sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

SPFW Outono/Inverno 2010

Eu estava na região do Ibirapuera e como não poderia deixar de ser passei pela Bienal para dar uma olhadinha no que estava acontecendo por lá. Era 12hs, dia 21 de janeiro, o quarto dia da semana de moda mais importante do Brasil, o São Paulo Fashion Week. Como fiz meu credenciamento de imprensa, logo não poderia entrar como tal tive a ideia de ir ao portão principal para registrar o que acontece por lá e quem sabe conseguir uma boa pauta. Mas o desfile do Alexandre Hercovitch foi realizado no Shopping Iguatemi, portanto os portões só abririam às 14hs. Conheci uma paranaense que tinha convites pela Editora Globo e ficou aguardando comigo a abertura dos portões, por mais de uma hora ficamos ali olhando pro nada, vendo os funcionários da Fashion Week chegando e procurando o portão certo para entrar. Logo chegou mais uma garota. Uma estudante de evento que ganhou convite para o Lounge da Isto É Gente. Conversa vai, conversa vem surge do nada uma figura bastante exótica, se apresentando como funcionária do Pânico na TV, mas precisamente uma das assessoras da Sabrina Sato. Histórias de sobrevivência dos piores acontecimentos do planeta Terra neste século como os atentados do WTC e o recente terremoto do Haiti. Isso mesmo a Lynda conseguiu sobreviver a tudo isso. O mais interessante, e confuso ao mesmo tempo, era que ela aparentemente não demonstrava pertencer àquele mundo de glamour e extravagância, mas mesmo assim sabia tudo o que acontecia lá dentro da Bienal. E ainda mais: tinha um convite. Foi dela a ideia de que eu deveria permanecer na porta e descolar um ingresso para entrar e conferir de perto o que era na verdade o SPFW. Bom, não gosto de pedir nada pra ninguém. Por vergonha e por orgulho. Mas nessa hora a fila começava a crescer e cada pessoa que chegava me deixava mais curiosa. Os taxis traziam modelos magérrimas e altas que entravam correndo balançando os cabelos loiros e compridos. Senti muito mais vontade de entrar do que vergonha. E então pedi. Até que encontrei um senhor que tinha convites sobrando. Eba! Entrei na Bienal e fiquei boquiaberta. Tudo lá dentro decorado com designer sofisticado, lounges perfeitos (detalharei mais abaixo) pessoas glamurosas passeando entre eles. Um mundo diferente do que eu conhecia. Encontrei as “amigas de fashion week” e passamos para a fase “posso entrar?” nos lounges fechados. Até que deu a hora do desfile.
O Desfile
O convite que ganhei era para assistir o desfile da grife OESTÚDIO. No convite a apresentação começaria às 15hs na sala dois. Ficaria na fila F fileira E. Não era um lugar ruim, quatro fileiras na minha frente estavam Lilian Pacce e Glória Kalil. Visão perfeita! Mas a grife escolheu inovar com um desfile filmado passado em um painel de lead gigantesco e editado com muito bom gosto. Durou nove minutos e eu adorei as roupas em tom pastel.
Os Lounges

Seda
Tinha muitos lounges lá o primeiro que entramos foi o da Seda as recepcionistas nos levaram para outras funcionárias que faziam o diagnóstico do cabelo e mostravam qual produto Seda seria melhor para tratá-los. Tínhamos a opção de fazer hidratação e escova lá mesmo. Um espaço lindo. Garçons servindo canapés, sucos, refrigerantes e sorvete. Na minha opinião o melhor lounge da fashion week. Ah, também recebemos uma necessaire com shampoo e condicionador.





Oi FM
A patrocinadora oficial do desfile tinha lounges, no primeiro piso o espaço tinha um espaço para o Oi Moda, com peças excêntricas e do lado de fora dois bancos com vários fones de ouvido. Na parede várias telas que faziam alguma coisa que não cheguei perto para descobrir. (Perdão, mas estava fascinada com o andar de cima)

Oi Pop
Um espaço para compra de livros, revistas e objetos de decoração. Tinha também uma lanchonete e um espaço de interatividade com internet livre e a brincadeira de mixar músicas na Rádio Oi FM.
O atendimento também era muito bacana, davam chicletes de brinde e o pessoal de marketing da marca gravava uma pesquisa para saber o que poderiam melhorar na próxima edição do evento. Realmente esse contato direto com o público faz toda a diferença nos dias de hoje.



Coca-Cola
Um espaço muito bem decorado, mas sem novidades. Em muitos lounges a bebida era free e no da Coca-Cola você tinha que pagar. Não entendi. (risos)

Melissa
O lounge mais cobiçado do evento. Não uso melissas mas entrei, tinha vários modelos expostos e ainda um jogo para ganhar um par exclusivo do SPFW. Não consegui ganhar. Na verdade nenhuma das meninas que estavam comigo. Uma delas estava lá pela segundo dia e já tinha tentando cinco vezes. Ela é fã da marca mesmo...


Estilo BB
O Banco do Brasil também tinha um lounge, o segundo melhor, ofereciam massagens, canapés, bolsas para notebook e sacolas. O mais legal era que para ganhar a sacola (tipo uma maxbolsa) você tinha que pegar uma senha e tirar uma foto como garoto propaganda do banco. As fotos seriam votadas e a ganhadora sairá na revista Isto É Gente.

Rexona
Outra marca que apostou no atendimento servindo com um Buffet tão bom quanto o da Seda e o do BB. De brinde um desodorante spray.

Revistas de moda
Vogue, Isto É Gente, Elle, Estilo, Marie Claire, Criativa, Glamurama e GNT tinham seus lounges fechados exclusivamente para seus convidados, geralmente personalidades da moda e artistas que passavam lá para fotos e entrevistas. Mas ganhei muitas edições dessas revistas. A Tam tinha seu espaço também fechado e a Ipanema fez do seu lounge um restaurante.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Jardim Romano em baixo d'água

Em maio do ano passado um senhor apareceu no Jornal do Povo, onde eu trabalhava, para denunciar o descaso com o bairro onde ele morava, o Jardim Romano. Segundo as informações comprovadas por esse senhor o Rio Tietê estava tão sujo que a água não escorria mais. Por tempos ele e outros moradores pediam à subprefeitura e ao governo que providenciassem uma limpeza para que não transbordasse causando alagamentos.
Meses depois as imagens da TV mostravam e ainda mostram o total descaso das autoridades com o local e principalmente com os moradores. Lembro que fui jogada de um órgão à outro na tentativa de encontrar uma solução para um caso de saúde pública que deveria ser resolvido com urgência.
O Departamento de Águas e Energias Elétricas (DAEE), órgão responsável pelas obras no Rio Tietê me informou em entrevista por telefone que seria necessário a liberação de uma verba de R$ 100 milhões para a limpeza do rio no trecho que passa pelos bairros Jardim Romano, Itaim Paulista, Lageado, Pantanal, Jardim Helena até a Chácara Três Meninas.
Infelizmente a denúncia mesmo sendo publicada não foi levada a sério e o resultado vemos quase todos os dias. O subprefeito e até mesmo o prefeito da cidade fazem cara de "sinto muito" diante das câmeras, mas na hora de pressionar o governo do estado ninguém teve coragem, não é mesmo? E tem mais, vários deputados que fazem "campanha" na região ficaram de interceder pelos moradores mas nada aconteceu até agora.
A indignação parte do modo como as coisas funcionam no país, ou melhor, não funcionam. Tenho certeza de que o tal Pedro Simão vai aparecer por lá pra dizer que trabalha pela população e que apesar de morar na área nobre tem carinho e admiração pelos moradores da zona leste e blábláblá. Sinto vergonha. E me sinto impotente, porque não consegui ajudá-los a evitar essa tragédia.