habilitou pra ler um trecho da Bíblia, não sei quantos anos aquele menino tem, mas com certeza passa dos 20 e por incrível que pareça ele não sabia ler, lia em ‘soquinhos’ errando as palavras e voltando para corrigi-las.
Não é a primeira vez que vejo alguém que já concluiu o ensino médio ou o fundamental que não saiba ler, infelizmente cerca de 2 milhões de crianças não foram alfabetizadas, segundo uma pesquisa baseada em dados do Pnad. Essas crianças já passaram pelo processo de alfabetização, mas, na prática, não aprenderam nada.
E daí eu pergunto: de quem é a culpa? O que adianta ter milhões de escolas espalhadas pelo país se o ensino não tem cumprido seu papel, como pode um jovem almejar a faculdade sem ao menos saber ler um trecho sem gaguejar ou errar palavras...
Eu estudei em escola pública a minha vida inteira, o ensino fundamental fui muito bom, já o ensino médio não foi lá aquelas coisas, alguns professores não mostravam interesse em ensinar, em algumas matérias chegou a faltar professores. Mas nada disso me impediu de conquistar o diploma universitário. Assim que percebi a falha no ensino procurei um cursinho pré-vestibular para me auxiliar no ingresso ao ensino superior.
Sei que a solução não são cursos particulares e que o governo brasileiro tem que acordar para investir seriamente no ensino público, mas não posso deixar de citar que os jovens e crianças precisam ter interesse em aprender. Será que esse garoto prestou atenção nas aulas que teve? Será que em algum momento ele não pensou que o que se aprende na escola ele não iria utilizar na vida? Conheço muitas pessoas que nem ao menos levavam cadernos e hoje tem dificuldades de encontrar um bom emprego por falta de qualificação. Isso mesmo, a falta de escolaridade, o não saber ler ou escrever te incapacita de aproveitar boas oportunidades.
O que quero dizer é que precisa haver pessoas com vontade de aprender de um lado e funcionários públicos com vontade de lecionar de outro. Além de bons instrumentos de ensino, escolas equipadas e com ensino de informática, laboratórios e tudo mais que for preciso.
Todo mundo tem que saber que o ensino é chave para um futuro melhor, não só o meu como o do Brasil inteiro. Vamos nos mobilizar para correr atrás do prejuízo e ajudar pessoas que saem da escola sem nenhum aprendizado. Definitivamente isso não pode mais acontecer.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Imparcialidade: ela não existe

Nesses meses de campanha política a gente acorda pra realidade: o jornalista é uma bola de ping-pong nas mãos dos donos dos veículos, e isso é lamentável.
Quem paga mais leva a opinião pública, que não passa da opinião dos donos cheios de interesses que não passam de questões econômicas.
A gente entra na faculdade achando que vai mudar o mundo denunciando um político corrupto, desfazendo máfias e quando a gente entra na área a gente aprende que só faremos essas coisas se o dono do veículo não for ‘camarada’ deles. Isso frustra qualquer profissional de boa índole.
Essa semana um colega de trabalho me lembrou de uma frase que apesar de intrigante é uma grande verdade: é melhor não ler nenhum jornal do que só ler um. Pense nisso toda vez que abrir um site, um jornal, uma revista, ou parar para assistir um noticiário na Tv ou ouvir o rádio.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Editora Chefe

São atribuições do editor chefe

  • Coordenar todas as etapas da produção e edição, da discussão e preparação da pauta, até o fechamento;
  • Ler todos os textos e mandar fazer as revisões, se necessário;
  • Pensar o jornal, seu contexto e expressão final;
  • Dar as linhas da edição do jornal de acordo com o projeto editorial;
  • Escrever a carta ou crônica do editor (que será publicada na página de opinião);
  • Avaliar o trabalho da equipe.

Faço todas essas funções, acredito eu que é esse o motivo que o editor chefe me chama de editora chefe...
Continuo fazendo tudo... eu sou praticamente toda a equipe do jornal... É uma experiência impar, mas ainda preciso me posicionar como tal. Preciso deixar com ‘a minha cara’ porque o jornal é meu currículo, minha vitrine. Mas esse é apenas o começo. Nesses oito meses que estou trabalhando aqui tive um crescimento surpreendente. Mas quero mais... muito mais.
A única coisa que me falta é fazer a avaliação da equipe porque não tem equipe... Sou eu, o dono (que só manda), o diagramador e o editor chefe (que só assina).

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Incentivo a leitura tem que ser política de Estado

Em 2008 comemora-se os 200 anos da chegada do livro no Brasil, data da chegada da família real que trouxe o maquinário para impressão de jornais e livros. Acontece que 200 anos se passaram e a leitura ainda é algo elitizado, a grande maioria da população não tem acesso a grandes obras culturais e a defasagem cultural é um dos maiores pesos na desigualdade social.
Limitando o acesso a leitura, estamos também limitando o acesso à informação sem a qual não se dá o conhecimento e não se educa um povo para ser livre e empreendedor. Sem bagagem histórica a sociedade não consegue opinar nem defender seus interesses.
O preço dos livros no Brasil faz com que a leitura seja um artigo de luxo, dificilmente quem recebe um salário mínimo vai gastar 10% dele comprando uma obra na livraria. Mas quem pode explicar por que o livro custa mais caro para o leitor brasileiro do que custa para o leitor norte-americano? Se no nosso país existem vários incentivos fiscais concedidos pelo governo.
A população merece mais espaços públicos de acesso ao livro, por acervos mais completos e atualizados nas bibliotecas públicas e por um formato de livre acessibilidade à leitura.
Precisamos incentivar as próximas gerações a ter o hábito de ler, mas antes é necessário criar mecanismo que torne mais fácil o acesso delas aos livros e tornar essa relação mais próxima, porque a leitura é um agente fundamental para a transformação social do nosso país.
Exatamente por isso, garantir a todos o acesso à leitura deve ser uma política de Estado, e a nós cabe a dedicação a leitura e também incentivar nossos amigos e parentes a ter o mesmo costume.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Viva a portabilidade

Como já trabalhei com telefonia móvel sei que o número é muitas vezes o motivo que faz o consumidor a permanecer em uma empresa que não lhe oferece vantagem nenhuma. Aliás, nos dias de hoje o celular virou um item essencial para a existência de muita de gente (por mais exagerado que isso seja).
Mas a partir de hoje algumas cidades já podem trocar de operadora tanto de telefonia fixa quanto celular e permanecer com o mesmo número. Esse serviço é resultado do trabalho da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que estipulou em R$ 4 a taxa para que o cliente aproveite a portabilidade. Mas grandes empresas do setor, como Telefônica, Claro, Vivo e Oi já anunciaram que não cobrarão a tarifa.
Por enquanto apenas os DDD’s 14 e 17 do Estado de São Paulo podem mudar de operadora com o mesmo número. A capital só terá o serviço em fevereiro de 2009, mas importante lembrar que só será possível permanecer com o número dentro do mesmo DDD. Não é permitido usar a portabilidade quando se muda de São Paulo (11) para o Rio (21), por exemplo.
Agora eu quero ver que desculpa as empresas vão dar para não perder o cliente. Com certeza a concorrência entre elas vai melhorar a qualidade dos serviços oferecidos assim como os preços das ligações e tarifas. Sem dúvida um beneficio muito grande para nós, os consumidores.