sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Greve da Policia Civil atinge população

Em greve desde 16 de setembro, os policiais civis paulistas pedem reajuste de 15% imediatamente, mais 12% em 2009 e em 2010. O governo oferece dois reajustes de 6,5% (em 2009 e 2010).
Enquanto a categoria não entra em acordo com o governo a população que necessita dos serviços desses profissionais não estão recebendo atendimento nas delegacias. Tanto que o Judiciário percebeu uma queda de 70% do número de inquéritos recebidos, pois só estão sendo encaminhados os processos com o réu preso.
No sábado, dia 24, três garotas que caminhavam pela Av. São Miguel, na Zona Leste da capital, foram assaltadas por quatro homens armados em duas motos e ao chamarem a polícia foram avisadas que não poderia ser feito o Boletim de Ocorrência devido a greve. Não satisfeitas com a resposta se dirigiram até o distrito mais próximo, o 24º DP da Ponte Rasa e a delegada avisou que estava em greve e não faria o BO por roubo.
Cientes de que precisavam registrar o roubo de todos os pertences incluindo documentos e cartões bancários, as vítimas foram até outra delegacia, o 21º localizada na Vila Matilde onde a delegada de plantão também não fez o registro da ocorrência. Indagada sobre o que as vitimas poderiam fazer em relação aos documentos roubados a delegada informou que nada poderia ser feito.
"Nunca pensei que a policia trataria com tanto descaso um caso de roubo", disse Camila Cerqueira, supervisora de callcenter. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) disponibiliza um sistema de ‘delegacia eletrônica’ através do site www.ssp.gov.br onde pode ser registrados furtos e perdas de documentos, assim como desaparecimento de pessoas. Mas quando o caso representar perigo a vida como assaltos, roubos, homicídios e etc, só será registrado nas delegacias.
Desde o inicio da greve até o dia 12 de outubro, segundo dados da SSP mais de 64.628 boletins eletrônicos foram registrados no site que serão analisados pela policia civil.
As vítimas do assaltado, Camila Cerqueira, Lílian Almeida e Leiliane Lopes, só conseguiram registrar BO no dia 29, quatro dias depois, por entrarem em contato com a SSP que as encaminhou ao delegado Dr. Rogério do 103º DP na Cohab II em Itaquera. Por terem sido conduzidas pela própria secretária de segurança as vítimas foram bem atendidas pelo delegado e conseguiram denunciar o roubo.
O ocorrido acaba contradizendo uma afirmação feita pelo secretário Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, que no mês passado afirmou em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo que a população da cidade não estava sendo afetada pela greve da Polícia Civil.
Durante o período da manifestação os policiais civis somente atenderão aos casos considerados mais graves, conforme recomenda a cartilha de greve adotada pelos policiais de São Paulo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Fim de seqüestro em Santo André

Termina seqüestro de jovem presa em seu próprio apartamento pelo ex-namorado
desde segunda-feira. Lindemberg Alves foi capturado por volta das 18hs da
sexta-feira após disparos de tiros no apartamento. Eloá ( a ex-namorada) foi
baleada na cabeça eestá em estado grave, Nayara (amiga) tomou um tiro na boca e está hospitalizada.

Eu nunca fiquei tão comovida com uma notícia como estou agora. O coração está na boca. Eu escrevi que entendia a dor dele, mas jamais vou entender a atitude. Ele não queria perder porque a amava e agora terá que esquece-la para sempre.
Deus tenha misericórdia da família em um momento tão difícil.

-mensagem editada porque o governo que primeira anunciou a morte da garota admitiu o erro da informação. A garota está na UTI e corre risco de morte.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A dor do amor

Essa noite eu não consegui dormir direito lembrando de episódios doloridos que me trouxeram muita mágoa e rancor. Eu tenho uma paixão um tanto quanto platônica, já virou artigo publicado no Guia da Semana, na verdade foram dois artigos.
Lembrando desses fatos eu consegui entender o que deve passar pela cabeça de pessoas como o jovem Lindemberg que mantêm há mais de 3 dias sua ex-namorada, Eloá Silva, presa em cárcere privado. A dor da traição ou a dor da perda são dores fortes de mais. Eu, medrosa do jeito que sou, não conseguiria chegar a esse extremo, mas posso dizer que quando você vê seus sonhos amorosos escorrendo pelo ralo a sua vontade é a morte. Não quero defender o erro de ninguém, tão pouco dizer que eu faria o mesmo... Deus me livre!!!! Mas pelo menos eu penso em morrer toda a vez que lembro que perdi pessoas (foram quatro) que na minha cabeça eu não conseguiria viver sem eles. Mesmo sendo platônicos. O penúltimo eu não tinha nenhuma recordação boa além de um encarte de CD autografado, alguns e-mails e uma conversa de telefone.
Do atual tenho muitas lembranças boas, acho que até hoje foi a melhor paixonite que tive, mesmo com tanta mágoa. Sempre que lembro delas e consigo afastar o desejo de morte pra longe de mim, passo a ter vontade de mudar de Estado. Penso em ir morar no sul, penso em Curitiba (PR), qualquer lugar distante onde eu não possa provocar encontros casuais, onde não ouça as músicas, nem veja pessoas que me faça lembrar o individuo.
Mas no meu caso isso passa logo. É só mudar o foco, pensar em outra coisa. Substituir a dor da perda pela lembrança dos momentos bons e da esperança de que eles possam se repetir, com a mesma pessoa ( no meu caso sigo firme nessa esperança) ou com outra que te complete e te faça ser feliz.
Jamais pensar em matar a outra pessoa... por mais forte que seja a dor do amor a morte nunca pode ser uma saída. A saída é isso: sonhar com dias melhores. E eu sonho.
Dias melhores para todos vocês.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Artistas entram para política em São Paulo


Nas eleições de 2008 o número de celebridades que disputaram cargos políticos chamou atenção de todos, mas somente alguns conseguiram o cargo almejado. Em São Paulo entre os vereadores mais votados aparece em 3º lugar o cantor e apresentador de TV Netinho de Paula (PC do B) que atingiu 84.406 votos.
O ex-judoca Aurélio Miguel (PR) conseguiu a reeleição com o 9º lugar dos mais votados atingindo 50.804 votos. Outro famoso que se reelegeu foi Agnaldo Timóteo (PR), o cantor sentará na Câmara Municipal mais uma vez graças aos 26.180 eleitores que confiaram o voto a ele.
Fora eles, artistas evangélicos também concorreram e dois deles conseguiram votos suficientes para entrar na vida política. A cantora Noemi Nonato (PSB) conseguiu 30.734 votos, ligada às igrejas evangélicas pentecostais como Assembléia de Deus, a vereadora conseguiu ser reeleita.
Outro cantor gospel que teve um número votos bastante significativo foi o cantor sertanejo Marcelo Aguiar (PSC), ligado às igrejas neopentecostais como a Renascer em Cristo, ele conseguiu ser eleito como o 16º mais bem votado, ao todo 41.407 pessoas confiaram seu voto ao sertanejo.
Outros artistas, porém, não conseguiram entrar para a política em São Paulo, eles são: o apresentador Sérgio Mallandro; o ex-jogador do Corinthians Dinei; Cajú, da dupla Cajú e Castanha; o drag queen e repórter da Rede TV, Léo Áquilla; o vocalista do Raça Negra, Luiz Carlos; o cantor de música brega Ovelha; o sósia do dançarino Lacraia; e o marido da apresentadora Ana Maria Braga, Marcelo Frisoni.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Eu mereço!

Estou insatisfeita com meu trabalho aqui no JP. Primeiro porque não dá para fazer um bom jornal sozinha, é necessário uma equipe unida trabalhando com compromisso com a notícia. Faço melhor que consigo, mas ainda assim o jornal não é o melhor jornal do mundo como eu gostaria que fosse. Falta muito para chegar em um bom nível.
Não tem como ser jornalista presa dentro de uma sala. Essa semana vi como é impossível isso, fiquei dois dias sem internet aqui na empresa e isso prejudicou meu trabalho e atrasou todo o jornal, mas consegui recuperar esse atraso. Se não fosse pela web o que seria de um jornal como o JP que espera a notícia chegar até a redação?
Esses dias veio uma senhora fazer denúncia contra a loja Marisa por uma propaganda engosa, dizem que o cartão é gratuito, mas todas as faturas vêm cobrando o valor de R$1,95 como taxa de boleto que na verdade é anuidade. Mas nem publicamos a denúncia... Tem uma loja Marisa praticamente do outro lado da rua e não posso sair para questionar o gerente da loja sobre a denúncia, as tentativas pelo telefone foram frustradas.
Pra mim jornalismo é isso. É reinvidicações, é contraposições e informação quente, inédita, bem apurada, confirmada e exata. E não esse monte de release de prefeituras com noticias rabiscadas da internet.
Essa semana por causa das eleições resolvi fazer uma página explicando o que é democracia, o valor do voto e o que um vereador e um prefeito precisam fazer, qual a função deles. Tá mais pra texto de livro didático do que material jornalístico, mas acho que jornalismo também é educação, se posso usuar esse espaço para ensinar o que o público do jornal não sabe por que não fazê-lo?
Sorte que o editor gostou da idéia. Sou engajada nessas coisas políticas, mas sou pra lá de cismada com os políticos. Depois dessas eleições então...chega a ser frustrante... dá vontade de participar do power punk outra vez, mas fico pensando: tem tanto traficante querendo se eleger, tanto 'vagabungo', descomprometido com a sociedade, pensando somente no dinheiro fácil que vai ganhar que decidi entrar na briga pra colocar alguém que tenha interesses sim, mas que seja a favor da família e dos bons costumes.
O segundo motivo que estou insatisfeita se refere ao fato de eu não ser registrada. Sou uma boa funcinária, até porque sou praticamente a única e tenho feito trabalho quem me compete. Só que não sou reconhecida. Não me dão o valor que eu tenho, e não me refiro ao aumento de salário, se bem que sempre é bom um pouco mais de grana.
Quero ser reconhecida como jornalista e não como uma "pau-pra-toda-obra"... não sou secretária nem office girl, sou JORNALISTA... profissional, tenho um currículo bom e muita vontade.
Hoje estava conversando com uma amiga que trabalha no RH de uma empresa, ela estava fazendo os hollerits dos funcionários, na verdade estava corrigindo, tem mais de um ano que não tenho isso. Em agosto completou um ano que fui demitida, esse é meu segundo emprego depois da Dedic (trabalhava em telemarketing) mas nenhum foi registrado, quero ter benefícios, quero ter vale refeição, quero ter vale transporte, coisas que eu tinha antes e não achava que me fariam falta.
Quero trabalhar em uma editora ou em algum lugar com uma equipe de profissionais comprometidos, não é pedir muita coisa, estou no começo da carreira, mas pra mim seria um verdadeiro paraíso, mesmo se tivesse um editor chato que pegasse no pé. Preciso ser corrigida, aqui eu não sou. Erros grotescos passam despercebidos... Sei que tenho muito a aprender.
Uma amiga da faculdade disse pra eu dar graças a Deus em estar empregada na área porque boa parte dos nossos colegas de sala não estão, mas acho que mereço e posso mais. Estou atrás de outro emprego, se souberem de uma vaga para jornalista me avisem.