terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Eu troquei o rock pelo jornalismo


Ao contrário de muitas pessoas eu decidi minha carreira muito cedo. Estava na quinta série e já sabia que seria jornalista, graças a um trabalho que a professora de português passou para todas as quintas. Fizemos um ‘telejornal’ com notícias da escola e eu simplesmente amei coletar informações, pesquisar, juntar e mostrar para todo mundo. Lembro com orgulho que nosso grupo foi o melhor da escola.
Confesso que cheguei a pensar em cursar farmácia, queria trabalhar fazendo perfumes, misturava vários até descobri uma fragrância nova, outra opção seria criar cosméticos, para quem tem cabelo crespo como o meu o grande sonho era inventar uma fórmula poderosa para pelo menos acabar com o volume das madeixas.
Anos mais tarde comecei a trabalhar com crianças na igreja e então minha terceira opção era pedagogia, mas hoje percebo que faria uma péssima escolha porque não tenho mais paciência com crianças (mais de uma já saio gritando).
Fora isso, sempre fui muita ligada a música, tinha um grande sonho de montar uma banda de rock formada só por mulheres, já formei uns quatro grupos com minhas irmãs e amigas, nenhum deles saiu do papel. Eu babo em bandas pesadas com vocal feminino. Sonhava em sair pelo mundo levando mensagens positivas de paz e esperança.
Cheguei a fazer 6 meses de aula de violão, ganhei uma guitarra de presente de aniversário quando completei 16 anos, mas com o tempo perdi esse sonho de banda, minhas prioridades foram mudando.
Dois anos depois entrei para a faculdade de jornalismo e a primeira coisa que fiz foi vender minha guitarra. Tenho saudades dela, de quebrar as cordas todas as vezes que eu tentava afinar, era péssima nisso... Sempre chamava um vizinho para me ajudar.
Esses dias encontrei com ele voltando para a casa agora ele é músico profissional , toca em bares e ensina música no CEU como contratado da prefeitura. Fiquei lembrando desse sonho bom em viver de música, mas acho que fiz a escolha certa.
Ele se lembrou de que sempre disse que seria jornalista e não se assustou com a minha decisão de trocar a guitarra pelo BLOCO DE NOTAS.
Às vezes olho pro violão empoeirado em cima do guarda-roupas e vem na mente a lembrança daqueles tempos de aula e treinos. Sinto vontade de sentar e dedilhar alguma coisa, mas logo desisto, só consigo lembrar dos acordes maiores, menores e com sétima. Sinceramente hoje eu prefiro sentar no computador e escrever alguma coisa.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Jornalismo: Ministério da Verdade

É incrível como as obras de George Orwell estão cada vez mais atuais, parece até profecias. Eu abri esse blog com uma "interpretação" do livro "A Revolução do Bichos" e hoje quero falar sobre o "Ministério da Verdade" descrito no livro 1984.
Os meus colegas de profissão têm me decepcionado bastante, chego a sentir vergonha de ser jornalista devido ao tamanho das mentiras que são colocadas nos noticiários todos os dias. O pior que são mentiras contadas com tanta convicção que elas se tornam verdades.
A gente aprende na faculdade que o jornalismo é feito com apuração de fatos. Chegamos nas salas de aula acreditando que poderemos mudar o mundo publicando aquilo que realmente aconteceu doa a quem doer.
Quando cheguei no JP eu me deparei com uma realidade completamente diferente, e olha que somos um jornal pequeno sem grandes fins políticos e posso até dizer que não somos tendenciosos. Mas não posso isentar nossa culpa na reeleição de políticos que não prestam. Sim, porque graças a 'generosidade' deles com o dono do jornal a verdade da má administração e da corrupção foram BARRADAS na redação.
Nós jornalistas sabemos como maquiar um fato. Se nos interessa que ele seja bonito, faremos ele ser, esconderemos as marcas, pó compacto, corretivo, blush, gloss e etc... Somos verdadeiros maquiadores, por outro lado se é interessante que ele seja feio, faremos aquelas maquiagens dignas da turma do Playcenter que prepara os monstros pra noite do horror.
Somos maus e gananciosos, na verdade não os profissionais, mas os donos das empresas jornalísticas e isso mancha nossa imagem diante da população. Em breve ninguém mais vai acreditar nos jornalistas.
O livro 1984 narra a história de um governo autoritário que entre outros ministérios sustenta o Ministério da Verdade responsável, ironicamente, pela falsificação de documentos e qualquer artigo que possa servir de referência ao passado de forma que ele sempre condiga com o que o Partido diz ser verdade atualmente. Por essa lógica, o Partido é infalível, pois nunca erra.
E a ironia está exatamente no fato do Ministério da Verdade, onde Winston (o protagonista do livro) trabalha, ser responsável pelas mentiras. (Wikipedia)
Parece que Orwell recebeu uma revelação divina sobre o jornalismo do século XXI, é exatamente o que fazemos hoje, somos responsáveis por várias mentiras, conceitos gerados pelos nossos preconceitos, pela nossa descrença, pela nossa arrogância, ganância e ignorância.
Muitos falam sobre o DIREITO À INFORMAÇÃO, acredito nele sim, mas acredito no direito à informação correta, sem maquiagem, mostrando os lados da história. Mas infelizmente isso está mais para uma utopia de quem acabou de sair da faculdade do que no dia-a-dia das redações.

A I

Iniciei um curso de assessoria de imprensa pelo Sindicato dos Jornalistas, a primeira aula foi sábado, dia 17, e já aprendi muitas coisas.
Na faculdade eu tive essa matérias, mas não era ministrada corretamente. Não sei se pelo fato de não gostar da matéria ou se era pelo professor que não entendia nada sobre Assessoria, aconteceu que pouco aprendi sobre a área.
Fui pegar noção do trabalho mesmo quando fui trabalhar na AW em novembro de 2007. Foi algo surpreendente. Com certeza o melhor trabalho que já tive e assim peguei gosto pela assessoria.
Resolvi fazer esse curso para aprimorar meus conhecimentos e também aumentar meu network. Conversando com os alunos da turma percebi que tem muita coisa realmente que preciso saber sobre AI, mas sobretudo notei que trabalhar com assessoria de eventos é muito mais tranquilo do que trabalhar com órgão públicos como alguns colegas trabalham.
Na área de eventos não tem crise. Você não precisa maquiar informações (essa história de maquear fatos me deixa decepcionada com o jornalismo, escrevo sobre isso em outro postagem), nem assumir o papel de "advogado do diabo".
O mercado de AI é o que mais emprega jornalistas no últimos anos, sem contar que é a área que paga melhor. É muito mais fácil montar uma assessoria do que um jornal ou revista.
A noção que o professor Gilberto Lorenzon nos dá é de como deve funcionar uma assessoria, o que é necessário fazer durante o dia, as tarefas que devemos realizar, como agir com a imprensa e etc. Exatamente a noção que queria ter para desenvolver um trabalho melhor.
Apesar de toda a polêmica (cansativa, diga-se de passagem) que há entre AI e jornalistas de redações eu acredito que a AI é um mercado muito melhor e menos sujo de se trabalhar. Digamos que é ideal para jornalistas bonzinhos. Se é que eles existem.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O céu desabou


A igreja Renascer em Cristo localizado na zona sul da capital tinha o céu como decoração. Paredes azuis com nuvens e uma linda pomba no meio do teto.
Um clima aconchegante deixava os visitantes alucinados com aquela beleza.
A primeira vez que pisei naquele lugar fiquei por vários minutos olhando pra cima. Era realmente lindo.
Por vários momentos da minha vida, bons e ruins, principalmente os ruins, eu fugia para lá para buscar socorro. Como se fosse uma mágica, era pisar ali para ter certeza de que tudo ficaria bem.
Era como se a impetuosidade que aquela pomba representava me desse segurança de que quando saísse dali tudo estaria resolvido, o medo até ia embora. Não precisa de mais de duas músicas cantadas ali dentro pelo grupo MARAVILHOSO que a denominação sempre teve orgulho de ter para eu me sentir outra pessoa.
Não tenho palavras para descrever tudo que aprendi ali dentro. E exatamente por isso eu freqüentava aquele lugar periodicamente.
E domingo não foi diferente, fomos até lá com vários amigos. Era culto para jovens, mais de 3 mil abarrotados naquele espaço dançando e cantando. Saímos de lá por volta das 17h10, jamais pensaríamos que dentro de 1h40 após aquele templo estaria em ruínas.
Lamentavelmente NOSSA CASA foi acometida por um desastre ainda sem causa avaliada e dez IRMÃOS morreram e dezenas ficaram feridos. A tragédia poderia ser maior e eu poderia ter sido uma das vítimas. Escapei de mais uma, mas a tristeza que sinto (compartilhada por milhares de pessoas que entendem o que esse estrago vai gerou e ainda vai gerar) é muito grande e inexplicável.
Jamais pensamos em passar por isso, mas dentro daquilo que cremos temos a certeza de que Deus sabe o que faz e ELE sabe que a igreja Renascer está preparada para mais essa batalha.
Vamos em frente!!!!!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Os Geeks têm futuro

Não é só na moda que os geeks estão fazendo sucesso. Os “nerds” estão ganhando espaço no mundo e alcançando, cada vez mais, o coração das moças que querem além de um cara elegante, que ele seja também inteligente.
O site da revista época publicou uma matéria sobre saúde que diz que o gene que leva inteligência ao homem também pode ser responsável pela sua boa capacidade reprodutora.
A reportagem é baseados nos estudos de pesquisadores da King's College de Londres e das Universidades de Delaware e do Novo México que compararam resultados de testes de inteligência aplicados a 425 vietnamitas, de 31 a 44 anos.
Os resultados desses testes mostraram que, quanto mais inteligente for o homem, mais espermatozóides ele produz e melhor é a capacidade dos gametas de chegar ao óvulo. E tem mais: especulam se que a inteligência é passada junto com um pacote de atributos (entenda como quiser).
Talvez isso explique porque os homens inteligentes são tão “sexy” (palavra entre aspas porque nem todos eles são – eu particularmente só me apaixonei por um inteligente até hoje, a quem dedico o outro blog e quem sabe um livro). Vai ver que lá no nosso subconsciente nós, mulheres, sabemos que além da inteligência esses homens possuem bons genes e ótimas características.
E pra quem pensa em casar com um cara inteligente a matéria tem mais uma informação importante: “homens inteligentes geralmente são mais saudáveis, estudos anteriores já mostraram que eles também têm menos risco de sofrer de doenças cardíacas e mal de Alzheimer. Os cientistas supunham que os mais espertos tendem a escolher trabalhos menos estressantes e que permitem maior qualidade de vida”.
Ta esperando o que? Corra atrás de um geerk! Em universidades bem conceituadas, em festas de anime, em lojas de computadores e games ou até mesmo no setor de tecnologia da sua empresa.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Quanto mais escolaridade maior as chances de conseguir emprego

No início do ano traçamos muitos planos e entre eles sempre colocamos “melhorar a vida financeira”, muitas vezes sonhamos com empregos e salários melhores, mas poucas vezes nos preocupamos em nos especializar em uma área ou fazer cursos complementares que nos diferencie no mercado de trabalho.
Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) faz uma analise dos impactos sobre os salários e a empregabilidade individuais de investimento em anos a mais de educação. Segundo essa pesquisa uma pessoa com curso superior completo tem mais de 80% de chances de conseguir um emprego e em média ganha R$ 1.728,15 (dependendo da profissão). Já uma pessoa somente com ensino médio recebe em torno de R$ 827,41, analfabetos ganham cerca de R$ 392,14.
Em seu site a FGV disponibiliza essa pesquisa completa e ainda traz um programa simulador onde você preenche a carreira desejada, a área onde pretende trabalhar e o nível escolar e consegue obter qual seria o seu salário naquela função.
Além disso, eles disponibilizam um quadro com as 200 profissões com melhores salários para auxiliar as pessoas a escolherem uma carreira promissora.
O ano está apenas começando e muitas universidades e escolas profissionalizantes estão com inscrições abertas, para realizar esse desejo de aumentar a renda vale a pena se inscrever em algum curso e investir num futuro promissor.
Algumas prefeituras oferecem cursos profissionalizantes gratuitamente e também possuem órgãos para recolocação profissional para quem começou o ano desempregado ou pretende mudar de emprego.
O que vale mesmo é aproveitar esse período para pensar no que realmente precisa ser mudado, traçar um plano dizendo onde você deseja chegar profissionalmente o que é preciso ser feito para chegar ao alvo. Muitos profissionais de consultoria ensinam que com um plano estratégico desenhado em um papel fica mais fácil se ter noção do que é necessário realizar para cumprir suas metas seja financeira ou em qualquer outra área.
Segundo o simulador do site www.fgv.br/cps/iv eu devo ganhar em torno de R$ 1.313,61 no programa geral, no simulador com profissões não tem jornalismo, mas na revista Gloss desse mês está dizendo que um profissional de jornalismo ganha em média R$ 2.761,00 se não me engano.
Estou perto da primeira opção...almejando a segunda.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Iiiiiii sobrou pra mídia

As novas regras gramaticais da língua portuguesa entraram em vigor no dia 1 de janeiro, fruto de um acordo entre alguns países que falam esse idioma. No Brasil o novo acordo ortográfico muda apenas 0,5% das nossas palavras e adiciona 3 letras ao nosso alfabeto: k, y e w.
Para ajudar a população a ir se familiarizando a imprensa já está adotando a nova forma de escrever, antes mesmo do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa sair (previsto para fevereiro).
Sobrou pra mídia se atualizar antes de todos para fazer o papel de educadora que também é seu. E nós redatores e editores teremos que nos aprimorar para escrever tudo certo sem a ajuda do antigo dicionário.
Acredito que as piores mudanças são na colocação do hífen e na extinção dos acentos em ditongos e também os acentos diferenciais que mudam palavras com a mesma grafia, mas significados diferentes como o ‘pára’ (verbo parar) do ‘para’ (preposição), sem acento será difícil colocar essas palavras no texto sem fazer a frase perder o sentido.
Na verdade acho que muitas dessas mudanças são desnecessárias, passamos a vida toda tentando aprender e agora temos quatro anos pra esquecer algumas regrinhas básicas e aprender tudo de novo. Independente da minha opinião, já decidi que essa semana vou substituir a página de fofoca pela nova escrita portuguesa, explicar as regras, o que muda, o que permanece e o que nos deixa em dúvida. Eu acredito no dever de educar da imprensa e por isso vou aprender para ensinar.