sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Estresse de final de ano

Tem uns dois dias que estou rabugenta (mais do que o natural). Não é TPM, só se o 'P' for de pós... Essa semana uma pesquisa revelou que nós, brasileiros, ficamos 75% mais estressados no final do ano. Pode ser isso: estresse de final de ano.
A ansiedade enorme por coisas que ainda não aconteceram + a frustração do que não vai acontecer + o desejo das coisas que precisam acontecer.
Em falar em precisar, esse ano minha lista pro Papai Noel vai ser gigantesca. Graças ao assalto que sofri no final do mês de outubro eu preciso começar praticamente do zero a encher a minha bolsa. Na lista de presentes estão: uma carteira, uma necessaire, um estojo, mais maquiagem, uma máquina digital, óculos (o mais rápido possível), uma agenda, blocos de notas, canetas, mais canetas e uma maxi bolsa pra compensar a roubada (tinha tudo isso nela. Acredito que a esposa do ladrão, ou namorada, ficou muito feliz com os presentinhos).
Só tirei da lista o item celular porque já comprei outro. Mas dessa vez não marquei bobeira. Fiz seguro. Enquanto trabalhava na Vivo achava tão 'supérfluo' fazer seguro de celular, mas depois de dois assaltos eu mudei de opinião. Seguro já!!!!!!! E se desse pra colocar os outros itens no seguro eu colocaria.

Outra probabilidade pra justificar o mau-humor: final de ano é igual a aniversário se aproximando. Eu não acredito em exoterismo, mas as vezes acho que passo por um 'inferno astral' período díficil que precede seu aniversário. Sei lá se isso é verdade, se meu caso for esse, me contento em saber que também existe um paraíso astral que vem logo depois da data. Em todo caso não vejo a hora do dia 12 passar...

Agora se for tudo isso junto? O que eu faço??
Só Jesus!!!!!!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O Sul pede socorro


As notícias dessa semana são tristes de mais, até agora 53 pessoas morreram em Santa Catarina vítimadas pelo alagamento, quatro meses de chuvas constantes deixaram milhões de desabrigados e a privisão é que as chuvas continuem.
Na TV as imagens são assustadoras, lembram a Tsunami que castigou a Ásia e o leste da costa africana. Também lembra a destruição que o Furacão Katrina trouxe para Nova Orleans, nos Estados Unidos.
Desastres naturais provocados pelo super aquecimento da Terra. A culpa é nossa, mas somente quem sente a dor de ver tudo se destruindo é que entende o tamanho dessa culpa e é quem nota que realmente estamos no fim do mundo.
Não quero pregar o apocalipse, também não quero falar de medidas sustentáveis que impediriam novos desastres, mas quero deixar minha solidariedade ao povo do Sul. Tenho tanto carinho por eles, talvez por ter familiares lá. E também por ter trabalhado por mais de três anos atendendo os clientes da Vivo do Sul.
Pessoas bonitas, simpáticasm e cheias de vida. Cidades lindíssimas que hoje formam um grande rio. Essas imagens me chocam. Fico imaginando se uma dos milhares de Adilson (tem muito desse nome no Sul) está desabrigado, ou estão entre as vítimas fatais. Se são as crianças que ligam pra conversar. Se são as mulheres estressadas com a conta muito alta. Se são os galanteadores que passavam cantadas nas atendentes...
Oro pra Deus minimizar essa corrente fria e levá-la pra bem longe... lá pro nordeste que precisa tanto de um pouquinho de água.

São extremos que eu não consido entender. Mas acredito que há um proposito para todas as coisas debaixo dos céus.

Imagem da cidade de Joinville, totalmente alagada. Não tive o prazer de conhece-lá, mas já passei por cidades atingidas como Garuva. Cidades lindas. O Sul é lindo, mas sua beleza foi temporareamente invadida pelas águas e ele grita por socorro.


sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Direito de morrer

Uma menina inglesa de 13 anos conquistou o direito de morrer no condado inglês de Herefordshire. O caso estava em julgamento na Suprema Corte da Grã-Bretanha, porque o hospital onde ela estava internada tentava obrigá-la a se submeter a uma operação cardíaca.
Fazendo a operação Hannah Jones tinha poucas chances de sobreviver e se sobrevivesse teria que se submeter a cuidados médicos intensivos. Por esses motivos Hannah decidiu não fazer a operação.
Vítima de leucemia desde a infância o tratamento enfraqueceu seu coração e uma cirurgia seria necessária para corrigir esse problema, mas conforme ela mesma alegou “prefiro morrer com dignidade”.
Julgamentos sobre eutanásia e ‘direito a morte’ levanta muitos questionamentos sobre quem decide a vida de quem. Será que a corte inglesa poderia obrigar a garota a fazer o tratamento mesmo sabendo que isso poderia abreviar a morte de uma menina que tem apenas 13 anos?
E o que deve passar pela cabeça de quem tem uma doença grave e precisa decidir entre fazer um tratamento incerto ou seguir a vida até a morte chegar?
Eu já vivenciei dois casos de câncer com pessoas muitos próximas, dois tios meus tiveram essa doença, um no sangue outro no intestino. O primeiro seguiu o tratamento rigorosamente e hoje está curado. O segundo, porém descobriu tarde de mais, os médicos nem chegaram a tratá-lo, pois a morte já estava decretada, além do intestino o câncer já havia atingido o fígado. Meu tio lutou pela vida durante três meses. Fez tudo o que poderia fazer e lutou até o último segundo pra continuar vivo, mas faleceu.
Diante do que presenciei comecei a julgar os suicidas como pessoas egoístas e mal agradecidas, enquanto muitos se matam por motivos aparentemente banais, outras tantas pessoas lutam contra a morte. Meu tio teve muita garra, se recusava a morrer e deixar sua esposa e filhos, ele queria mais um tempo.
Talvez Hannah queira mais um tempo. Mas tempo pra brincar, pra sonhar em estar curada, ou até mesmo para ser curada. Talvez o direito a morte seja na verdade um direito a vida. Viver até chegar o dia certo de morrer.

Sebo do Messias

Eu fiz um frescura danada para ir na Bienal do Livro em SP e no final das contas acabei não indo.
Amo livros. Mas confesso que nesse ano li pouca coisa. Li mais revistas e blogs do que livros.
Mas no sábado passado tive a oportunidade de conhecer um dos destaques da Bienal que foi o Sebo do Messias.
Vale a pena fazer a propaganda aqui.
Dá pra fazer a busca de títulos pela internet e ainda reservá-los para receber em casa ou retirar no local.
De quebra dá pra passear pelo centro velho da cidade que traduz a história paulistana. O tempo nublado e a garoa que caia fez com que eu e minhas amigas nos sentissemos turistas na nossa terra. São Paulo é linda!!!!!

Comprei dois livros bem bacanas: A Arte de Fazer um Jornal Diário de Ricardo Noblat e Mulheres Ousadas Chegam mais Longe de Lois P. Frankel

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Sim, eu sou solteira

Eu não sei o motivo certo, mas o meu patrão está preocupado de mais com a minha solteirice. Não que isso também não me incomode, mas se tenho esperado esse tempo todo por alguém especial não vou desistir disso só pra fugir de piadinhas idiotas.
Segundo ele os problemas de saúde que tenho ‘é falta de homem’. Chega a ser grosseiro e indiscreto um comentário como esse, mas confesso que já ouvi piores.
Na outra empresa que trabalhava meu supervisor dizia que minha insônia era por causa do travesseiro e que se eu o deixasse ocupar esse lugar eu teria as melhores noites da minha vida.
Pior do que ser cantada pelo supervisor (graças a Deus não é o caso do atual patrão) é ser questionada sobre sua sexualidade. Tenho 23 anos, nunca namorei, aparentemente não tem nada de errado comigo para que isso não tenha acontecido. Segundo o atual chefe eu sou um tipo raro de mulher e então ele pergunta:
- Posso te fazer um pergunta pessoal?
- Não! (respondo eu, com medo de alguma proposta indecente)
- Então deixa pra lá.
- Não, pode perguntar, eu não tenho nada pra esconder... (respondo depois de pensar bastante)
- Você gosta da fruta? (indaga ele, perguntando se gosto de homem)
- Clarooooooo!!!!!!!!!!!!!!
Gosto sim... em toda a minha vida gostei de 4 na verdade 4,5. Um eu conto só metade porque a gente só ficava se olhando na escola. Os outros não. Foram paixões platônicas que duraram cerca de 5 anos cada uma.

Talvez seja esse o motivo da minha solteirice, preciso me desvincular dessas paixões doentias. Confesso que tento, tento muito. Mas não é a coisa mais fácil pra mim.
Mas o fato de não ter encontrado a pessoa certa até hoje, não me faz homossexual, tão pouco aspirante a isso.
A única coisa que aspiro na área sentimental é fazer alguém feliz (um homem, do jeito que peço a Deus...parecido com esse de agora) e ser feliz junto.

Desde de 2002 a minha avó conta quantos anos minha irmã tinha de casada quando tinha a minha idade antes de me dar os parabéns. Dezembro está chegando. Ela dirá 5 anos de casada. Talvez eu vá pro meu quarto chorar, ficar olhando fotos do atual ‘príncipe encantado’ ou ligar pra uma amiga pra tentar disfarçar a frustração de chegar aos 24 anos solteiríssima.
Não tem como não se frustrar quando boa parte das minhas amigas ou se casaram, ou estão namorando, e algumas até já tem filhos. Eu quero um filho. Ando desejando isso até de mais, mas uma coisa de cada vez. Vamos resolver o estado civil antes.

No momento não estou recebendo currículos para essa vaga.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Fontes...

Buscando melhorar o JP eu estou bolando algumas idéias, uma delas soa como quase um desafio: transformá-lo em um jornal com menos releases e mais reportagens.
Lá, fora dessas paredes, existem milhares de fatos acontecendo, coisas importantes para a população e que não são levadas ou questionadas pela mídia local.
O jornal que trabalho circula nas regiões mais pobres do extremo leste de São Paulo, pessoas que tem baixa escolaridade e poucas oportunidades. Eu acredito que a mídia regional tem que ser a voz dessas pessoas para brigar pelos direitos de cada cidadão, mas infelizmente as regiões mais carentes têm os administradores mais corruptos e eles 'dominam' a imprensa. Já confesei aqui minha total decepção com esse fato, mas ele é real e paga meu salário.
Tento buscar pessoas para entrevistar via telefone e e-mail, já que não posso sair daqui. Confesso que não é a mesma coisa, a entrevista sai compactada não é a mesma coisa que entrevistar pessoalmente.
A última entrevista foi com um professor de economia para explicar melhor o que é essa tal crise econômica e até que ponto ela vai nos atingir, a matéria saiu legal, mas não sei se o meu leitor compreende que o problema de calotes no mercado imobiliário nos Estados Unidos pode fazer o Natal dele sair mais caro...
Economia é uma coisa muito louca pra se compreender, eu sempre fui ótima aluna de matemática, mas confesso que não entendo nada de mercado financeiro que nada tem a ver com as equações que aprendi e dominava.
Hoje tive a idéia de correr atrás de algum coordenador dessas ONGs que lutam pela igualdade racial e pelos direitos dos Afrodescendentes para falar sobre a vitória de Barack Obama lá nos Estados Unidos.
Sem dúvida é orgulhoso dizer que o presidente do país mais rico do mundo é negro, mesmo sabendo que a cor da pele não diz nada sobre a pessoa. De qualquer forma acredito que ele é 'a nova chance' que a América precisa.

Encontrar pessoas para discursar sobre assuntos diversos é um trabalho muito difícil. Lembro que quando estava na faculdade uma professora avisou que não saíriamos dali com uma agenda cheia de telefones de fontes, mas que conseguiriamos isso com o passar do tempo, desenvolvendo um trabalho sério e de credibilidade. Eu tenho buscado isso.
Mas confesso que é muito chato entrevistar uma pessoa que desconfia de você e que fica de dando chá-de-cadeira com medo de perguntas tendenciosas. Mas não tenho outra alternativa além de continuar correndo atrás, afinal o trabalho é meu e eu preciso dessas fontes.

Ser jornalista não é fácil, mas é gostoso...
tenho saudade de entrevistar celebridade gospel...são menos presunçosos que alguns canditados a prefeito que graças a Deus não foram eleitos...