terça-feira, 30 de agosto de 2011

Aprendendo a reclamar

Vou confessar que depois que passei por uma grande crise financeira aprendi a valorizar o meu dinheiro. Não que hoje eu gaste menos (alías, quanto mais a gente ganha, mais a gente gasta, não é mesmo?), apenas presto atenção para ver se o dinheiro está sendo empregado corretamente e se realmente vale o que estão cobrando.

Percebi essa minha nova atitude esses dias, quando fiz a inscrição para um curso de extensão durante as férias de julho. Não gostei da primeira aula e tentei brigar com a diretoria da faculdade para trocar de curso. Não consegui. O pior era que tinha me inscrito em outro com a mesma professora. Esse segundo não foi tão ruim, mas também contei como dinheiro perdido.

Na semana passada encontrei outro curso de extensão dentro da área que estou atuando e fui até a universidade pagar a taxa e ter acesso ao conteúdo programático para ver se viria de encontro com as expectativas que tenho sobre o curso. Mas lá ninguém sabia me dar essas informações. Fiquei duas horas dentro de dois campus dessa faculdade e não obtive nenhuma resposta.

Cancelei a matrícula e não paguei a inscrição. Percebo pelo atendimento que a faculdade não era o que eu esperava. E tenho feito o mesmo em lojas. Se não me atendem direito não merecem ficar com o meu dinheiro.

Até com a operadora de celular tenho me estressado. Na hora de cobrar é tudo muito rápido, mas quando temos algum problema para resolver ou para sermos ressarcidos tudo fica mais difícil.

Comprei um produto por um site de compras coletivas e tive um problema no estabelecimento que se negou a me atender (acha?). Entrei em contato com o site pedindo o dinheiro de volta e fui informada de que teria que enviar uma série de documentos para provar que eu era eu mesma e só assim o dinheiro voltaria para minha conta.

O engraçado é que quando debitaram não pediram nenhum documento que provasse que eu era a dona da conta, interessante, não?

Diante de tudo isso, tenho percebido a importância de sabermos nossos direitos como clientes, consumidores, alunos e também como funcionários. Proteste, reclame, corra atrás dos seus direitos!!!

Como diria a Lady Kate: “To pagando!”

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Prós e contras do home office

Às vezes converso com familiares e amigos que se queixam do trabalho e então eu digo que adoraria ter um trabalho “normal”, com horário de entrar e de sair, com carteira registrada, dividir a sala com outras pessoas, ter com quem conversar, tirar dúvidas, aprender, fazer amizades e etc. Ninguém consegue entender que, apesar de ser muito bom trabalhar em/de casa, esse tipo de serviço também tem seus ônus.

Resolvi então listar os prós e os contras do home office para provar que nem tudo são rosas...


Prós:

1 – poder fazer seu próprio horário. Além de começar o terminar o job na hora que quiser, você também não perde o dia se precisar ir ao médico, pagar contas no banco e etc;

2 – fazer seu próprio salário;

3 – Liberdade para trabalhar para mais de uma empresa;

4 – Não pegar trânsito e ou condução lotada;

5 – Não ter que aguentar “os malas”, toda empresa tem ao menos um... até tem casos que “o mala” em questão é a pessoa que paga o teu salário...

Contras:

1 – Ter que fazer jornadas maiores para dar conta da produção;

2 – Estar preparado a passar o mês com menos, já que o número de Jobs pode diminuir;

3 – Não ter um salário fixo, o que te obriga a estar sempre atento e procurando novos clientes;

4 – Não sair de casa. O que te impede de conhecer muitas pessoas...e quem sabe um amor (Li em algum lugar que 50% das pessoas conhecem os parceiros no trabalho);

5 – Não receber feedback. Sinto falta de ser corrigida, de ter alguém, mesmo que encha o saco, me ensinando e mostrando os meus erros (eu sou uma pessoa submissa, tiro de letra como lidar com os malas).


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Um cantor oportunista - A importância da checagem de informações no jornalismo

Quando eu trabalhava no JP presenciei a história de um travesti da região que queria se promover em cima do caso do jogador Ronaldo que se envolveu com travestis (leia aqui). Na semana passada recebi um e-mail encaminhado pelo dono de um site supostamente assinado por Bruno Chateaubriand querendo promover um cantor gay gospel.
Nada contra gays, nem contra gays gospel. Só que, ao ler o e-mail, fui me recordando exatamente do travesti de Itaquaquecetuba e região que queria aparecer em cima de fatos que tomaram grandes proporções na mídia.
Esse, além de fingir ser alguém que não era (nunca que uma pessoa ilustre como o jornalista e promoter Bruno Chateaubriand iria enviar um email para promover um cantor gospel, né?) ele ainda inventou histórias que davam a entender que ele teve um caso com o filho de um ilustre pastor (pelo que entendi era o filho do pastor Silas Malafaia que deve ter o dobro da idade desse jovem cantor). E que vários artistas desse segmento frequentavam sua casa, mas só enviou fotos de bastidores de show e de tardes de autógrafos.
Enfim, escrevo este texto para reafirmar a importância da checagem de informações no jornalismo. Com uma simples busca no Google percebi que o cantor em questão não poderia ter sido expulso de uma Assembleia se ele sempre frequentou uma Batista, tão pouco poderia ter namorado com um cara que teria a idade do pai dele (se bem que esse mundo está perdido) e que provavelmente não teria nenhum tipo de contato com ele.
Tudo o que estava naquele e-mail e até mesmo no blog pessoal desse rapaz parece mais com uma forma de se promover em cima dessa discussão entre Malafaia versus militantes gays. Afirmando ter um caso homossexual com o filho do maior inimigo dos homossexuais ele estaria no topo da mídia, podendo divulgar seu mais novo CD.
Tá bom Cláudia, senta lá!
Sem apuração, inverdades como essa podem simplesmente cair na agenda da mídia... e sabem como é, uma mentira contada várias vezes pode se tornar uma verdade.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Voltando...

olá querido leitores,
estou voltando a postar neste blog depois de meses...
Estive longe deste blog, mas tenho estado diariamente online, escrevendo para outros sites. Encontrei no jornalismo online uma fonte de sobrevivência nesse mercado tão saturado. Apesar de me afastar da grande paixão que tenho pelo jornalismo impresso, é assim que estou me mantendo viva e com as contas em dia.
Acessa lá: