quinta-feira, 26 de março de 2009

He’s not the daddy




É inacreditável que adolescentes tão novos sejam tão promíscuos, realmente as relações humanas estão cada vez mais instáveis. A noticia dada hoje pelos jornais mostra que uma garota britânica de 15 anos teve vários parceiros e que o garoto de 13 anos não é o pai do bebê como foi divulgado no mês de fevereiro.
Alfie Patten foi vítima da famosa frase “você foi o primeiro e único homem da minha vida” quando na verdade a garota já tinha (desculpa pelo termo) ‘rodado a banca’. Não acho essa situação engraçada assim como também não achei legal a noticia de que ele tão novo fosse pai.
Bom, pai realmente ele não é, mas agora tem uma marca pra levar pelo resto da vida. A marca da vergonha de ser traído e humilhado diante do mundo inteiro. E pior ainda a menina, que agora tem sua vida íntima divulgada, condenada e contestada por todos. Esse mundo está perdido!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Motivação

Acredito que essa é a palavra mais usada no meio corporativo nos últimos tempos, onde inúmeros profissionais investiram em motivação para melhorar a qualidade dos serviços gerados por suas equipes.
Quando trabalhava em telemarketing um dos supervisores sempre fazia atividades com a equipe tentando "motivar" os funcionários que trabalhavam no pior setor da empresa: retenção. Não deixar o cliente cancelar a linha oferencendo vantagens de um serviço que ele não acredita mais.
Precisavamos mesmo de muita motivação, mas o que alguns consultores tem ensinado não tem relação nenhuma com aquilo que os funcionários realmente precisam. Pelo menos naquela empresa a motivação era reuniões idiotas com mensagens de mantras e pensamento positivo. Quando essas "sessões" acabavam lá estavamos nós outra vez com o head set na cabeça ouvindo palavrões.
O pior acontecia no dia cinco, quando os salários caiam nas contas... a maioria da equipe recebia o valor errado. Tenho certeza que a semana do dia cinco é a semana onde mais se cancelam linhas. Pelo menos era assim há quase dois anos atrás.
Demorei para atualizar essa página esse mês exatamente por estar desmotivada. Não com o blog, mas com o meu trabalho. Resolvi fazer uma lista rápida sobre o que desmotiva um profissional:
- Falta de reconhecimento
- Salários mal pagos ou atrasados
- Atividades extras não remuneradas
- Ambiente "pesado" (confusão)
- Falta de oportunidades de crescimento profissional
- Ausência de diálogos para melhorar o produto oferecido (no meu caso o JP)
- Deixar de acreditar na empresa
- Superior arrogante

Acredito que a primeira reclamação dos funcionários é quando não nos dãos os créditos merecidos. E isso não significa só dar tapinhas nas costas e dizer: " parabéns, você fez um belo trabalho", pelo contrário, é elogiar, mas saber dar mais que elogios, é saber te colocar na posição que você se esforça para alcançar. É pelo menos lembrar que somos humanos e temos vida além do trabalho. Que ficamos doentes, que temos problemas pessoais e etc.
O Wikipédia tem uma definição perfeita para motivação:
Motivação é um processo mental positivo que estimula a iniciativa e determina o nível de entusiamo e esforço que a pessoa aplica no desenvolvimento de suas atividades. O processo motivacional é responsável pela intensidade, direção e persistência desses esforços.

O nível de motivação é influenciado por diversos fatores como a personalidade da pessoa, suas percepções do meio ambiente, interações humanas e emoções.

Eu queria poder colocar esse pequeno relato no jornal dessa semana... quem sabe assim alguém aqui acorda, né?!!

A Hora do Planeta

Dia 28 de março
Às 20h30
Apague as luzes de sua casa e participe da campanha mundial "A Hora do Planeta" que tem como objetivo nos fazer refletir sobre as mudanças climáticas do Planeta.


Hora do Planeta 2009.

Eu sei que o ato de apagar as luzes não vai solucionar os problemas que temos, mas toda a forma de conscientização é valida.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Crianças infelizes x populares


Duas pesquisas divulgadas pela BBC Brasil me chamaram a atenção. A primeira diz que crianças infelizes se tornam adultos doentes. Segundo os cientistas do King's College de Londres, as crianças descritas por seus professores como "infelizes" ou "angustiadas" tinham chances cinco vezes maiores de não poder trabalhar devido a problemas de saúde quando chegassem à meia-idade. A conclusão do estudo diz que "crianças que são infelizes e desinteressadas na escola geralmente vêm de residências onde os pais são desinteressados e onde há muita privação". De acordo com os pesquisadores "isso leva estas crianças a não ir bem na escola, não ir bem na vida profissional e cair neste ciclo."
Eu tenho boas lembranças da escola, principalmente dos primeiros anos e posso dizer que não só observava crianças infelizes como fui e sou amiga da maioria delas. Reconheço que muitos deles têm dificuldades de permanecer no emprego, não só por motivo de doença.
A outra pesquisa revela o contrário: realizado na Grã-Bretanha um estudo indica que adolescentes populares na escola tendem a ganhar mais quando adultos.
Acho que esses são os grupos mais lembrados da vida escolar os populares x os deprimidos. A maioria desses meus amigos gostam de ficar quietos em algum canto onde não tivesse muito barulho e em alguns casos onde não chegasse a luz do Sol.
Enquanto isso os chamados “populares” se sentavam no meio da quadra e organizam brincadeiras divertidas, riam e bagunçavam muito. Mas desses eu quase não tenho notícias.
Um dos pesquisadores da segunda pesquisa enfatiza a importância do desenvolvimento das habilidades sociais ainda na infância como base para o sucesso financeiro na vida adulta.
Ainda segundo esse estudo, eles identificaram dois grupos: os populares e os sociáveis. Eu ainda faço parte do segundo. Mas para minha tristeza a sociabilidade não tem impacto na carreira, já a popularidade sim.


Pai rico, pai pobre
Não tem como falar nos populares sem lembrar desses seriados americanos onde os mais descolados da escola são geralmente ricos, as loirinhas magrinhas que sempre namoram os zagueiros do time e ainda são as líderes de torcida. Mandam nas amigas, arrumam encrenca, mas tiram notas boas e vão para a faculdade.
Não sei se a vida imita a arte, mas acredito que essas pesquisas confirmam o fator social da infância que reflete sim na vida adulta.
É claro que esses meus amigos tristes eram menos afortunados. E ainda são. Fora esse fator, boa parte deles sofreram com problemas familiares de violência, separação. Alguns começaram a trabalhar muito cedo. Uma inclusive começou a trabalhar de doméstica aos nove anos de idade. Hoje trabalha em uma escola de ensino infantil, mas a vida dela não foi fácil.
Não quero culpar a desigualdade, mas o ambiente familiar, concordo com os pesquisadores que a família influencia o comportamento dos filhos e o pior é que isso trará consequências para toda a vida.

Cenas do seriado "As Patricinhas de Berverly Hills"