segunda-feira, 21 de março de 2011

Que Mico



Saiu a edição da Atrevida que eu produzi no ano passado. É um especial com os melhores "micos" publicados nesses 16 anos da revista. Coletei e selecionei esse material e ainda consultei psicólogos e professores de etiqueta para ensinar a garotada a super essas situações embaraçosas.

Mas pensando bem, não são só os adolescentes que cometem micos, né?! Eu sempre fui atrapalhada e às vezes lembro de situações tão constrangedoras que dá vontade de deletar certos dias da memória...

Falar o que não deveria na hora errada, cair na frente de quem você quer conquistar ou bater uma bola fora bem quando você quer impressionar são as coisas mais corriqueiras que podemos comentar.

E como sair dessas saias-justas?? As dicas da maioria dos entrevistados dessa edição servem até mesmo para os grandinhos: Rir de si mesmo, ser o primeiro a assumir o erro e brincar com a situação antes que as outras pessoas façam desse fato um verdadeiro espetáculo. O que não é nenhum pouco agradável.

A edição está muito boa, vale a penar comprar na bancas.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Os dias das minorias

Essa semana foi comemorado o Dia Internacional da Mulher que é fruto de várias conquistas positivas para nós, mulheres, que brigamos muito para provar a nossa igualdade. Mas falta muito para que todos sejam realmente iguais.

Não é só na equiparação de salários que as mulheres saem perdendo. Os homens ainda dominam em todas as culturas. Minha amiga Tatiana lembrou muito bem em seu blog como as mulheres na África e Oriente Médio são maltratadas e submetidas a mutilação feminina.

Essa "circuncisão" acontece porque nessas culturas a mulher não tem direito ao prazer. O clitóris é retirado das meninas a partir dos 3 anos de idade. Cheguei a assistir o filme Flor do Deserto que conta a história da modelo somália, Waris Dirie, que sofreu essa agressão e hoje tem uma ONG para impedir que essa atrocidade continue acontecendo.

O que posso falar do Brasil? Que aqui nossas mulheres são vítimas de violência familiar e mesmo com a Lei Maria da Penha, ainda presenciamos casos de espancamentos. Fora o que assistirmos nos telejornais que mostram quase todos os dias os casos de crimes passionais que matam centenas todos os anos.

Até quando vamos ter somente um dia para lembrar de todas as “minorias” que são excluídas ou exploradas pelo restante da humanidade?

Por que ainda temos dia da mulher, do índio, do negro, do trabalho? Por que é necessário criar um Ministério da Igualdade Racial em um país que libertou seus escravos há quase 123 anos?

Ainda acredito que essas diferenças podem ser resolvidas através da educação, que não significa só papel e caneta, mas exemplos e atitudes diárias. Não é só elaborar políticas públicas e leis que proíbam as formas de preconceito, é necessário equiparar as pessoas, fazer valer o que a nossa Constituição JÁ GARANTE: Todos são iguais e pronto!!