sábado, 1 de maio de 2010

Traições

Enquanto busco algum site interessante para navegar nessa noite de sábado ouço o papo que vem da sala. Uma vizinha conversando com a minha mãe sobre o triste fim do seu casamento. Com dor, mas sem chorar, ela diz que jamais voltará a confiar em alguém, pois não imaginava que seria traída pelo marido e muito menos com uma conhecida da família.
Já ouvi várias histórias de traição. Algumas pessoas superam e perdoam. Outras caem em profundo desespero. Outra vizinha chegou a morrer de depressão. E apesar das minhas dores por crises de ciúmes eu nunca, jamais, senti algo parecido. Mas fico tentando imaginar o tamanho da dor de quem é trocada.
A auto-estima vai lá em baixo. A descrição de quem passa por isso é como se ela não valesse nada, se sentem como a pior da espécie. Fico vendo essa vizinha tentando continuar a vida. Ela se produz toda só para ir à padaria. Tentiva de encontrar um novo amor? Talvez. Mas acho que faz para se sentir viva mesmo. Para se olhar no espelho e gostar do reflexo e depois ficar imaginando qual a parte dela desagradou o ex-esposo para fazê-lo procurar outra mulher...
Perguntas que até as solteiras se fazem. Já escrevi isso em um artigo do Guia da Semana. O título era: O que ela tem que não tenho? Sei que é essa a pergunta que fica na cabeça das mulheres. A gente sempre acha que o erro foi nosso, nunca culpamos a falta de caráter da outra pessoa.
Não é fácil encontrar a resposta para tanta indagações, tão pouco é fácil olhar pra frente e imaginar uma vida sem ter do lado a pessoa que a gente escolheu para caminhar junto. E essa dor eu conheço bem. Não tem livro de auto-ajuda, nem terapia que resolva. Só o tempo mesmo, só ele faz a gente se acostumar com a saudade de momentos que não voltam mais.
Desculpem-me pela melação do texto de hoje, pensei em fazer login para escrever sobre política, mas o papo lá em baixo me fez pensar nessas coisas melosas. Sorry! #TPM

2 comentários:

Milca disse...

Concordo com tudo. O tempo é o único que nos faz esquecer(ou talvez não esquecer, mas suportar a falta).
Enquanto o tempo não passa, ficamos procurando em nós mesmo o que desagradou.
...
E aí moça...ainda estou esperando o lançamento da Capricho com a sua matéria..bjoo

Mayara Vellardi Pinheiro - Jornalista, Escritora e Assessora disse...

Oi Bebeta!
Saudades! Quero que saiba que sempre estou fuçando no seu blog, gosto do seu trabalho!
Ah, eu clico nas propagandas também, ok? rsrsrsrrs
Passa lá no meu blog, tem muitas novidades...
Espero que você esteja bem!
Beijokas May